Percorrer por autor "Santos, Vera Cristina Crespo dos"
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- A relação com a chefia e o Burnout nos enfermeirosPublication . Santos, Vera Cristina Crespo dos; Ramalhal, Maria TeresaO presente estudo baseia-se na convicção de que a relação que se estabelece com as chefias de enfermagem tem influência no burnout existente nos enfermeiros. Foi então delineada uma pesquisa do tipo exploratória correlacional, com o propósito de verificar esta possível relação. A amostra foi constituída por 128 enfermeiros pertencentes a uma instituição privada de saúde de Lisboa - Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa. A temática foi enquadrada no estado da arte e posteriormente realizado um estudo de campo, bem como definido o quadro teórico que sustenta as hipóteses formuladas. De entre os principais resultados obtidos salientam-se: Baixo índice de burnout na amostra estudada, com valores de 1.95 na sub-escala exaustão emocional, 1.03 na sub-escala despersonalização e 4.42 na sub-escala realização pessoal; Existência de uma relação significativa entre a variável sociodemográfica “idade” e a sub-escala “exaustão emocional” do burnout; Classificação da relação com a chefia dos enfermeiros da nossa amostra ao nível intermédio de satisfatória; Relação com a chefia é mais elevada entre os enfermeiros do género masculino e os enfermeiros que não trabalham por turnos; Existência de relação estatisticamente significativa nos enfermeiros entre a “exaustão emocional” e a relação com a chefia.
- A promoção do cuidado de si no familiar cuidador da pessoa idosa com dor crónicaPublication . Santos, Vera Cristina Crespo dos; Gomes, Idalina DelfinaAssistimos ao aumento da população idosa a nível nacional (INE, 2017 e 2019). O envelhecimento da população traz novos desafios no paradigma do cuidar, uma vez que há um aumento de pessoas idosas portadoras de doenças crónicas, nomeadamente com dor crónica. Os cuidados de enfermagem àpessoa idosa, com dor crónica, necessitam de incluir o familiar cuidador, uma vez que o indivíduo existe pela sua família e na sua família (OE, 2000). Quando se assume o papel de familiar cuidador potenciam-se alterações à rotina do indivíduo e ao cuidado de Si, podendo conduzir a mudanças na sua própria saúde causada por maior sobrecarga física e emocional (Muniz, Freitas, Oliveira & Lacerda, 2016; Ribeiro et al, 2017). Com base nestes pressupostos desenvolvemos um projeto com a finalidade de: desenvolver competências como enfermeira especialista e mestre nos cuidados à pessoa idosa com dor crónica e ao familiar cuidador através de uma intervenção em parceria que promova o Cuidado de Si. Pretendíamos, nomeadamente descrever as necessidades/difuculdades do familiar cuidador da pessoa idosa com dor crónica e contribuir para capacitar os enfermeiros para responder às necessidades dos familiares cuidadores. A metodologia de trabalho adotada foi a metodologia de projeto. Realizaram-se entrevistas a 8 familiares cuidadores de pessoas idosas com dor crónica. Os dados foram analisados por análise de conteúdo. O estágio decorreu entre 23 de setembro de 2019 e 7 de fevereiro de 2020 num Centro Multidisciplinar de Dor (CMD) e num serviço de internamento médico-cirúrgico de um hospital privado, igualmente da grande Lisboa. Os resultados das entrevistas salientaram que para o familiar cuidador a dor tem uma conotação negativa, tendo dificuldade em descrever e determinar objetivamente as causas de dor da pessoa idosa. O projeto de vida do familiar cuidador sofre influência da situação do contexto de dor do familiar que cuidava, influenciando nomeadamente a sua rotina laboral. Salientaram-se também alterações emocionais e físicas, em que por vezes o familiar cuidador relega a sua saúde e o cuidado de Si para segundo plano. Apesar destes achados, os familiares cuidadores deste estudo não percepcionaram o cuidado e as atividades desenvolvidas como uma sobrecarga. No segundo local de estágio foram realizadas intervenções que permitiram capacitar na prática de cuidados a equipa de enfermagem com estratégias de avaliação e registo sistemático da dor no contexto da pessoa idosa com dor crónica. Este processo formativo revelou-se enriquecedor e gratificante, pois permitiu o desenvolvimento de competências de mestre e especialista em Enfermagem médico-cirúrgica na vertente da pessoa idosa numa prática de cuidados em parceria com a pessoa idosa com dor crónica e o seu familiar cuidador.
