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- Tempo de intervenção em fisioterapia num serviço de medicina internaPublication . Custódio, Ricardo Daniel Simões; Costa, Daniela Sofia AlbinoResumo: Enquadramento e objetivos: A fisioterapia nas pessoas internadas envolve intervenções a pessoas com uma variedade de distúrbios que necessitam de reabilitação. A dificuldade com esta variabilidade é alocar adequadamente o tempo para cada uma destas pessoas. Globalmente os tempos médios por sessão divergem entre si e os métodos de distribuição da carga de trabalho são variados. Sendo assim este estudo teve como objetivos, obter dados sobre a duração atual das sessões de fisioterapia em pessoas internadas num Serviço de Medicina Interna (SMI), compreender se o tempo atual seria o tempo ótimo de tratamento na ótica dos fisioterapeutas e perceber que fatores poderiam influenciar o tempo de duração do tratamento. Metodologia: Este é um estudo de coorte longitudinal, que envolveu fisioterapeutas e pessoas internadas no SMI de um Hospital de Agudos. As pessoas internadas e referenciadas para fisioterapia foram avaliadas com o Índice de Barthel pelo investigador principal, os fisioterapeutas registaram através do questionário de registo de sessões (QRS), na 1ª, 2ª e 3ª sessão com a pessoa. O QRS avaliou as variáveis: Tempo atual médio por sessão (TAMS); Tempo ótimo médio na ótica do fisioterapeuta por sessão (TOMS); Tempo por sessão para triagem; Intervenções realizadas; Intervenções que realizaria com mais tempo; Objetivos por sessão. Para analisar os resultados utilizou-se a Subescala do Índice de Barthel Mobilidade (SIBM), que só comtempla a soma dos itens das transferências (0 a 15 pontos), mobilidade (0 a 15 pontos) e subir e descer escadas (0 a 10 pontos). Foram realizados modelos de regressão linear para as variáveis dependentes tempos de sessão de fisioterapia (1ª sessão, TAMS e TOMS). Resultados: Foram incluídas um total de 38 pessoas. A média do SIBM foi 20.9±12.5 pontos. O tempo atual médio por sessão foi de 20.60±6.19 minutos, o tempo ótimo considerado pelos fisioterapeutas foi de 32.58±8.47 minutos, mais 11.98±2.28 minutos do que o tempo médio atual. Nos modelos de regressão ser mais velho e ter melhor pontuação no SIBM demonstraram-se como preditores de um menor tempo TAMS e TOMS, e o Número Total de Comorbilidades não demonstrou associação significativa nos modelos. Conclusão: Ficou demonstrado que no SMI do Hospital Portimão existe uma discrepância entre a duração atual das sessões de Fisioterapia e o tempo ótimo percecionado pelas FTs de 11.98±2.28 minutos. E que as FTs têm plena noção do tempo ótimo por sessão que deveria ser praticado, mas atualmente não o conseguem realizar o que pode comprometer a eficácia dos tratamentos de fisioterapia.
- Da gestão da manutenção à gestão de ativos físicos : uma abordagem integradaPublication . Consigliero, Ricardo Williams Nogueira; Farinha, José Manuel Torres; Raposo, Hugo David NogueiraO conceito de gestão de ativos físicos é uma matéria relativamente nova quando comparada à gestão da manutenção. Porém, vem ocupando um importante espaço no mercado, por trazer novas visões à área da manutenção, agregando novos conhecimentos e preocupações com os equipamentos, principalmente para uma melhor atuação do ponto de vista organizacional. Paralelamente, a gestão de ativos físicos já é normalizada mundialmente através das normas da família ISO 5500X. Na gestão de ativos físicos há um foco maior no ciclo de vida dos ativos físicos quebrando, assim, alguns paradigmas da manutenção e preocupando-se com KPI’s (Key Performance Indicator) que vão além dos tradicionais já utilizados na manutenção. A preocupação com o ciclo de vida completo dos ativos físicos inicia-se desde o seu projeto até ao seu abate, existindo uma preocupação da organização desde o princípio do projeto com os aspetos financeiros, nomeadamente os custos de investimento, operação e descarte, momento este que, para além da financeira, também tem uma preocupação ambiental, no momento do abate do ativo físico. O objetivo deste trabalho foi o de compreender melhor como algumas organizações reagem à gestão de ativos físicos, tendo em vista que o mercado está a começar a exigir um maior controlo e planeamento dos seus ativos físicos, uma vez que estes estão a tornar-se um fator crítico de decisões organizacionais. Na presente dissertação foi desenvolvido um questionário e enviado para diversas empresas com foco no mercado português e brasileiro com o intuito de se obter informação para melhor compreender e realizar uma análise da perceção dos envolvidos no processo de certificação pela norma ISO 55001. Todavia, com o decorrer do trabalho, a análise foi realizada de maneira diferente do planeado em função das diversas dificuldades de se obter informação pertinente, e também foi acrescentada informações da minha experiência profissional ao longo de mais de 15 anos na engenharia e gestão de manutenção. Assim sendo, através destas dificuldades encontradas juntamente com as poucas respostas obtidas, foi possível realizar uma comparação entre a informação obtida pelo questionário e a informação obtida através de conversas com algumas pessoas que não quiseram preencher o questionário.
