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- A comunicação interna na Guarda Nacional RepublicanaPublication . Pereira, Fernando Carlos Rodrigues; Pereira, OdeteNum mundo cada vez mais complexo, caracterizado por incertezas, várias partes interessadas e conflitos entre os objetivos, as organizações têm necessidade de se adaptarem a novas realidades. Desta forma é necessário recorrer a vários meios, sendo a Comunicação Interna um ponto-chave para o sucesso organizacional, uma vez que, as organizações que apostam em bons sistemas de Comunicação Interna têm maior propensão em atingir melhores condições de planeamento estratégico, onde a informação flui com mais rapidez e facilidade. Este trabalho consiste num diagnóstico da Comunicação Interna existente na Guarda Nacional Republicana, para a preparação de um eventual Plano de Comunicação Interna. Através da caracterização da perceção dos militares da Guarda sobre a Comunicação Interna, pretendeu-se apurar a importância da mesma, bem como a eficácia e utilização dos meios e instrumentos de comunicação na GNR. Inicialmente foi efetuado um enquadramento teórico fundamentado em diversas obras bibliográficas e sítios da internet, no qual são descritos os aspetos de comunicação, comunicação organizacional e comunicação interna. A pesquisa de campo baseou-se na recolha de dados através da aplicação de questionários aos militares dos Comandos Territoriais da GNR, cujo tratamento dos dados obtidos foi efetuado com recurso às aplicações informáticas SPSS e Microsoft Excel, permitindo dar resposta à pergunta de partida formulada. Baseados numa amostra de 241 inquiridos, os principais resultados obtidos a partir dessa amostra permitem concluir que os militares gostariam de obter mais informação sobre as mudanças na GNR, através de ações de formação. A comunicação mais valorizada é a que se estabelece entre colegas, verificando-se que os militares não se sentem muito à vontade para expressar as suas opiniões, sendo que os boatos são frequentes na instituição e de difícil desmistificação. Assim, pretende-se que esta dissertação seja um precioso instrumento de trabalho, para ajudar a construir uma Comunicação Interna mais eficaz, tendo em conta as necessidades e os objetivos organizacionais da instituição.
- O Emprego da Artilharia Portuguesa no Teatro Europeu da 1ª Guerra MundialPublication . Lamas, JoãoO presente trabalho tem como objetivo caraterizar os Grupos de Baterias de Artilharia que marcaram presença no Teatro de Operações Europeu na região de Flandres, entre 21 de março e 14 de junho de 1918, procurando descrever o seu emprego e doutrina tática vigente e o seu desempenho nas principais operações em que participaram, identificando a tipologia de missões por eles realizadas. Decorridos dois anos após o início do primeiro conflito armado de nível mundial, a cooperação existente entre Portugal e Inglaterra precipita a entrada do nosso país na guerra declarada pelo Império Alemão. As revoluções industriais que antecederam este conflito possibilitaram o emprego de novas armas com caraterísticas nunca anteriormente exploradas em contexto de guerra, obrigando os beligerantes a adaptar as suas táticas militares à nova forma de combater, a guerra estática. Portugal foi influenciado pela doutrina tática inglesa, em especial no que se refere ao emprego dos Grupos de Baterias de Artilharia, traduzido pela proximidade das suas Baterias às linhas inimigas, pelo seu tempo de permanência na frente de combate e pela ligação que mantinham com a Infantaria. A Alemanha, exausta de anos a combater em várias frentes, decide, em 1918,arriscar a vitória na guerra, apostando em 4 grandes operações ofensivas, das quais a segunda operação afetou diretamente forças portuguesas. A 1ª Guerra Mundial e em particular essas operações consagram aquela que foi a única experiência de combate em ambiente convencional vivida por tropas portuguesas nos últimos 100 anos da nossa história. Para a elaboração deste trabalho procedemos à pesquisa de informação em obras de referência e no Arquivo Histórico Militar, de modo a compilar e analisar os acontecimentos desde o início da 1ª Guerra Mundial até ao seu término, em especial no que respeita à participação da Artilharia Portuguesa neste conflito. Esta pesquisa possibilitou a análise da intervenção dos Grupos de Baterias de Artilharia e a descrição que efetuamos neste trabalho, que parte de aspetos gerais e se desenvolve até um enfoque no particular. Assim, retratámos a sua organização tática,disposição no terreno, táticas utilizadas e o seu desempenho nas principais operações em que participaram, proporcionando uma melhor compreensão do seu papel neste conflito. Concluímos, assim, que os Grupos de Baterias de Artilharia passaram por diferentes organizações e foram empregues em diferentes tipos de missões, das quais destacamos as Brragens Fixas e as Barragens Rolantes, integrados com unidades de Infantaria, tendo cada uma das suas Baterias a missão de apoiar um Batalhão de Infantaria.
