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Orientador(es)
Resumo(s)
A malária é uma doença infeciosa causada por parasitas do género Plasmodium que são transmitidos ao homem através da picada infetada do mosquito fêmea Anopheles. A distribuição desta doença vai depender da interação entre os vetores, os parasitas e o hospedeiro. Nas áreas endémicas desenvolve-se muitas vezes imunidade clínica.
A primeira etapa de tratamento é a quimioprofilaxia com o objetivo de proteger o indivíduo e evitar a infeção. Pelo contrário, caso ocorra infeção parasitária são iniciados os tratamentos com base no tipo de malária. Cada tipo de infeção é determinado pelo estado físico e os sinais e sintomas que são visíveis na pessoa. O tratamento de 1ªlinha na malária não complicada é uma combinação de um derivado da artemisinina (ACT). Na malária severa o tratamento mais indicado é a administração de artesunato intravenoso ou intramuscular. É necessário dar especial atenção a alguns grupos de risco, tal como as crianças, grávidas e coinfetados com VIH ou Tuberculose.
Os novos fármacos que estão em ensaios clínicos mostram-se muito promissores para combater muitas resistências dos parasitas aos antimaláricos.
A vacina RTS,S/AS01 encontra-se em estudo, uma vez que apresenta baixa eficácia na proteção da doença. No entanto, estão em curso novas combinações de moléculas para a descoberta da vacina mais eficiente.
As alterações climáticas aliadas à universalização do risco de malária importada de outros países onde é endémica apresentam-se como um fator de risco para a saúde pública.
Assim, a vigilância da malária importada em Portugal é fundamental, considerando especialmente casos de subnotificação não quantificada, devido ao aumento das viagens internacionais e o recente aumento da migração para o nosso país.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
Palavras-chave
Malária Vetor Parasitas Tratamento Recidivas Resistências Novos fármacos antimaláricos Vacinas Prevalência em Portugal
