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- O reiki como estratégia do EEESMO na promoção da saúde no ciclo gravídico-puerperalPublication . Presa, Cláudia Sofia Maciel; Carteiro , DoraO presente relatório enquadra a integração do Reiki como estratégia do Enfermeiro Especialista de Saúde Materna e Obstétrica na promoção da saúde no ciclo gravídico-puerperal. Integrado no crescente reconhecimento das Terapias Complementares e Integrativas, o relatório fundamenta-se na Teoria do Conforto, privilegiando uma abordagem centrada na mulher e orientada para o bem-estar holístico. Este relatório tem como objetivos analisar a implementação do Projeto de Intervenção Formativa (PIF) centrado na integração do Reiki como estratégia do EEESMO na promoção da saúde no ciclo gravídico-puerperal e evidenciar a mobilização e desenvolvimento de competências comuns, específicas do EEESMO e de mestre nos diferentes Ensinos Clínicos (EC). Metodologicamente, realizou-se uma revisão da literatura em bases de dados científicas em complementaridade com pesquisa livre, literatura cinzenta e recolha de dados por meio de observação, conversas informais e instrumentos estruturados aplicados a mulheres e enfermeiros. Os resultados foram tratados através de análise descritiva e crítica, revelando níveis reduzidos de literacia sobre o Reiki, contrastando com a elevada recetividade ao tema. As atividades desenvolvidas foram determinantes para a promoção do conforto, bem-estar e humanização dos cuidados, bem como para a sensibilização e capacitação dos profissionais. Simultaneamente, verificou-se a mobilização de competências comuns, específicas do EEESMO e de mestre, evidenciada na integração sustentada da evidência, na tomada de decisão clínica e na implementação de cuidados centrados na mulher. Conclui-se que o Reiki evidencia potencial enquanto estratégia complementar nos cuidados diferenciados prestados pelo EEESMO, reforçando a necessidade da sua integração assente na evidência científica, na formação profissional e numa abordagem centrada na mulher.
- Liberdade de movimentos: contributos do EEESMO para uma experiência de parto positivaPublication . Palma, Vanessa Sofia Amaro; Carteiro , DoraO presente relatório descreve o percurso formativo desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular Estágio Profissional com Relatório, do Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, orientado para a aquisição de competências de enfermeiro especialista e de mestre. Foram definidos como objetivos: analisar a liberdade de movimentos durante o trabalho de parto e o seu contributo para a satisfação da grávida/casal, visando proporcionar uma experiência de parto positiva, bem como desenvolver competências de enfermeiro especialista, competências de EEESMO e de mestre, com especial enfoque na liberdade de movimentos e promoção da satisfação da grávida/casal. O enquadramento teórico foi sustentado numa revisão da literatura e na Teoria do Conforto de Katharine Kolcaba, que entende o conforto como um fenómeno holístico. Neste contexto, a intervenção do EEESMO na promoção da liberdade de movimentos durante o trabalho de parto contribui para o conforto e bem-estar da mulher, permitindolhe adotar posições confortáveis e participar ativamente no processo de nascimento. A mobilidade favorece a progressão fisiológica do parto, reduz a perceção da dor e reforça a autonomia da mulher, promovendo uma experiência de parto positiva e humanizada. Ao longo dos diferentes contextos de ensino clínico foram desenvolvidas intervenções dirigidas à promoção da liberdade de movimentos, educação para a saúde, capacitação da mulher/casal e sensibilização das equipas de enfermagem para práticas baseadas na evidência. Conclui-se que este percurso permitiu a aquisição e desenvolvimento de competências de enfermeiro especialista, de EEESMO e de mestre, sustentadas na prática reflexiva e na promoção de cuidados especializados e humanizados.
- Marcadores eletroencefalográficos da recuperação funcional em doentes com acidente vascular cerebralPublication . Pereira, André Filipe Martins; Soares, Joana Isabel; Coelho, Paulo José Simões Carvalho de Paiva; N’zwalo, Hipólito José da SilvaContextualização: O acidente vascular cerebral (AVC) constitui uma disfunção neurológica aguda de etiologia vascular com rápida evolução e uma duração superior a 24 horas ou que conduza à morte. Globalmente, representa a segunda maior causa de morte. O prognóstico é influenciado por diversos fatores, nomeadamente a extensão e localização da lesão e o tempo decorrido até à intervenção terapêutica. O eletroencefalograma (EEG) por avaliar a função cortical pelas caraterísticas da atividade elétrica cerebral observada, pode auxiliar no diagnóstico e prognóstico do AVC. Objetivo: Descrever os padrões eletroencefalográficos registados em fase aguda e crónica após a ocorrência de AVC e correlacioná-los com a clínica do doente, a fim de definir os marcadores eletroencefalográficos que podem configurar preditores de pior prognóstico para a recuperação funcional do doente. Metodologia: Estudo observacional prospetivo com doentes admitidos na Unidade Local de Saúde do Algarve – Unidade Hospitalar de Faro com diagnóstico de AVC. Foram realizados dois momentos de avaliação: o primeiro momento (fase aguda), até 12 horas desde o início dos sintomas; o segundo momento (fase crónica), 6 meses após a data do AVC. Todos os doentes realizaram EEG em fase aguda, com provas pela abertura e oclusão ocular ou estimulação sensorial e a gravidade do AVC e avaliação dos défices neurológicos foi obtida pela aplicação da National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) à admissão. Na fase crónica, foi realizado um novo EEG e determinação do grau de incapacidade funcional pela Modified Rankin Scale (mRS). A análise de EEG foi realizada pela inspeção visual e por métodos quantitativos. Resultados: Foram incluídos 21 doentes com idades entre 41 e 92 anos. Verificou-se o óbito de 6 doentes e 13 realizaram uma segunda avaliação por EEG. Na abordagem ao AVC, a atividade eletroencefalográfica variou de acordo com a gravidade da lesão e a frequência do ritmo dominante posterior mostrou correlacionar-se negativamente com o valor de NIHSS. Na avaliação por EEG quantitativo, as alterações verificadas na reatividade, extensão e “power score” mostraram-se como marcadores da gravidade do AVC. Na determinação do prognóstico, a inspeção visual do EEG em fase aguda evidenciou diferenças de acordo com o grau de incapacidade funcional crónica. O processamento do sinal de EEG permitiu demonstrar que a extensão e “power score”, constituem marcadores eletroencefalográficos robustos da capacidade de recuperação funcional após-AVC. Conclusões: O EEG constitui uma ferramenta útil como complemento ao diagnóstico e prognóstico do AVC. Pela mortalidade e morbilidade associadas a esta patologia, a gestão de expetativas do doente e família relativamente à capacidade de recuperação é fundamental e o EEG providencia informação valiosa para a orientação e investimento clínico no doente. A sensibilização para o potencial e maior uso desta técnica, assim como o processamento de sinal, expande as capacidades do EEG convencional e permite ultrapassar algumas limitações.