- As Operações Especiais nos 45 dias do Afeganistão em 2001Publication . Correia, JoãoEntre outubro e dezembro de 2001, as Forças de Operações Especiais, em conjunto com forças do movimento anti talibã, eliminaram grande parte dos talibãs e da Al-Qaeda, localizada no Afeganistão, em apenas “45 dias”. No dia 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos da América sofreram um atentado terrorista que matou cerca de 3.000 pessoas. Este ato terrorista de extrema violência teve imediatas implicações a nível internacional, e consequente preocupação e empenho na erradicação de possíveis atos semelhantes. Os Estados Unidos da América atribuíram a responsabilidade pelo atentado à Al-Qaeda, que se encontrava instalada em solo afegão à guarida dos talibãs. De forma a eliminar a Al-Qaeda e os restantes grupos terroristas, o presidente americano George Bush, em conjunto com os seus conselheiros, decidiram dar início à denominada Global War on Terrorism. Neste âmbito os Estados Unidos da América desenvolveram a operação militar Operation Enduring Freedom no Afeganistão. Este Trabalho de Investigação Aplicada procura estudar o empenhamento das Forças de Operações Especiais, na Operation Enduring Freedom – Afghanistan, no seu relacionamento com as forças do movimento anti talibã, nomeadamente, a Aliança do Norte. O período em estudo são os “45 dias” no Afeganistão, que materializa, o início das operações terrestres até à queda do regime talibã no Afeganistão. Tem por base uma pesquisa documental das atividades desenvolvidas durante este período tendo em conta a doutrina e organização das Forças de Operações Especiais Americanas. Neste trabalho, conclui-se graças ao elevado treino, uso de equipamento especializado e grande capacidade adaptativa das Forças de Operações Especiais, em conjunto com o apoio de ataques aéreos e uma força nativa anti talibã, foi possível eliminar o regime talibã e grande parte da Al-Qaeda que se encontrava em solo afegão.
- O emprego das Forças Aerotransportadas dos EUA: Origem e evolução durante a 2ª Guerra MundialPublication . Batista, MárcioDas inúmeras inovações bélicas empregues no decorrer da 2ª Guerra Mundial surgiu a possibilidade de envolver o inimigo através do vetor aéreo com o recurso a forças aerotransportadas, as quais foram desenvolvidas por várias nações durante este conflito , tendo os Estados Unidos da América (EUA) abraçado a atividade aeroterrestre com especial interesse, contribuindo para o desenvolvimento desta capacidade, com a criação do seu próprio “conceito” de forças aerotransportadas no seio do seu exército. Este Trabalho de Investigação Aplicada trata-se de um estudo de caso das forças aerotransportadas dos EUA durante a 2ª Guerra mundial, com enfoque no teatro de operações europeu e em especial nas unidades de infantaria, quer paraquedistas quer de planadores, pois durante a 2ª Guerra Mundial as forças aerotransportadas dividiam-se em forças Paraquedistas e de Planadores, e que tem por base uma pesquisa documental, baseada numa análise diacrónica que caracteriza a evolução e atividade das forças aerotransportadas durante o decorrer das operações efetuadas no desenrolar da guerra, conjugada com uma análise sincrónica que caracteriza as variáveis em estudo de forma mais profunda, nomeadamente a organização, equipamento individual, armamento e doutrina utilizada pelas forças aerotransportadas dos EUA. Por úl timo, através desta investigação é possível considerar que durante a 2ª Guerra Mundial as evoluções orgânicas e doutrinárias das forças aerotransportadas dos EUA passaram por quatro fases distintas, sendo que cada uma delas foi marcada por uma grande campanha, onde foi possível retirar ilações para melhorar o “conceito” americano desta capacidade operacional. Assim, a primeira fase decorreu desde a criação da vertente aeroterrestre nos EUA até à Operação Mercúrio em 1941, levada a cabo pelas forças alemãs. Seguiu-se uma segunda fase que culminou na Operação Husky, em 1943, onde se inicia a terceira fase que foi até à Operação Market Garden, em 1944. A partir desta operação entramos na quarta fase que termina com o final da guerra.
