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- Caracterização da criminalidade em BissauPublication . Sampa, Olívio Limpa; Felgueiras, Sérgio Ricardo Costa ChagasA criminalidade, impulsionada pela globalização e pelos avanços tecnológicos, apresenta novas ameaças que tornam a segurança uma preocupação crescente para a sociedade. O Estado guineense, responsável pela segurança, justiça e bem-estar social, tem o dever de garantir o exercício pleno dos direitos fundamentais dos cidadãos, com a intervenção da autoridade policial na prevenção e combate à criminalidade. Esta dissertação tem como objetivo principal compreender e descrever a realidade criminal em Bissau no período de 2016 a 2020. O estudo está estruturado em três capítulos: o primeiro aborda o enquadramento teórico conceptual; o segundo analisa as estratégias de prevenção criminal; e o terceiro caracteriza a criminalidade em Bissau. O método adotado é de natureza qualitativa, com caráter exploratório e descritivo, complementada por entrevistas semiestruturadas, que sustentam a análise apresentada. Os resultados deste estudo oferecem uma visão detalhada da evolução da criminalidade em Bissau, destacando as principais formas de crimes e as estratégias adotadas para sua prevenção, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais eficazes no contexto da segurança.
- Simulator for forest management alternativesPublication . Castro, Isabel Catarina Ramos; Mendes, Mateus Daniel Almeida; Farinha, José Manuel TorresAs florestas fornecem serviços essenciais para o ecossistema, mas a sua gestão sustentável permaneceumdesafio. Aotimização do volume de madeira extraída e a avaliação de diferentes estratégias de gestão exigem a simulação do futuro desenvolvimento dos povoamentos florestais. Para auxiliar neste processo, os gestores florestais necessitam de ferramentas que lhes permitam tomar decisões informadas e baseadas em dados, uma gestão que equilibre metas imediatas com a sustentabilidade a longo prazo. Este trabalho aborda esses desafios através do desenvolvimento de um simulador web de gestão de alternativas florestais, dotado deumalgoritmo genético adaptado (NSGAII). O simulador está disponível na plataforma "Floresta Digital". Para garantir a sua integração bem-sucedida, o processo de desenvolvimento foi dividido em duas etapas: primeiro, foram realizadas melhorias no website existente e, em seguida, foi criado e implementado o simulador. O simulador permite que os utilizadores explorem diversas opções de gestão florestal, avaliando o equilíbrio entre a extração de madeira e a variação do volume ao longo do tempo, apresentando múltiplas alternativas de gestão. A modificação do algoritmo possibilitou a criação de um maior número de possíveis combinações de povoamentos, satisfazendo as restrições do problema e indo além dos métodos tradicionais. Para avaliar o desempenho do NSGA-II modificado, foram aplicados vários indicadores de desempenho e parâmetros diferentes, comparando-os com a versão padrão. Os resultados indicam que o algoritmo otimizado gera um maior número de soluções válidas sem aumentar significativamente o tempo de execução, proporcionando um melhor desempenho em termos de diversidade de soluções e eficiência computacional. O simulador fornece dados de uma floresta em Coimbra, Portugal, para estudos experimentais, mas também suporta conjuntos de dados de outras localidades para problemas de otimização semelhantes. A criação do simulador segundo um formato Web permite aumentar a acessibilidade para os profissionais da área florestal. No entanto, o simulador apresenta algumas limitações, particularmente no que diz respeito à introdução manual de dados e à definição de objetivos por parte do utilizador. Estas limitações proporcionam oportunidades para melhorias futuras. Este trabalho contribui para a gestão sustentável das florestas ao fornecer uma ferramenta prática de simulação para apoiar a tomada de decisão pelos gestores florestais.
- Avaliação e perspetivas de evolução de zonas 30 e de zonas de coexistência nas cidadesPublication . Cardoso, Susana Crescêncio; Capitão, Silvino Dias; Martins, Mário Miguel de AbreuDe acordo com os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, cerca de 70% dos acidentes rodoviários com vítimas em Portugal, ocorrem em áreas urbanas. Estes números refletem uma abordagem tradicional que promove a velocidade e a eficiência do tráfego em projetos viários, mesmo em locais com elevada presença pedonal e outros utilizadores vulneráveis, como vias locais ou distribuidoras. Deste modo, torna-se essencial adotar um novo paradigma na conceção de vias urbanas focadas em garantir a segurança de todos os seus utilizadores, particularmente os mais frágeis. Esta transformação pode ser realizada recorrendo a Zonas de Coexistência e Zonas 30. Assim, o presente trabalho, estuda detalhadamente o surgimento e a evolução dessas zonas em diferentes contextos urbanos, com destaque para a relevância do desenho urbano, medidas de acalmia de tráfego e a necessidade de políticas públicas inclusivas. As zonas 30, onde a velocidade máxima é limitada a 30km/h, e as zonas de coexistência, que promovem a partilha do espaço entre diferentes utilizadores, são apresentadas como soluções eficazes para reduzir o risco de acidentes, diminuir a poluição sonora e atmosférica, e aumentar a atratividade dos espaços públicos. A metodologia combina a análise de entrevistas com representantes de municípios acerca da sua experiência com a conceção e implementação de zonas 30 e de coexistência, e a medição do nível de ruído associado à velocidade dos veículos nas povoações de Mira e Águeda. Das entrevistas realizadas parece ainda não haver um padrão claro quanto à forma em que, nos diversos municípios, se procede à conceção e realização de zonas de 30 e de coexistência. Por seu turno, os resultados das visitas de campo indiciam que a redução de velocidade contribuiu para níveis de ruído mais baixos ao mesmo tempo que o aumento da utilização do espaço público pelos peões, devido à sua maior atratividade, conduzirá a menores emissões atmosféricas.
