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Tempo de intervenção em fisioterapia num serviço de medicina interna

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Resumo(s)

Resumo: Enquadramento e objetivos: A fisioterapia nas pessoas internadas envolve intervenções a pessoas com uma variedade de distúrbios que necessitam de reabilitação. A dificuldade com esta variabilidade é alocar adequadamente o tempo para cada uma destas pessoas. Globalmente os tempos médios por sessão divergem entre si e os métodos de distribuição da carga de trabalho são variados. Sendo assim este estudo teve como objetivos, obter dados sobre a duração atual das sessões de fisioterapia em pessoas internadas num Serviço de Medicina Interna (SMI), compreender se o tempo atual seria o tempo ótimo de tratamento na ótica dos fisioterapeutas e perceber que fatores poderiam influenciar o tempo de duração do tratamento. Metodologia: Este é um estudo de coorte longitudinal, que envolveu fisioterapeutas e pessoas internadas no SMI de um Hospital de Agudos. As pessoas internadas e referenciadas para fisioterapia foram avaliadas com o Índice de Barthel pelo investigador principal, os fisioterapeutas registaram através do questionário de registo de sessões (QRS), na 1ª, 2ª e 3ª sessão com a pessoa. O QRS avaliou as variáveis: Tempo atual médio por sessão (TAMS); Tempo ótimo médio na ótica do fisioterapeuta por sessão (TOMS); Tempo por sessão para triagem; Intervenções realizadas; Intervenções que realizaria com mais tempo; Objetivos por sessão. Para analisar os resultados utilizou-se a Subescala do Índice de Barthel Mobilidade (SIBM), que só comtempla a soma dos itens das transferências (0 a 15 pontos), mobilidade (0 a 15 pontos) e subir e descer escadas (0 a 10 pontos). Foram realizados modelos de regressão linear para as variáveis dependentes tempos de sessão de fisioterapia (1ª sessão, TAMS e TOMS). Resultados: Foram incluídas um total de 38 pessoas. A média do SIBM foi 20.9±12.5 pontos. O tempo atual médio por sessão foi de 20.60±6.19 minutos, o tempo ótimo considerado pelos fisioterapeutas foi de 32.58±8.47 minutos, mais 11.98±2.28 minutos do que o tempo médio atual. Nos modelos de regressão ser mais velho e ter melhor pontuação no SIBM demonstraram-se como preditores de um menor tempo TAMS e TOMS, e o Número Total de Comorbilidades não demonstrou associação significativa nos modelos. Conclusão: Ficou demonstrado que no SMI do Hospital Portimão existe uma discrepância entre a duração atual das sessões de Fisioterapia e o tempo ótimo percecionado pelas FTs de 11.98±2.28 minutos. E que as FTs têm plena noção do tempo ótimo por sessão que deveria ser praticado, mas atualmente não o conseguem realizar o que pode comprometer a eficácia dos tratamentos de fisioterapia.

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Palavras-chave

Fisioterapia Cuidados agudos Tempo de tratamento

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