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Competitive Defense: shaping the future

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Resumo(s)

This thesis examines how modern defence organisations can sustain strategic advantage in an era of enduring uncertainty by developing a practicable concept and operational framework of competitive defence. The research problem identifies three interlinked challenges: (1) unresolvable uncertainty in the strategic environment, (2) structural and institutional barriers that fragment planning and procurement, and (3) behavioural dysfunctions—ambition, cognitive bias, rent-seeking, and corruption—that distort decision-making. The study pursued three specific objectives: to design adaptive frameworks for planning under uncertainty; to propose institutional reforms that reduce fragmentation and strengthen interoperability; and to develop measures to mitigate behavioural and governance risks. The study used an abductive, realist-informed, multi-method qualitative design. Documentary analysis, a process-tracing analysis of NATO’s adaptation (2014–2025), and structured comparative case studies (Belgium, Canada, Austria, Ukraine) were conducted, with triangulation employed to validate findings. The research demonstrates that uncertainty is structural rather than episodic; adaptive planning tools—including scenario libraries, red-teaming, horizon scanning—proved indispensable for managing complexity. It further finds that institutional reforms must be complemented by behavioural measures, and that a persistent implementation gap exists between foresight capabilities and downstream acquisition agility. The thesis sustains that competitive defence is best conceptualised as a seven-domain, dual-track framework (structural + behavioural), that is modular, audit-anchored and operationally actionable, however requires phased implementation, independent verification, and broader empirical testing beyond Euro-Atlantic cases. Important limitations include the focus on Western cases and reliance on open or documentary sources. The study therefore recommends wider geographic validation and primary data collection (Subject Matter Experts interviews) to strengthen external validity.
Esta tese analisa de que forma as organizações de defesa modernas podem sustentar uma vantagem estratégica numa era de incerteza persistente, através do desenvolvimento de um conceito exequível e de um quadro operacional de defesa competitiva. O problema de investigação identifica três desafios interligados: (1) a incerteza irresolúvel do ambiente estratégico; (2) as barreiras estruturais e institucionais que fragmentam o planeamento e o processo de aquisição; e (3) as disfunções comportamentais—ambição, enviesamento cognitivo, rent-seeking e corrupção—que distorcem a tomada de decisão. O estudo prosseguiu três objetivos específicos: conceber metodologias adaptativas para o planeamento em condições de incerteza; propor reformas institucionais que reduzam a fragmentação e reforcem a interoperabilidade; e desenvolver medidas que atenuem os riscos comportamentais e de governação. Foi adotado um desenho metodológico qualitativo, multimétodo, de orientação realista e baseado num raciocínio abdutivo. Foram realizadas uma análise documental, uma análise de process tracing da adaptação da NATO (2014–2025) e estudos de caso comparativos estruturados (Bélgica, Canadá, Áustria e Ucrânia), recorrendo à triangulação para validar os resultados. A investigação concluiu que a incerteza é estrutural e não episódica; que as ferramentas de planeamento adaptativo—como as bibliotecas de cenários, red-teaming e horizon scanning—se revelam essenciais; que as reformas institucionais devem ser acompanhadas por medidas de natureza comportamental; e que persiste um desfasamento significativo entre as capacidades de antecipação e a agilidade dos processos subsequentes de aquisição. A tese sustenta que a defesa competitiva deve ser conceptualizada como uma metodologia modular, auditável e operacionalizável, estruturada em sete domínios e assente numa lógica dual (estrutural + comportamental), cuja implementação requer uma abordagem faseada, verificação independente e validação empírica alargada, para além dos casos euro-atlânticos. Entre as limitações mais relevantes destacam-se o foco em casos ocidentais e a dependência de fontes documentais abertas. O estudo recomenda uma validação geográfica mais alargada e o recurso a fontes primárias (nomeadamente entrevistas a especialistas) de forma a reforçar a validade externa.

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Palavras-chave

Competitive defence Adaptive planning Institutional reform Procurement governance Corruption risk Defesa competitiva Planeamento adaptativo Reforma institucional Governação dos processos de aquisição

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