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Publicação

Participação ocupacional em crianças de 1º ciclo

dc.contributor.advisorPinto, Élia Maria Carvalho Pinheiro
dc.contributor.advisorSilva, Cristina Maria Magalhães de Oliveira Vieira da
dc.contributor.authorCorredoura, Beatriz Duarte Fernandes
dc.date.accessioned2026-04-22T10:07:01Z
dc.date.available2026-04-22T10:07:01Z
dc.date.issued2025-11-10
dc.date.submitted2025-11-10
dc.description.abstractResumo: Introdução: Ao longo do 1.º ciclo do ensino básico, as crianças enfrentam novas rotinas e exigências que desafiam a sua participação nas ocupações diárias. A forma como a criança processa os estímulos que recebe do exterior tem impacto no seu comportamento e a forma como usa o seu tempo tem impacto no seu desenvolvimento, na sua saúde e bem-estar. Atualmente os meios digitais são uma presença incontornável no nosso dia a dia, com impacto no que fazemos e como fazemos. Objetivo: Analisar a relação entre a participação ocupacional, o processamento sensorial e o tempo de exposição a ecrãs em crianças do 1.º ciclo do ensino básico, com desenvolvimento típico. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, correlacional e transversal. A amostra foi constituída por 58 crianças com idades entre os 6 e os 10 anos. Foram utilizados três instrumentos: o Questionário de Participação nas Ocupações da Infância (PICO-Q), o Perfil Sensorial 2 – a criança, e um questionário sociodemográfico com foco na exposição a ecrãs. A análise estatística foi realizada com recurso ao SPSS (v.30), recorrendo à correlação de Spearman. Resultados: Os resultados indicaram uma participação ocupacional globalmente positiva, com altos níveis de frequência e satisfação relatados pelos cuidadores. No entanto, emergiram dificuldades mais evidentes nas atividades de vida diária, hábitos e rotinas e tarefas académicas — domínios que exigem maior autorregulação e planeamento. Verificaram-se correlações estatisticamente significativas entre estas dificuldades e padrões sensoriais menos funcionais, como registo sensorial reduzido, evitamento e sensibilidade aumentada. Relativamente ao tempo de exposição a ecrãs, observou-se que todas as crianças da amostra utilizavam dispositivos digitais. Verificaram-se associações estatisticamente significativas entre maior tempo de ecrã e maiores dificuldades ao nível da atenção e regulação emocional, assim como padrões de registo sensorial reduzido e maior sensibilidade. Conclusão: Os dados obtidos destacam a importância de reconhecer precocemente sinais de disfunção sensorial em crianças com desenvolvimento típico, dada a sua influência direta na participação funcional. A necessidade de limitar o tempo de ecrã e de promover experiências ocupacionais ricas, estruturadas e sensorialmente significativas mostra-se igualmente relevante. Estes resultados sugerem que a colaboração entre profissionais de saúde, famílias e escolas pode potenciar o envolvimento das crianças nas suas rotinas diárias, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado e autónomo.por
dc.identifier.tid204294177
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.26/62825
dc.language.isopor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
dc.subjectParticipação ocupacional
dc.subjectProcessamento sensorial
dc.subjectTempo de ecrã
dc.subjectCrianças
dc.subject1º Ciclo do ensino básico
dc.titleParticipação ocupacional em crianças de 1º ciclopor
dc.title.alternativeprocessamento sensorial e a exposição a ecrãspor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.grantorEscola Superior de Saúde do Alcoitão
thesis.degree.nameMestrado em Terapia Ocupacional na Especialidade de Integração Sensorial

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