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Autores
Resumo(s)
Introdução: Em Portugal, registaram-se 8.954 novos casos de cancro da mama (CdM) e 2.211
óbitos em 2022. Os avanços na deteção precoce do CdM aumentaram as taxas de sobrevivência,
mas os sobreviventes enfrentam comorbilidades que comprometem a qualidade de vida (QdV).
O Modelo de Vigilância Prospetiva (MVP), gold standard na reabilitação oncológica, visa
otimizar funcionalidade e QdV através de deteção precoce de comorbilidades e intervenções
personalizadas. Apesar das diretrizes internacionais, verificou-se uma escassez de dados sobre a
sua implementação deste modelo no sobrevivente de CdM em Portugal. Objetivo: Caracterizar a
prática dos fisioterapeutas no continuum dos cuidados prestados ao sobrevivente de CdM, em
instituições hospitalares (IHs) portuguesas. Metodologia: Estudo descritivo de natureza
transversal, com uma amostra não probabilística por conveniência, composta por 34 IHs. A
recolha de dados foi realizada num único momento, mediante a aplicação de um questionário
desenvolvido pelos autores. Este instrumento, previamente submetido a pré-teste e validado por
11 especialistas, foi estruturado em quatro secções: a primeira dedicada à caracterização das IHs
e as três subsequentes centradas na caracterização da intervenção do fisioterapeuta ao longo do
continuum de cuidados prestados ao sobrevivente de CdM de acordo com as fases estabelecidas
no MVP. Os dados foram analisados com recurso a estatística descritiva para caracterização
sociodemográfica. Resultados: O estudo incluiu 34 IHs portuguesas, das quais 88,2% pertenciam
ao setor público. Verificou-se que 82,4% das IHs prestavam cuidados na fase de diagnóstico e
terapias neoadjuvantes (1.ª fase), 82,4% na fase pós-cirúrgica (2.ª fase), e 91,2% na fase de
terapias adjuvantes, fase prolongada/permanente de sobrevivência e nas fases de doença avançada
(3.ª fase). No entanto, a presença de fisioterapeutas alocados às três fases do MVP revelou-se
limitada: apenas 17,6% das IHs disponibilizavam fisioterapeutas na 1.ª fase, em contraste com
79,4% na 2.ª fase e 88,2% na 3.ª fase. Globalmente, apenas 17,6% das instituições integravam
fisioterapeutas de forma transversal em todas as fases do modelo. Conclusão: Em Portugal, as
IHs asseguram cuidados aos sobreviventes de CdM em consonância com as fases definidas no
MVP. Contudo, persistem lacunas relevantes, nomeadamente a inexistência de Planos de
Vigilância Funcional em todas as IHs, a escassa alocação de fisioterapeutas na fase inicial do
percurso terapêutico, bem como a falta de sistematização na educação para as comorbilidades
associadas e para a deteção precoce de disfunções. Os resultados sublinham a necessidade de
implementação de protocolos padronizados e de uma abordagem verdadeiramente
multidisciplinar, visando a otimização da qualidade dos cuidados prestados a esta população.
Palavras-chave: Cancro da Mama; Modelo de Vigilância Prospetiva; Instituições Hospitalares;
Fisioterapia; Pré- Habilitação; Reabilitação; Equipa Multidisciplinar; Comorbilidades;
Linfedema; Gestão de Peso; Atividades da Vida Diária; Programa de Exercícios
Descrição
Palavras-chave
Cancro da mama Modelo de Vigilância Prospetiva Instituições Hospitalares Fisioterapia Pré-habilitação Reabilitação Equipa multidisciplinar Comorbilidades Linfedema Gestão de Peso Atividades da Vida Diária Programa de Exercícios
