Percorrer por autor "Sanches, Tatiana"
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- Bibliotecários do ensino superior: o desafio da atualização de competênciasPublication . Sanches, TatianaIntrodução: As transformações na área das ciências da informação têm sido apreendidas e explanadas pelas associações que representam os profissionais da área, expressando-se nos seus documentos orientadores as principais tendências de futuro. A atenção dada a estes documentos pode preparar os profissionais para a necessária atualização de competências, garantindo a inovação e a melhoria das práticas. Objetivo: O estudo procura sistematizar as principais tendências e, a partir destas, identificar competências que os profissionais de informação devem adquirir. São elencadas as que se considerem prioritárias para os profissionais de informação que atuam na área da saúde. Métodos: É usada uma pesquisa exploratória para identificar as principais tendências na área de atuação das bibliotecas do ensino superior patentes em documentos orientadores e prospetivos. Resultados e discussão: Analisam-se os conteúdos, formam-se clusters de atuação e identificam-se as competências necessárias que daí emanam. Conclusões: Evidencia-se que a atualização de competências no profissional de informação implica estar a par das tendências atuais e das recomendações para o setor. Assim, a preparação face às perspetivas de futuro será mais adequada e significativa, trazendo benefícios para os próprios e para as comunidades académicas em que atuam.
- O contributo das teses e dissertações para a literacia em saúde: um estudo de caso nos repositórios institucionais da Universidade de LisboaPublication . Sanches, Tatiana; Melo, Luiza; Lopes, Sílvia; Henriques, SusanaIntrodução: A literacia em saúde tem-se tornado mais relevante nos últimos anos, sobretudo pela correlação existente, e amplamente demonstrada, entre o seu fomento e a redução de custos associados à saúde, dos comportamentos de risco e a melhoria das condições no usufruto de serviços de saúde. Esta está associada à comunicação em saúde, na decisão clínica e na prestação de cuidados e prática clínica baseada na evidência, mas essencialmente à translação da informação de saúde para uma eficaz comunicação médico – utente. O papel das instituições educativas nesta matéria, particularmente as do ensino superior da área da saúde, reveste-se de grande importância, uma vez que produzem, agregam e divulgam informação científica e técnica disponibilizada através de repositórios institucionais. Objetivos: Pretende-se demonstrar como os repositórios institucionais podem potenciar a literacia em saúde, viabilizando o acesso aberto a conhecimento científico, considerando em particular o contributo potencial das teses e dissertações das faculdades das áreas da saúde da ULisboa, percetível através das estatísticas de utilização destas coleções. Método: Procede-se à recolha de dados relativos ao número de teses e dissertações associadas a cada uma das escolas da área da saúde da Universidade de Lisboa (ULisboa) depositadas nos Repositórios, no período 2010-2019 (10 anos de implementação). Apuram-se as estatísticas de utilização relativas ao número de consultas e downloads e origem (países) desses acessos. Resultados: Entre 2010 e 2019 foram depositadas nos Repositórios da ULisboa, 8908 teses e dissertações referentes às escolas em análise. As estatísticas de utilização das referidas provas atingiram, em 10 anos, 6.686.274 de downloads e 2.700.566 de consultas. Os downloads e as consultas têm origens em todos os Continentes, sendo possível identificar 228 países ou regiões. Destaca-se o Brasil com uma percentagem elevada de downloads e consultas assim como alguns países africanos, realçando a importância do acesso a estas coleções para os Países de Língua Oficial Portuguesa. Discussão: Os dados apresentados evidenciam a capacidade de difusão e alcance da informação disponibilizada através dos Repositórios. No entanto obtêm-se apenas perceções, não sendo possível medir o real impacto do contributo dos Repositórios para a promoção da literacia da saúde. No futuro, seria interessante identificar a relação causa-efeito entre acesso à informação e alteração de comportamentos. Conclusões: A comunidade académica beneficia da divulgação das suas teses e dissertações nos repositórios, mas é evidente que a sociedade em geral recolhe benefícios tangíveis com o acesso ao conhecimento produzido na área da saúde. As universidades, incluindo a ULisboa, podem ser importantes parceiros no desiderato da literacia em saúde, ao assumirem um papel decisivo na transferência do conhecimento científico. O acesso a mais e melhor informação em saúde gera confiança nos cidadãos, promove a melhoria dos cuidados e a sustentabilidade dos serviços de saúde. No caso apresentado evidencia-se a dimensão geográfica do alcance da informação. Estudos como este contribuem para a visibilidade e promoção da informação em saúde, sendo a sua divulgação em larga escala impulsionadora da literacia em saúde e de cidadãos informados, participativos e capazes de decidir com base em informação científica de qualidade.
