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Abstract(s)
Vivemos num mundo multicultural, democrático e globalizado onde a medicina, a
genética, a tecnologia, a gestão de negócios e a exploração do espaço se desenvolvem
rapidamente. A tecnologia informática e a proliferação dos bens materiais oferecem variadas
possibilidades de melhorar as nossas vidas. As pessoas tornam-se cidadãos do mundo, seres
cosmopolitas que são permanentemente confrontados com diferentes culturas, costumes e
tendências.
Viver, estudar e trabalhar nas cidades da Europa ou do mundo já não é um problema.
Neste acumular de experiências múltiplas e multidimensionais esquecemos muitas vezes as
crianças. Contudo, é extremamente importante prestar maior atenção aos mais pequenos,
no sentido de as ajudar a compreender o mundo em que vivem, dar um maior apoio ao seu
crescimento e desenvolvimento. O papel das escolas, das instituições educacionais e dos
centros de ocupação dos tempos livres é fundamental para uma educação bem estruturada,
garantindo o conhecimento e a constrição uma sociedade mais consciente. Os programas
de educação arquitectónicos, que se estão a tornar cada vez mais populares na Europa,
ensinam às crianças o seu rumo no mundo globalizado e as suas responsabilidades para com os que as rodeiam.
As instituições escolares deviam, por isso, focar a sua atenção na educação arquitectónica,
tendo em mente que uma juventude educada resultará numa sociedade que será consciente
das futuras ameaças à civilização. No sentido de se educarem cidadãos com capacidade
para gerir o seu tempo, para serem responsáveis pelo que os envolve, pela ecologia e pelo
património cultural, pessoas que não temem participar em actividades locais e focadas no
conforto global de todos.
Como resultado destas observações do mundo circundante e do lugar das crianças, se
propõem a Escola Interactiva para Crianças, um espaço para o desenvolvimento onde se
acentua a educação arquitectónica. A maneira como as crianças percebem a arquitectura,
como interagem com o espaço, como as cores estimulam as suas emoções, constituem as
razões do projecto proposto.
O projecto insere-se num contexto citadino onde um edifício do séc. XIX ganha nova
vida, transformando-se numa escola interactiva para crianças no Largo dos Lóios, no Porto. A
preexistência, “congelada” ou recuperada (as portas, as escadas e corrimão, o tecto, alguns
fragmentos de papel de parede com os seus elementos decorativos etc.) e a proposta de
novos elementos convivem num espaço estratificado, onde memórias de vivencias passadas
e novas funções produzem ambientes densos e estimulantes. O espaço é organizado por
layers horizontais que se caracterizam, individualmente, por uma cor que, por sua vez,
define a sua função e proporciona diversas estimulações sensoriais. O elemento vertical, o
corpo de escadas, de cor branca, potencia o contraste cromático entre pisos.
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Keywords
Crianças Educação História Contemporâneo Arquitectura Diálogo
