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- O ENSINO COOPERATIVO E A AUTOESTIMA DOS PROFESSORES NUMA PERSPETIVA DE INCLUSÃOPublication . Matos, Cláudia; Leitão, FranciscoEste trabalho de investigação surge num momento em que questões como a educação inclusiva, a colaboração e cooperação entre pares e a autoestima dos professores começam a ter uma visibilidade crescente na sociedade atual. Neste sentido, importa perceber o tipo de relação que existe entre a autoestima dos professores e as perceções que apresentam sobre a cooperação entre professores. Assim, partindo desta problemática, definiram-se objetivos com o intuito de averiguar de que forma o sentimento de competência e capacidade, a satisfação pessoal nas relações profissionais dos professores, a perceção do reconhecimento pelos outros e a relação professor/aluno se relacionam com a perceção dos professores sobre o ensino cooperativo. Foi aplicado o questionário “As perceções dos professores sobre a aprendizagem na sala de aula” (Leitão, 2012) a uma amostra composta por 684 docentes do Pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Secundário do Norte e Centro de Portugal. Obtivemos algumas conclusões pertinentes, distinguindo as seguintes: existe uma correlação positiva e estatisticamente significativa entre o ensino cooperativo e a autoestima dos professores e os docentes estão, ainda que timidamente, a dar passos no sentido de construírem uma escola mais inclusiva, com recurso ao ensino cooperativo.
- Estratégias de Interação Professor - Aluno Utilizadas no 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico - Estudo Compartaivo entre Professores Pertencentes a Escolas Com e Sem Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Perturbações do Espetro do AutismoPublication . Moreira, Ana; Bilimória, HelenaAs Perturbações do Espetro do Autismo assinalam uma perturbação do desenvolvimento que afeta diferentes aspetos no modo como a criança comunica, se relaciona, age e interage com o mundo que a rodeia. Atualmente espera-se que a escola responda com sucesso e qualidade às exigências de uma escola para todos e que se sustente em formas de organização escolar que assentem numa lógica de inclusão com recurso a estratégias de interação professor-aluno no decorrer do processo de ensino- aprendizagem. Este trabalho de investigação assenta no estudo das perceções de docentes do 2.º e 3.º Ciclo do Ensino Básico, particularmente nas estratégias de interação professor-aluno como sendo a negociação, a interdependência professor-aluno e a relação professor- aluno, sendo esta última uma dimensão de autoestima profissional, em escolas com e sem Unidades de Ensino Estruturado para alunos com Perturbação do Espetro do Autismo (UEEA). Para esse efeito inquiriram-se noventa e cinco docentes do ensino regular que lecionam nos Agrupamentos de Escolas de Gondomar, Vila d’Este e Mem Martins. Trata-se de um trabalho de investigação que se sustenta no paradigma quantitativo com análise descritiva, comparativa e correlacional. Perante os resultados obtidos a partir de duas escalas tipo likert contidas no inquérito por questionário - ASA-PPP (Leitão, 2012) sendo a primeira sobre as Perceções dos Professores sobre a Aprendizagem na Sala de Aula e a segundo relativa à Autoestima Profissional, pode concluir-se que todos os docentes que constituem a amostra recorrem a práticas inclusivas, nomeadamente à interdependência professor-aluno e à negociação e ainda à relação professor aluno, como elemento da autoestima docente. Verificou-se, ainda, que o nível de interdependência professor-aluno, a relação professor-aluno como elemento da autoestima profissional e a negociação variam consoante a pertença a escolas com UEEA. Constatou-se, também, que os professores que exercem as suas funções em escolas sem UEEA recorrem mais frequentemente à negociação em detrimento dos professores inseridos em escolas com este recurso. De igual modo, os dados obtidos permitiram verificar a existência de uma correlação significativa entre a relação professor-aluno e a interdependência professor- aluno, entre a interdependência professor-aluno e a negociação. Neste último apurou-se que os professores que estabelecem maior interdependência com os seus alunos recorrem mais frequentemente à negociação no processo de ensino-aprendizagem. Constatou-se, ainda, a existência de uma forte e significativa associação entre a relação professor-aluno e a Interdependência professor-aluno em escolas sem UEEA. Por fim, atestou-se a existência de diferenças no grau de associação entre a interdependência professor-aluno e os processos de negociação em escolas com e sem Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Perturbações do Espetro do Autismo, sendo esta superior nos professores pertencentes a escolas sem esta estrutura educativa. Pode indagar-se que as UEEA que foram alvo desta pesquisa, não demonstram o contributo esperado neste âmbito de investigação. Assim, não é possível afirmar que existe influência das UEEA no uso de estratégias de interação professor-aluno, o que leva a questionar a respeito da falta de implementação de uma cultura inclusiva; da falta de tempo para a mudança de culturas e práticas docentes; e, por fim, se o trabalho levado a cabo para a modificação das práticas docentes ultrapassa a implementação de UEEA.
- A Internacionalização das Empresas Portuguesas para Angola: o caso das empresas Projeto Detalhe, Tecla Digital e TwicePublication . dos Santos Pedro, Nuno Filipe; Moreira de Carvalho, RuiPortugal vive uma profunda crise económica e financeira que teve um dos seus vetores responsáveis o desequilíbrio crónico na balança comercial (saldo negativo). O frágil crescimento da última década e a persistência de elevados défices externos são consequências da falta de competitividade da economia portuguesa. A dificuldade de Portugal em se financiar no mercado obrigou a negociar o denominado resgate externo em Maio de 2011 com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com o Banco Central Europeu (BCE) e com a Comissão Europeia (CE), a designada “troika”. Este acordo tem por objetivo melhorar o desempenho dos bens transacionáveis, ou seja, dos que estão abertos à concorrência internacional. Angola é quarto maior destino dos produtos portugueses, representado 6,6% das exportações portuguesas. Com a atual recessão económica nos mercados principais das exportações portuguesas, os empresários portugueses tendem a aproveitar as sinergias oferecidas pela língua, mercado e cultura para alavancar as suas exportações para estes mercados. Este facto vem ao encontro de Freire (2009), quando sugere que a internacionalização de uma empresa deve enquadrar-se tendo em atenção as competências e vantagens competitivas desenvolvidas no mercado de origem. O presente estudo direciona-se para as empresas portuguesas em processo de internacionalização. Através de entrevistas aos responsáveis de três empresas portuguesas, presentes no mercado angolano, pretende-se analisar, com o apoio da literatura existente, quais as principais motivações endógenas ou exógenas à empresa que incentivaram as mesmas a internacionalizarem-se para o mercado da África Subsaariana, nomeadamente Angola. Desta investigação podemos identificar alguns dos condicionamentos no processo de internacionalização. Observa-se, também, que as empresas utilizam as suas competências e capacidades (de know-how e financeiras), mitigando os clássicos os apoios públicos (subsídios). As três empresas entrevistadas foram criadas na última década do século passado. Desde logo perspetivaram a internacionalização como uma opção estratégica, considerando o mercado global como uma fonte de oportunidades e de risco. A proximidade cultural, nomeadamente o contato com antigos colegas de curso, foi uma mais-valia no processo de internacionalização para as três empresas. Finalmente, a procura de estabelecimento de parcerias estratégicas tem sido um instrumento relevante para a criação de vantagens competitivas.