- Estimular a Ciência Aberta : comunicando com docentes e investigadoresPublication . Sanches, TatianaOs bibliotecários do ensino superior têm desenvolvido estratégias formativas direcionadas aos estudantes. No entanto, é premente um apoio mais direto aos docentes e investigadores, especialmente no que se refere à Ciência Aberta, às suas ferramentas e às competências que podem contribuir para a produção, organização e difusão do conhecimento. É, pois, importante fazer chegar a estes atores-chave os benefícios da Ciência Aberta. Quaisquer oportunidades de divulgação dos conceitos, práticas associadas e proveitos da Ciência Aberta devem ser transmitidos, ativando assim uma melhor comunicação e estimulando boas práticas focadas na pesquisa de fontes abertas, na organização de dados abertos e na publicação e divulgação do conhecimento científico em acesso aberto. O objetivo deste estudo é fazer uma reflexão sobre o papel das bibliotecas de ensino superior e o seu contributo para a Ciência Aberta, através do fornecimento de ferramentas e informação aos docentes e investigadores de ensino superior. O estudo centra-se numa revisão da literatura que elenca os benefícios e ferramentas da Ciência Aberta, a par das competências requeridas para os investigadores, a partir da qual é feito o relato de uma experiência desenvolvida por bibliotecários de ensino superior em Portugal. Esta experiência mostra como se pode fomentar a circulação de conhecimento em torno da Ciência Aberta e, por consequência, estimular boas práticas que envolvam o bom uso da informação, particularmente em acesso aberto, junto de professores e investigadores. O estudo revela uma estratégia de divulgação que tem como objetivo dar suporte a docentes e investigadores nos seus objetivos académicos e científicos: a folha volante em formato virtual SABIA QUE… A biblioteca disponibiliza formação tutorial e divulga esta documentação de apoio, o que permite o desenvolvimento de competências em áreas como: pesquisa de informação avançada, fatores de impacto, escolha de revistas para publicação, criação e gestão de perfis de investigador, autoarquivo da produção científica, gestão de dados científicos, entre outras. O principal desafio que o estudo revela é que os docentes e investigadores possam aceder a ferramentas práticas que os ajudem no seu quotidiano, contribuindo para o desenvolvimento de profissionais autónomos, reflexivos e críticos no que toca à Ciência Aberta. Estas são aprendizagens essenciais para os participantes deste movimento, potenciando o progresso da investigação e a sua difusão em larga escala.
- Literacia da informação e Ciência Aberta em Saúde : o antes e o depoisPublication . Antunes, Maria da Luz; Lopes, Carlos; Sanches, TatianaA ACRL editou, no ano 2000, o documento INFORMATION LITERACY COMPETENCY STANDARDS FOR HIGHER EDUCATION que padroniza e descreve os objetivos específicos de aprendizagem para estudantes do ensino superior na área da informação (i.e., o quê e onde pesquisar, como definir estratégias de pesquisa, como selecionar e avaliar a informação recuperada, como usar de forma ética e legal a informação). Estes STANDARDS estabeleceram objetivos de aprendizagem para implementar ativamente a literacia da informação na comunidade académica. Reconheceram também o papel dos profissionais da informação que há muito tempo desenvolviam informalmente estas práticas. Ao longo dos anos, muitas disciplinas se inspiraram nos STANDARDS para formular os seus objetivos específicos no processo ensino-aprendizagem, nomeadamente na enfermagem, na psicologia e nas ciências da saúde. Mas os STANDARDS tiveram de evoluir e adaptar-se. Assim como as disciplinas avaliam e acreditam regularmente as suas práticas e currículos, também a prática da literacia da informação teve de ser revista e reavaliada em termos da sua relevância e aplicação. Em 2016, a ACRL adota a nova FRAMEWORK FOR INFORMATION LITERACY FOR HIGHER EDUCATION, a qual sustenta uma metamorfose. A literacia da informação mantém-se como um padrão de competências integradas que contemplam a descoberta reflexiva da informação, a compreensão de como a informação é produzida e valorizada e o uso da informação na criação ética e legal de novo conhecimento. Mas a nova FRAMEWORK baseia-se num conjunto de conceitos básicos interconectados, de implementação flexível, ao invés de um conjunto de padrões ou de resultados de aprendizagem. Desenvolve-se em torno de um conjunto de molduras conceptuais (frames), que integram metas e conceitos que os estudantes devem alcançar e ultrapassar de modo a garantir o desenvolvimento de conhecimentos genuínos numa disciplina, profissão ou domínio do conhecimento. E as frames são: a Autoridade, que se constrói e é contextual; a Criação de Informação como um processo; a Informação como valor; a Investigação como processo interativo; a Comunicação Académica como plataforma de diálogo; e a Pesquisa como exploração estratégica. Cada uma destas frames inclui uma secção de prática do conhecimento usada para demonstrar como o domínio do conceito conduz à sua aplicação em novas situações e à criação de mais conhecimento; inclui também um conjunto de disposições que trabalham o saber-estar em processo de aprendizagem. A nova FRAMEWORK sugere uma abordagem diferente para integrar a literacia da informação na Ciência Aberta, enfatizando o conhecimento sobre a aquisição de competências. Que desafios e implicações práticas tem a nova FRAMEWORK para a Ciência Aberta em saúde? A sua flexibilidade tem vantagens significativas. Abre o caminho a profissionais da informação em saúde, professores e outros parceiros institucionais para reformular a formação, cursos e até currículos; associa a literacia da informação a iniciativas de sucesso dos estudantes; colabora pedagogicamente na investigação em saúde e envolve os estudantes nesse processo; e amplia o diálogo, dentro e fora do ensino superior, sobre a aprendizagem, a sua avaliação e a comunicação académica.
