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Estratégias de Interação Professor - Aluno Utilizadas no 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico - Estudo Compartaivo entre Professores Pertencentes a Escolas Com e Sem Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Perturbações do Espetro do Autismo

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As Perturbações do Espetro do Autismo assinalam uma perturbação do desenvolvimento que afeta diferentes aspetos no modo como a criança comunica, se relaciona, age e interage com o mundo que a rodeia. Atualmente espera-se que a escola responda com sucesso e qualidade às exigências de uma escola para todos e que se sustente em formas de organização escolar que assentem numa lógica de inclusão com recurso a estratégias de interação professor-aluno no decorrer do processo de ensino- aprendizagem. Este trabalho de investigação assenta no estudo das perceções de docentes do 2.º e 3.º Ciclo do Ensino Básico, particularmente nas estratégias de interação professor-aluno como sendo a negociação, a interdependência professor-aluno e a relação professor- aluno, sendo esta última uma dimensão de autoestima profissional, em escolas com e sem Unidades de Ensino Estruturado para alunos com Perturbação do Espetro do Autismo (UEEA). Para esse efeito inquiriram-se noventa e cinco docentes do ensino regular que lecionam nos Agrupamentos de Escolas de Gondomar, Vila d’Este e Mem Martins. Trata-se de um trabalho de investigação que se sustenta no paradigma quantitativo com análise descritiva, comparativa e correlacional. Perante os resultados obtidos a partir de duas escalas tipo likert contidas no inquérito por questionário - ASA-PPP (Leitão, 2012) sendo a primeira sobre as Perceções dos Professores sobre a Aprendizagem na Sala de Aula e a segundo relativa à Autoestima Profissional, pode concluir-se que todos os docentes que constituem a amostra recorrem a práticas inclusivas, nomeadamente à interdependência professor-aluno e à negociação e ainda à relação professor aluno, como elemento da autoestima docente. Verificou-se, ainda, que o nível de interdependência professor-aluno, a relação professor-aluno como elemento da autoestima profissional e a negociação variam consoante a pertença a escolas com UEEA. Constatou-se, também, que os professores que exercem as suas funções em escolas sem UEEA recorrem mais frequentemente à negociação em detrimento dos professores inseridos em escolas com este recurso. De igual modo, os dados obtidos permitiram verificar a existência de uma correlação significativa entre a relação professor-aluno e a interdependência professor- aluno, entre a interdependência professor-aluno e a negociação. Neste último apurou-se que os professores que estabelecem maior interdependência com os seus alunos recorrem mais frequentemente à negociação no processo de ensino-aprendizagem. Constatou-se, ainda, a existência de uma forte e significativa associação entre a relação professor-aluno e a Interdependência professor-aluno em escolas sem UEEA. Por fim, atestou-se a existência de diferenças no grau de associação entre a interdependência professor-aluno e os processos de negociação em escolas com e sem Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Perturbações do Espetro do Autismo, sendo esta superior nos professores pertencentes a escolas sem esta estrutura educativa. Pode indagar-se que as UEEA que foram alvo desta pesquisa, não demonstram o contributo esperado neste âmbito de investigação. Assim, não é possível afirmar que existe influência das UEEA no uso de estratégias de interação professor-aluno, o que leva a questionar a respeito da falta de implementação de uma cultura inclusiva; da falta de tempo para a mudança de culturas e práticas docentes; e, por fim, se o trabalho levado a cabo para a modificação das práticas docentes ultrapassa a implementação de UEEA.

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Professores, Inclusão, Perturbações do Espetro do Autismo, Estratégias de interação professor-aluno.

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