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Publicação

Resiliência em crianças e jovens acolhidos em centros de acolhimento temporário

datacite.subject.fosServiço socialpt_PT
dc.contributor.advisorRibeiro, Óscar
dc.contributor.authorTrindade, Joana Raquel Monteiro Pinheiro Pereira da
dc.date.accessioned2015-12-18T17:21:02Z
dc.date.available2015-12-18T17:21:02Z
dc.date.issued2015-11-06
dc.date.submitted2015-09
dc.description.abstractA problemática da institucionalização de crianças e jovens tem vindo a ser amplamente discutida por investigadores e por técnicos da ação social, tendo-se habitualmente considerado que esta população está mais suscetível à presença de distress emocional. A presente investigação teve como principal objetivo analisar indicadores de resiliência em crianças e jovens acolhidos em Centros de Acolhimento Temporário e aumentar o conhecimento disponível sobre o modo como elas vivenciam a sua institucionalização. Para tal, recorreu-se a uma amostra de 30 crianças/jovens acolhidos em 7 CAT diferentes da zona Norte do País, com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos. Na recolha de dados utilizou-se a Escala de Resiliência (RS), o Inventário de Estratégias de Coping (SCSI) e a Escala de Ansiedade, Depressão e Stresse (EADS). Foi também recolhida informação sociodemográfica. Os resultados obtidos apontam para a existência de níveis moderados de resiliência em ambos os sexos. Uma análise mais detalhada às componentes da RS permitiu verificar pontuações mais elevadas na subescala “autoconfiança”, seguindo-se a “perseverança”, o “sentido de vida” e, finalmente, a “auto-suficiência”. Em relação à SCSI, os valores obtidos demonstram que as Estratégias de Coping mais utilizadas são as de “distração cognitiva e comportamental”, seguindo-se as “estratégias ativas” (sobretudo as centradas na resolução de problemas) e a “exteriorização de aspetos negativos”. De salientar que são as crianças/jovens do sexo masculino quem mais utiliza a exteriorização de aspetos negativos apresentando no uso desta estratégia diferenças estatisticamente significativas comparativamente às raparigas. Quanto à eficácia das estratégias utilizadas, os participantes consideraram como mais eficazes as estratégias de “distração cognitiva e comportamental” e como menos eficazes, as de “exteriorização de aspetos negativos”. Por fim, relativamente à EADS, verificou-se que as crianças/jovens apresentam valores globalmente reduzidos, quer para a ansiedade, quer para a depressão. Apesar das raparigas apresentarem menor ansiedade e stresse e níveis mais elevados de depressão do que os rapazes, estas diferenças não foram estatisticamente significativas. De um modo geral, os resultados evidenciam que apesar da condição de institucionalizados e de todas as repercussões que tal acarreta para os projetos de vida destas crianças e jovens, os participantes neste estudo apresentaram níveis moderados de resiliência. Chegou-se ainda à conclusão de que existem algumas diferenças no modo como o processo é vivido por rapazes e raparigas, diferenças essas que poderão implicar abordagens distintas por parte dos técnicos que trabalham com estas crianças/jovens. De salientar que, na maioria das situações, o tempo legal previsto para a duração do acolhimento em CAT não é respeitado, facto que dá lugar a uma institucionalização prolongada e que deve, por isso, ser objeto de reflexão urgente.pt_PT
dc.identifier.tid201099047
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.26/10554
dc.language.isoporpt_PT
dc.subjectCriançaspt_PT
dc.subjectJovenspt_PT
dc.subjectInstitucionalizaçãopt_PT
dc.subjectCentros de acolhimento temporáriopt_PT
dc.subjectResiliênciapt_PT
dc.subjectEstratégias de copingpt_PT
dc.titleResiliência em crianças e jovens acolhidos em centros de acolhimento temporáriopt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.nameMestrado em Intervenção Social na Infância e Juventude em Risco de Exclusão Socialpt_PT

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