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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
De acordo com os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, cerca de 70% dos acidentes rodoviários com vítimas em Portugal, ocorrem em áreas urbanas. Estes números refletem uma abordagem tradicional que promove a velocidade e a eficiência do tráfego em projetos viários, mesmo em locais com elevada presença pedonal e outros utilizadores vulneráveis, como vias locais ou distribuidoras.
Deste modo, torna-se essencial adotar um novo paradigma na conceção de vias urbanas focadas em garantir a segurança de todos os seus utilizadores, particularmente os mais frágeis. Esta transformação pode ser realizada recorrendo a Zonas de Coexistência e Zonas 30.
Assim, o presente trabalho, estuda detalhadamente o surgimento e a evolução dessas zonas em diferentes contextos urbanos, com destaque para a relevância do desenho urbano, medidas de acalmia de tráfego e a necessidade de políticas públicas inclusivas. As zonas 30, onde a velocidade máxima é limitada a 30km/h, e as zonas de coexistência, que promovem a partilha do espaço entre diferentes utilizadores, são apresentadas como soluções eficazes para reduzir o risco de acidentes, diminuir a poluição sonora e atmosférica, e aumentar a atratividade dos espaços públicos.
A metodologia combina a análise de entrevistas com representantes de municípios acerca da sua experiência com a conceção e implementação de zonas 30 e de coexistência, e a medição do nível de ruído associado à velocidade dos veículos nas povoações de Mira e Águeda.
Das entrevistas realizadas parece ainda não haver um padrão claro quanto à forma em que, nos diversos municípios, se procede à conceção e realização de zonas de 30 e de coexistência. Por seu turno, os resultados das visitas de campo indiciam que a redução de velocidade contribuiu para níveis de ruído mais baixos ao mesmo tempo que o aumento da utilização do espaço público pelos peões, devido à sua maior atratividade, conduzirá a menores emissões atmosféricas.
