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- Intervenções do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação na pessoa com doença pulmonar obstrutiva crónica submetida a ventilação não invasivaPublication . Campina, Samuel Filipe Nunes; Peças, DinaAs doenças do foro respiratório destacam-se como um grave problema de saúde pública com impacto negativo na funcionalidade e autonomia das pessoas, e pelas suas elevadas taxas de morbilidade e mortalidade. A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é uma patologia multifatorial, resultado da obstrução crónica das vias aéreas, caracterizada por sintomas como a dispneia e intolerância ao esforço. Estes sintomas comprometem a capacidade da pessoa para o autocuidado e o seu desempenho nas atividades de vida diária. A ventilação não invasiva surge como ferramenta nos diferentes níveis de cuidados, contribuindo para a diminuição dos custos em saúde pela diminuição de internamentos, promovendo a autonomia e o autocuidado, reduzindo a limitação funcional. Este trabalho apresenta uma descrição, análise e reflexão das atividades desenvolvidas em ensino clínico, com o objetivo de desenvolver competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação definidas pelo perfil de competências da Ordem dos Enfermeiros e Descritores de Dublin do 2º ciclo de ensino para aquisição do grau de Mestre. As intervenções estão fundamentadas na Teoria do Défice do Autocuidado de Dorothea Orem, com o objetivo de compreender as limitações das pessoas na promoção do autocuidado. O Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação na sua intervenção procura maximizar a funcionalidade e prevenir a deterioração da função respiratória, tornando-se um fator facilitador no sucesso da ventilação não invasiva. Esta atuação beneficia a redução de sintomas como a dispneia, fadiga física, declínio da função pulmonar e exacerbações da doença, repercutindo-se na qualidade de vida do indivíduo.
- Caracterização da prática dos fisioterapeutas no Continuum dos cuidados prestados ao sobrevivente de cancro de mama em Instituições Hospitalares PortuguesasPublication . Marques, Beatriz Cardeira; Duarte, Nuno Miguel de Faria Bento; Martins, Maria Elisabete da SilvaIntrodução: Em Portugal, registaram-se 8.954 novos casos de cancro da mama (CdM) e 2.211 óbitos em 2022. Os avanços na deteção precoce do CdM aumentaram as taxas de sobrevivência, mas os sobreviventes enfrentam comorbilidades que comprometem a qualidade de vida (QdV). O Modelo de Vigilância Prospetiva (MVP), gold standard na reabilitação oncológica, visa otimizar funcionalidade e QdV através de deteção precoce de comorbilidades e intervenções personalizadas. Apesar das diretrizes internacionais, verificou-se uma escassez de dados sobre a sua implementação deste modelo no sobrevivente de CdM em Portugal. Objetivo: Caracterizar a prática dos fisioterapeutas no continuum dos cuidados prestados ao sobrevivente de CdM, em instituições hospitalares (IHs) portuguesas. Metodologia: Estudo descritivo de natureza transversal, com uma amostra não probabilística por conveniência, composta por 34 IHs. A recolha de dados foi realizada num único momento, mediante a aplicação de um questionário desenvolvido pelos autores. Este instrumento, previamente submetido a pré-teste e validado por 11 especialistas, foi estruturado em quatro secções: a primeira dedicada à caracterização das IHs e as três subsequentes centradas na caracterização da intervenção do fisioterapeuta ao longo do continuum de cuidados prestados ao sobrevivente de CdM de acordo com as fases estabelecidas no MVP. Os dados foram analisados com recurso a estatística descritiva para caracterização sociodemográfica. Resultados: O estudo incluiu 34 IHs portuguesas, das quais 88,2% pertenciam ao setor público. Verificou-se que 82,4% das IHs prestavam cuidados na fase de diagnóstico e terapias neoadjuvantes (1.ª fase), 82,4% na fase pós-cirúrgica (2.ª fase), e 91,2% na fase de terapias adjuvantes, fase prolongada/permanente de sobrevivência e nas fases de doença avançada (3.ª fase). No entanto, a presença de fisioterapeutas alocados às três fases do MVP revelou-se limitada: apenas 17,6% das IHs disponibilizavam fisioterapeutas na 1.ª fase, em contraste com 79,4% na 2.ª fase e 88,2% na 3.ª fase. Globalmente, apenas 17,6% das instituições integravam fisioterapeutas de forma transversal em todas as fases do modelo. Conclusão: Em Portugal, as IHs asseguram cuidados aos sobreviventes de CdM em consonância com as fases definidas no MVP. Contudo, persistem lacunas relevantes, nomeadamente a inexistência de Planos de Vigilância Funcional em todas as IHs, a escassa alocação de fisioterapeutas na fase inicial do percurso terapêutico, bem como a falta de sistematização na educação para as comorbilidades associadas e para a deteção precoce de disfunções. Os resultados sublinham a necessidade de implementação de protocolos padronizados e de uma abordagem verdadeiramente multidisciplinar, visando a otimização da qualidade dos cuidados prestados a esta população. Palavras-chave: Cancro da Mama; Modelo de Vigilância Prospetiva; Instituições Hospitalares; Fisioterapia; Pré- Habilitação; Reabilitação; Equipa Multidisciplinar; Comorbilidades; Linfedema; Gestão de Peso; Atividades da Vida Diária; Programa de Exercícios
- Comunicação com a família da pessoa em situação paliativa : Intervenção de enfermagemPublication . Correia, Dora Maria Coelho Martins Belo; Alves, Patrícia VinheirasA pessoa e família da pessoa em situação paliativa têm necessidades específicas, as quais apenas se conseguem identificar, adequadamente, quando o cuidado é centrado na pessoa. A comunicação em CP é um elemento fulcral para a identificação destas necessidades, sendo por isso, um pilar dos CP e a base do Cuidar em Enfermagem. Sendo já identificada por mim, a comunicação com a família da pessoa em situação paliativa, como uma necessidade de aprendizagem, escolhi este tema para desenvolver num projeto de formação. O presente Relatório, que se insere no âmbito do 1º Curso de Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica, na área da Pessoa em Situação Paliativa, espelha o percurso feito em dois locais de estágio: Unidade de Internamento de CP e EIHSCP. Segue a Metodologia de Trabalho por Projeto e teve o propósito de desenvolver competências de mestre e competências para o cuidado especializado à pessoa em situação paliativa e família. Para tal, recorreu-se à pesquisa bibliográfica, à elaboração de um documento de apoio à prática sobre o tema em estudo, à realização de um protocolo scoping review, à observação da prática, à prestação de cuidados, com foco nas necessidades da família e nas estratégias de comunicação utilizadas, à discussão com a equipa multidisciplinar, à reflexão sobre algumas situações de aprendizagem e à realização de sessões de formação e de partilha de conhecimentos. Considero que neste percurso foi possível desenvolver competências de enfermeiro especialista e de mestre, encontrando-se evidenciado neste Relatório os resultados obtidos. Ao perspetivar o futuro, pretendo continuar a aprofundar conhecimentos relativos a este tema, realizando um projeto de sensibilização e formação interdisciplinar, no serviço onde exerço funções, mas sinto-me também aliciada a poder vir a desenvolver competências, diretamente, na área dos CP.
