Percorrer por autor "Pinto, Maria do Céu"
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- Uma avaliação da missão da NATO no AfeganistãoPublication . Pinto, Maria do CéuO presente estudo visa avaliar sumariamente os resultados atingidos pelos Aliados no Afeganistão. Entre 2001 e 2007, os EUA e a NATO abandonaram gradualmente a abordagem militar do “light footprint”, inicialmente adoptada para evitar um envolvimento militar semelhante ao da URSS no Afeganistão. Vários factores, endógenos e exógenos, conduziram inadvertidamente a um reforço militar a partir de 2004, o que levou igualmente os militantes afegãos a mobilizaram-se para fazer frente à crescente presença estrangeira. O aumento das forças de combate pôs em relevo as limitações e efeitos contraprodutivos da abordagem militar para combater a guerrilha. Apesar de algumas PRTs terem obtido sucesso na implementação dos respectivos programas de intervenção, outras evidenciam uma nítida escassez de iniciativa e recursos logísticos e financeiros, contribuindo para um panorama geral insatisfatório e revelador de ausência de uma estratégia global clara e sustentável para o desenvolvimento do país. A tendência repercute-se, aliás, no cenário macro da missão da NATO, na medida em que a inexistência de coordenação estratégica entre os diversos contingentes nacionais é agravada por problemas internos do Afeganistão, tais como a economia do ópio, as divergências étnicas e políticas, a difícil relação com os vizinhos e corrupção endémica, entre outros.
- Democracia no Mundo ÁrabePublication . Pinto, Maria do CéuEnquanto que a democracia varre o globo, da América Latina à África, da Ásia ao antigo bloco de Leste, o Médio Oriente aparece como uma excepção neste movimento geral da História. As fracas manifestações de liberalização que surgiram são respostas fracas a desenvolvimentos oriundos de fora da região, nomeadamente a vitória do Ocidente sobre o comunismo e a derrota militar do Iraque. No debate sobre o papel do Islão na vida política das sociedades árabes, duas correntes se confrontam: a primeira vê o Islão como uma força hostil ao Ocidente e em rota de colisão com este. Os defensores desta corrente argumentam que as tentativas de promoção dos ideais democráticos no mundo árabe são vãs, pois não existe uma convergência de valores entre as duas culturas. O mundo árabe não está preparado para a democracia e, por isso, é preferível manter no poder os actuais regimes autoritários: a abertura prematura dos regimes políticos e a participação dos Islamistas no jogo político, permite-lhes explorar as vantagens do sistema democrático até capturarem o poder. Para a segunda corrente, deve ser dada aos Islamistas a oportunidade de ocuparem o poder. Para uns, a vaga Islamista é irresistível, uma força da História. O exercício do poder teria um efeito moderador sobre os Islamistas, limando a sua retórica excessiva, pondo-os face a face com os seus limites, forçando-os a saber negociar e encontrar plataformas de entendimento com outras forças políticas e sociais.
- Dinâmicas e interacções no Médio Oriente e MagrebePublication . Bağcı, Hüseyin; Duarte, Filipe Pathé; Pinto, Maria do Céu; Correia, Ângelo
- O Irão de AhmadinejadPublication . Pinto, Maria do CéuO Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, reflecte a segunda geração herdeira da Revolução Islâmica de 1979, que é, por natureza, conservadora e anti-ocidental. A sua base de apoio é um movimento que resulta da fusão entre conservadores-extremistas religiosos, grupos militares e para-militares (em particular os Guardas Revolucionários e os basij), que se propõem fazer cumprir os ideais da Revolução. Todos eles abraçaram visões socialmente conservadoras e internacionalmente conflituosas, tendo alguns apoiado actividades violentas no exterior. Na perspectiva externa, o estilo tem sido mais agressivo, o que tem agravado as tensões com Washington. Importa lembrar que o Irão é governado por instituições complexas, com vários centros de poder em competição, favorecendo a continuidade à mudança. Nenhum dos aspectos essenciais do comportamento passado mudou: o regime está longe do colapso, detém trunfos no que diz respeito quer ao Iraque, quer à proliferação nuclear. Além disso, apoia a actividade terrorista no estrangeiro. Consequentemente, qualquer possibilidade de mudança no seu comportamento só poderá resultar de um esforço sério e coordenado de integração do Irão
- A problemática da radicalização islamista: desafios conceptuais e dificuldades práticas no contexto europeuPublication . Costa, Sandra Liliana; Pinto, Maria do CéuSe, como escreveu Gilles Kepel, “a batalha mais importante na guerra pelas mentes dos muçulmanos durante a próxima década vai ser travada, não na Palestina ou no Iraque, mas nas comunidades de crentes nos subúrbios de Londres, Paris e outras cidades europeias”, a questão da radicalização assume impor-tância vital para a Europa. A diversidade de movimentos islamistas existentes em solo europeu, com diferentes objetivos e modus operandi, obrigam as autoridades a estudarem a abordagem mais adequada para lidar com os desafios que cada grupo coloca ao Estado e à sociedade. Simultaneamente, a questão da radicalização tem subjacente um desafio conceptual, devido às diferentes definições formais e informais do fenómeno adotadas. Estas dinâmicas determinam a gestão das relações com os grupos islamistas e evidenciam a complexidade inerente à formulação de estratégias de contrarradicalização.
- Um Regime de Segurança para o Mediterrâneo: as Dificuldades do ProcessoPublication . Pinto, Maria do CéuPassados mais de dez anos sobre o fim da Guerra Fria e contando com alguns anos de experiência das iniciativas de diálogo euro/ /atlântico-mediterrânicas, pode-se com rigor concluir que o ambiente de incerteza e de insegurança na bacia mediterrânica se dissipou? Dificilmente. O novo contexto internacional do pós-11 de Setembro, veio sublinhar a importância da cooperação euro-mediterrânica. Não existe uma identidade de segurança no Mediterrâneo e, assim, as possibilidades de criação e sustentabilidade de um regime de segurança cooperativo e multilateral são fracas. Na vertente da segurança, o Processo de Barcelona, tornou-se apenas numa estrutura de diálogo, informação e transparência, um mecanismo gerador de confiança sistémica. No processo, foi reduzida ao mínimo denominador comum e esvaziada das potencialidades para acções de prevenção de conflitos e de gestão de conflitos.
- Tendências nos conflitos de fraca intensidadePublication . Pinto, Maria do CéuOs anos do pós-Guerra Fria têm sido marcados por uma conflitualidade crescente, marcada sobretudo pela eclosão de guerras internas, como conflitos étnicos. Estes conflitos têm lugar em Estados fracos e subdesenvolvidos, principalmente na África a sul do Saara (os “failed states”). Os conflitos internos põem uma série de problemas. Um deles é que as partes envolvidas, desde facções do exército, a milícias, guerrilhas e grupos de criminosos são, por vezes, difíceis de identificar nestes conflitos. Frequentemente, têm mais incentivos (estratégicos, económicos, sociais e de prestígio pessoal) em continuar a guerra do que em sentar-se à mesa das negociações. Além disso, nesta era em que vivemos, certas ameaças transnacionais como o terrorismo, crime organizado e a proliferação armamentista têm grandes probabilidades de se conjugar, constituindo ameaças de uma dimensão inaudita. A “Estratégia Europeia em Matéria de Segurança” (Dezembro de 2003) chama a atenção para o perigo que a congregação destas ameaças representa.
