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- Da automação à lealdade do cliente no setor hoteleiro: o papel mediador sequencial da eficiência percebida e da satisfaçãoPublication . Mateus, Diogo; Rodrigues, RosaA crescente incorporação de tecnologias automatizadas no setor hoteleiro tem vindo a transformar a experiência dos clientes, motivo pelo qual se torna relevante compreender os fatores que contribuem para a construção da lealdade em ambientes tecnologicamente mediados. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre a atitude face à automação e a lealdade do cliente no setor hoteleiro, considerando o papel mediador sequencial da eficiência percebida e da satisfação. Foi adotada uma abordagem quantitativa, de natureza transversal, cujos dados foram recolhidos através de um questionário aplicado a 235 participantes. Para testar os efeitos diretos e indiretos entre as variáveis em estudo recorreu-se à macro PROCESS de Hayes (Modelo 6). A análise dos dados demonstrou que a atitude face à automação exerce um efeito positivo e significativo na lealdade do cliente. Também se verificou que a atitude face à automação influencia positivamente a eficiência percebida e a satisfação do cliente, sendo que a eficiência percebida também contribui para níveis mais elevados de satisfação e lealdade. Foi, ainda, possível confirmar que a satisfação do cliente exerce um efeito positivo na lealdade, o que revela a existência de um efeito de mediação sequencial, através do qual a atitude face à automação influencia a lealdade por intermédio da eficiência percebida e da satisfação do cliente. Os resultados obtidos permitem concluir que a lealdade em contextos de serviços automatizados depende da aceitação das tecnologias e da capacidade que as mesmas têm para proporcionar experiências eficientes e satisfatórias.
- Relatório de Estágio Profissional I, II, III e IVPublication . Moura, Mariana Benvindo Moço dos Santos; Boaventura, DianaO atual Relatório de Estágio Profissional I, II, III e IV reúne uma série de experiências e aprendizagens realizadas no âmbito do Mestrado Profissionalizante em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, iniciado em outubro de 2024 e terminado em julho de 2026, na Escola Superior de Educação João de Deus. A metodologia abordada neste relatório de estágio é de natureza qualitativa e este está dividido em quatro capítulos: Relatos de Estágio, Planificações, Avaliação e uma Proposta de atividade através de um Trabalho de projeto. No capítulo denominado de Relatos de Estágio, são apresentados dez relatos, sejam estas aulas, atividades ou jogos, que considerei significativas para o meu crescimento profissional. Estas experiências são descritas e analisadas à luz de diferentes autores, que sustentam a reflexão realizada. O segundo capítulo expõe oito planificações, das quais quatro dizem respeito a atividades desenvolvidas na Educação Pré-Escolar e as outras quatro a aulas do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A seleção das estratégias e recursos utilizados baseia-se em literatura especializada, destacando a sua importância no processo educativo. No terceiro capítulo, intitulado de Avaliação, encontram-se quatro instrumentos de avaliação, sendo um aplicado na Educação Pré-Escolar e os restantes no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Estes dispositivos são acompanhados da respetiva análise e interpretação dos resultados obtidos. O último capítulo apresenta uma proposta de um Trabalho de projeto, intitulado “Entra na máquina do tempo: Como era a vida há 100 anos?”. Este Trabalho de projeto propõe abordar o passado recente com o objetivo de promover, junto dos alunos, uma compreensão mais ampla sobre as transformações sociais, culturais, tecnológicas, ocorridas ao longo do último século. Por fim, nas considerações finais, são sintetizadas as aprendizagens adquiridas ao longo deste percurso e discutidas as dificuldades enfrentadas.
- Caracterização do controlo urinário de homens submetidos a prostatectomia radical no Hospital Fernando FonsecaPublication . Silva, Sofia Paula das Neves Heleno da; Casaca, João; Sancho, FátimaIntrodução: Em Portugal, o cancro da próstata é a neoplasia mais frequente no sexo masculino e a terceira causa de morte por cancro, representando 19,9% dos novos diagnósticos e 10,7% da mortalidade oncológica masculina. Estima-se que a sua incidência aumente cerca de 22% até 2045. O aumento da sobrevivência tem conduzido a um maior número de homens a viver com sequelas funcionais após prostatectomia radical (PR), entre as quais a incontinência urinária (IU). No Hospital Fernando Fonseca, o Serviço de Medicina Física e Reabilitação implementou uma sessão de educação e intervenção precoce dirigida a estes doentes, cuja avaliação poderá contribuir para o desenvolvimento de percursos de reabilitação mais estruturados. Objetivos: Caracterizar a prevalência e severidade da IU aos 3, 6 e 12 meses após PR; avaliar o seu impacto na qualidade de vida (QdV); e explorar a perceção dos doentes relativamente à sessão educativa e eventuais necessidades de informação adicional. Métodos: Estudo observacional transversal, com 103 homens submetidos a PR e avaliados aos 3 (n=33), 6 (n=35) e 12 meses (n=35) de pós-operatório, cada um avaliado apenas uma vez. A IU foi avaliada através do International Consultation on Incontinence Questionnaire–Short Form (ICIQ-SF) e o impacto na QdV pelo King’s Health Questionnaire (KHQ). A sessão educativa foi avaliada por questionário específico. Resultados: Comparando os três grupos avaliados (3, 6 e 12 meses), verificou-se um aumento da proporção de continência, quer segundo o critério de não utilização de absorventes (33,3%, 51,4% e 57,1%), quer por pontuação nula no ICIQ-SF (15,2%, 17,1% e 31,4%). Observou-se uma redução global da interferência da IU na QdV, com menor impacto aos 12 meses. A maioria dos participantes classificou a sessão como “Muito” útil, embora se tenha verificado diminuição da adesão ao treino domiciliário dos músculos do pavimento pélvico ao longo do tempo. Na questão aberta sobre necessidades adicionais de informação, 81,5% dos que responderam referiram a disfunção erétil. Conclusões: Os resultados reforçam a necessidade de modelos de acompanhamento mais estruturados, precoces e continuados, assentes em abordagens faseadas de reabilitação que integrem intervenção em grupo e apoio individualizado. O estudo contribui para uma melhor compreensão da recuperação funcional após PR e das necessidades desta população crescente, em contexto real do SNS.
