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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O presente trabalho de dissertação pretende demonstrar a relação da liderança
militar com a falta de Praças no Exército.
Este tema tem assumido grande relevância, pela dificuldade na sua obtenção e
retenção, uma vez que grande percentagem dos Praças abandona a instituição antes de
cumprirem o contrato. As saídas antecipadas originam perdas de capital humano
especializado, perda de conhecimento e de experiência em áreas muito específicas.
Adicionalmente cria um grave problema de reposição desses efetivos, quebras na
produtividade e sobrecarga de trabalho no efetivo existente.
Como tal, urge a necessidade de identificar e compreender as causas que possam
explicar esta falta de efetivos.
Justamente para dar resposta às questões da valorização, ou desvalorização, da
liderança militar, da importância das condições de trabalho e das perspetivas de carreira,
optou-se por realizar uma pesquisa exploratória com o intuito de identificar medidas que
possam ser aplicadas para reverter a situação.
Em termos metodológicos, optou-se por uma investigação qualitativa, realizaram-se
entrevistas semidiretivas a trinta interlocutores-chave que abandonaram o Exército nos
últimos quatro anos, por vontade própria.
Os resultados obtidos, corroboram as análises feitas por outros autores neste campo.
Permitem concluir que a liderança militar é forte e comprometida com a resolução dos
problemas das pessoas. A liderança foi considerada relevante e de boa qualidade pelos
entrevistados, chegando mesmo a ser elogiada. Assim, considera-se não haver uma relação
direta entre a liderança e a falta de Praças no Exército.
Opostamente podemos aferir que a falta de efetivos resulta em grande parte devido
às condições de trabalho, tipologia de tarefas e falta de perspetivas de carreira,
confirmando-se uma grande insatisfação organizacional e que estas são referidas como
determinantes na tomada de decisão, quando se trata de rescindir o contrato de trabalho e
abandonar a instituição.