- A Polícia Militar das Forças Armadas Angolanas Criação, Implementação e EmpregoPublication . António, AlfredoEste trabalho de investigação recolhe Informações sobre a Polícia Militar das Forças Armadas Angolanas no que diz respeito a sua criação, implementação e emprego, e verifica em que situações, esta pode cumprir missões conjuntas com a Polícia Nacional, em contexto de paz, no âmbito da manutenção e reposição da ordem pública. O grande objetivo do presente trabalho é o de estudar a Polícia Militar das Forças Armadas Angolanas desde as origens da sua criação, a sua implementação e as possíveis áreas de emprego. Verificar e analisar em que situações, esta pode atuar em apoio da Polícia Nacional, em prol da manutenção e reposição da ordem pública e por fim, uma perspetiva do futuro da Polícia Militar em Angola. No presente trabalho a metodologia empregue é baseada, em grande parte, no Manual de Investigação em Ciências Sociais, cujos autores são Raymond Quivy e Luc Van Campenhoudt. Contudo, são referidos outros autores, na área da metodologia, como é o caso da professora Manuela Sarmento. Note-se, que até à data, não existe ainda um estatuto da Polícia Militar, ou outro qualquer documento legal que suporte a atuação da Polícia Militar, isolada ou em conjunta com a Polícia Nacional. Portanto, todas as situações de apoio por parte da Polícia Militar resultam de solicitações feitas por parte da Polícia Nacional às Forças Armadas Angolanas, para fazer face a situações pontuais, cujas respostas são materializadas por um despacho. Em conclusão, a Polícia Militar pode, com os seus meios orgânicos (humanos e materiais), cumprir missões em apoio da Polícia Nacional no âmbito da manutenção e reposição da ordem pública. No entanto, estas ações de apoio, carecem de adaptação prévia para se adequar à ação da Polícia Nacional. Mais uma vez se realça a inexistência de legislação que tutele esta ação da Polícia Militar, e também na ação conjunta com a Polícia Nacional, que por si, tem um estatuto próprio e legislação própria.
- Os Sistemas de Vigilância em Apoio das Operações de Reconhecimento e de SegurançaPublication . Bernardo, PedroO presente Trabalho de Investigação Aplicada encontra-se subordinado ao tema “Os Sistemas de Vigilância em Apoio das Operações de Reconhecimento e Segurança”. Utilizando como fio condutor o problema de investigação, materializado numa pergunta de partida “Os Esquadrões de Reconhecimento, orgânicos das Brigadas do Sistema de Forças Nacional (SFN), possuem na sua organização Sistemas de Vigilância adequados à execução de Operações de Reconhecimento e Segurança de acordo com os padrões doutrinários de referência?”. Os instrumentos de recolha de dados foram a pesquisa bibliográfica sobre a temática em estudo, apoiada em publicações doutrinárias nacionais e em doutrina estrangeira, em revistas da especialidade e em outros trabalhos de investigação. Desta forma foi possível elaborar a primeira parte do trabalho, abordando a relevância das Informações nas estruturas de Planeamento e Comando das atividades Operacionais. Salientou-se a importância das Unidades de Reconhecimento que, pela sua organização e pelos meios humanos e materiais, são a força mais vocacionada para obtenção das notícias. Estas irão, depois de devidamente confirmadas e trabalhadas, dar origem a Informação, que irá assumir um papel fulcral no Processo de Decisão Militar. Na segunda parte do trabalho, com um conteúdo mais prático, é feita uma análise aos equipamentos e as características específicas dos Equipamentos de Vigilância das Unidades de Reconhecimento do Sistema de Forças Nacional em Operações de Reconhecimento e Segurança. Para cumprir tal desígnio, foram elaborados quadros comparativos, tendo por base o equipamento existente nas nossas forças, que permitiram estudar o tipo de missão que cada equipamento permite realizar. Após termos as bases teóricas que alicerçam o Trabalho de Campo, elaboraram-se e aplicaram-se entrevistas a antigos e atuais Comandantes de Unidades de Reconhecimento, procurando enriquecer esta investigação com a sua experiência e com os seus conhecimentos neste campo. Salienta-se como resultado desta investigação, o facto de os Esquadrões de Reconhecimento não possuírem Sistemas de Vigilância adequados para o cumprimento de v Operações de Reconhecimento e de Segurança. Esta lacuna é mais evidente nos Meios Optrónicos que operam até aos 4000/5000m de alcance, cobrindo a zona em que o Esquadrão trabalha. Segundo o modelo conceptual, equipamentos como câmaras Térmicas, Diurnas e Nocturnas, não estão previstas nos Quadros de Material. No entanto, existem também lacunas ao nível dos Meios Ópticos, nomeadamente na falta de binóculos com proteção laser. Com base neste estudo concluiu-se, ainda, que não há interoperabilidade entre os sistemas de vigilância, com especial ênfase para os meios mais recentes cuja utilização atual não retira pleno proveito das capacidades dos sistemas. Há ainda uma necessidade de aliar estes sistemas com os meios rádio, o que, a acontecer, possibilitará a transmissão dos dados/notícias obtidas em tempo real (ou próximo do real), para o escalão superior.
- UAS e Reconhecimento Terrestre: contributos para ummodelo de instrução e treino.Publication . Soares, BernardoOs Unmanned Aerial Systems têm vindo a adquirir um papel cada vez mais importante na atualidade. A sua evolução tem sido exponencial e o seu campo de aplicação diverso. Os Exércitos modernos vêm nestes meios capacidades úteis para a missão Reconhecimento, daí que tenham começado a explorar esta vertente da aviação e da tecnologia. O Exército Português não é excepção e tem nos quadros orgânicos dos Elementos da Componente Operacional do Sistema de Forças contemplado o uso de Unmanned Aerial Systems. O presente Trabalho de Investigação Aplicada procura clarificar os conceitos relacionados com os Unmanned Aerial Systems, caracterizar os modelos de formação nacional e estrangeiros, caracterizar a formação e o treino dos elementos afetos a estes sistemas e fornecer contributos ao nível da formação e do treino para a realidade do Exército Português. Para atingir os objetivos propostos fazem-se dois estudos de caso sobre os Exércitos Espanhol e Norte-Americano incidindo sobre vários aspetos que os Unmanned Aerial Systems implicam. Fazendo a comparação com o que existe atualmente no Exército Português tecem-se algumas reflexões. São também entrevistados quatro oficiais que desempenham ou desempenharam funções de comandante de Esquadrão de Reconhecimento para perceber o seu ponto de vista em relação à integração dos novos sistemas nos seus Esquadrões. Uma outra entrevista é dirigida a uma entidade com responsabilidade na produção de Doutrina para a formação e treino para se perceber o impacto da inclusão dos sistemas no Quadros Orgânicos Portugueses nestas áreas. O Exército Português ainda não possui sistemas UAS, porém está envolvido em projetos que são parte do caminho a seguir para chegar à aquisição de um sistema UAS. Identificado o sistema e as suas características dar-se-á início ao método da Abordagem Sistémica da Instrução cujo produto será o modelo de formação e treino mais adequado.
- Contributo da Cooperação Técnico Militar na Transformação das Forças Especiais AngolanasPublication . Chaves, JoséO crescimento das Forças Especiais Angolanas deve-se, em grande parte, ao empenho do corpo de militares experientes do Estado Português, vinculada nos acordos bilaterais, entre estas duas entidades, no âmbito militar. Este facto levou a que se despertasse interesse em analisar o contributo da cooperação militar na transformação das Forças Especiais angolanas. Este trabalho de investigação tem como objetivo avaliar o contributo da cooperação técnico militar nas Forças Especiais angolanas e sobretudo perceber as transformações produzidas neste âmbito. Neste estudo utilizou-se o método hipotético-dedutivo baseado maioritariamente no manual de investigação em Ciências Sociais de Quivy e Campenhoudt, e outras referências. Na qual se definiu a questão central, se elaboraram as questões derivadas e,posteriormente as hipóteses. Para dar respostas a estas questões fizeram-se entrevistas a militares com funções de comando aos mais altos níveis do projeto 4 – Direção de Forças Especiais, do Diretor Técnico aos seus assessores. O resultado mais significativo fica pautado, na continuação do projeto 4 – Direção das Forças Especiais, pois além de ser um dos projetos mais antigos, é o que mais contribuiu na guerra civil de Angola (1992-2012), razão pela qual se concluiu que com a continuação desse projeto, as Unidades de Forças Especiais angolanas possuem hoje mais valências que lhes permitem desempenhar novas missões, uma vez que houve um crescimento a nível do treino operacional e da organização das Forças Especiais.
- A Participação dos Artilheiros Portugueses em missões no exterior. Ilações a reterPublication . Marques, JonathanO presente trabalho tem como finalidade investigar e analisar a participação de artilheiros portugueses em missões no exterior no âmbito das Forças Nacionais Destacadas. O trabalho foi elaborado na Sede da Academia Militar em Lisboa, tendo sido feitas deslocações ao Estado-Maior do Exército, ao Instituto de Estudos Superiores Militares, ao Comando da Forças Terrestres e ao Grupo de Artilharia de Campanha da Brigada Mecanizada, em Santa Margarida, tendo em vista a obtenção de informação pertinente e a realização de entrevistas. Este trabalho inicia-se com a revisão documental da bibliografia existente sobre esta temática, tendente ao necessário enquadramento conceptual do tema, sendo esta seguida de uma análise específica das funções desempenhadas pelos Oficiais de Artilharia nos Teatros de Operações (TO) de Timor-Leste, Bósnia Herzegovina e Kosovo, cujos contributos foram recolhidos através de entrevistas. A metodologia utilizada baseia-se, fundamentalmente, no Manual de Investigação em Ciências Sociais, descritas no livro de Quivy e Campenhoudt. Com esta investigação pretende-se identificar as funções desempenhadas pelos Oficiais de Artilharia nos TO acima identificados, de acordo com a delimitação definida neste Trabalho de Investigação Aplicada, e analisar os condicionamentos e mais-valias que as mesmas incorporam, culminando com a identificação das prespetivas futuras quanto à participação dos Oficiais de Artilharia em missões no exterior, no âmbito da União Europeia, NATO e ONU. O objetivo de estudo deste trabalho centra-se assim na participação de Artilheiros Portugueses em missões no exterior, no âmbito das Forças Nacionais Destacadas, através do estudo das funções que os Oficiais de Artilharia do Exército Português desempenharam nos TO da Bósnia, Timor e Kosovo. A título conclusivo, constatamos que os Oficiais de Artilharia Portugueses são proficientes no desempenho das suas funções no exterior, independentemente da função que lhes seja atribuída, sendo a sua participação nas FND um elemento potenciar dos niveis de motivação e da aptidão profissional.
- A interação entre Forças Armadas e Forças de segurança nas Operações de Cerco e Busca: Implicações ao nível do Treino e OrganizaçãoPublication . Massano, RafaelO presente Trabalho de Investigação Aplicada tem como tema “A interação entre Forças Armadas e Forças de Segurança nas Operações de Cerco e Busca: Implicações ao nível do Treino e Organização”. As operações entre Forças de Segurança e Forças Armadas ganham cada vez mais destaque na atualidade, apesar de se tratar de um tema pouco abordado. O objeto de estudo centra-se nas Operações de Cerco e Busca. Esta investigação tem por objetivo contextualizar as interações entre as Forças Armadas e de Segurança, neste tipo de operações, definindo como se organizam e quais as suas principais necessidades de treino. Optou-se por uma metodologia baseada numa questão central. Após a formulação da questão central foram formuladas as questões derivadas e, possíveis respostas a essas, as hipóteses. Assim, o trabalho fundamenta-se em pesquisa bibliográfica, análise documental e entrevistas. Recorreu-se igualmente ao método experimental, onde houve a possibilidade de participar num exercício de aprontamento para o Teatro de Operações do Kosovo. Na realização das entrevistas, foi tida em conta uma amostra constituída por onze militares que foram ou serão, num futuro próximo, Comandantes de Batalhão no Teatro de Operações do Kosovo. Com a elaboração deste trabalho, conclui-se que a organização das forças intervenientes nas Operações de Cerco e Busca, independentemente do tipo e do escalão, é semelhante. Quanto ao treino verifica-se uma necessidade elevada de treino principalmente pelas coordenações que esta tarefa exige. Desta forma, podemos também referir que a interação feita entre Forças Armadas e Forças de Segurança, no Teatro de Operações do Kosovo é desempenhada de forma gradual. Começando a ser feitas primeiramente de forma isolada, mais tarde com as Forças de Segurança multinacionais. Por fim, as Forças Militares atuam com as Autoridades Locais, para que progressivamente estas operem de forma autónoma.
