Percorrer por autor "Monteiro, Juliana"
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- A infância que espera: do acolhimento à construção dos projectos de vidaPublication . Monteiro, Juliana; Reis, José AlbertoO presente estudo pretende analisar que projectos de vida foram definidos num Centro de Acolhimento Temporário, bem como o sucesso/insucesso das intervenções sofridas pelas famílias antes e depois da institucionalização. Para o efeito, procedemos a análise dos respectivos processos de promoção e de protecção dos menores que até à data da investigação se encontravam em contexto institucional. Contemplamos neste estudo os menores que passaram pelo acolhimento institucional no ano 2010/2011, percorrendo os diferentes serviços sociais onde se encontravam os diferentes processos. Assim, a amostra traduz-se num total de trinta e três menores, vinte encontravam-se em acolhimento institucional e treze já não se encontravam na instituição tendo em conta que viram os seus projectos de vida concretizados. A recolha desta informação obedeceu a um guião – inquérito que permitiu a recolha de informação necessária e importante que permitisse uma análise estatística. Este guião permitiu organizar a informação recolhida para posteriormente ser introduzida e analisada no programa de estatística, SPSS. Os resultados sugerem que uma das situações que prolonga o acolhimento institucional é efectivamente o processo de intervenção que as instituições desempenham com as famílias para que a reunificação familiar se concretize. Mas os resultados também revelam que não existe uma clara aposta na prevenção das situações que desencadeiam a institucionalização, tendo em conta a percentagem de intervenções que falharam. O acompanhamento feito às famílias antes da institucionalização, revela alguma falta de investimento, senão mesmo de respeito, pelo aquilo que são os direitos das crianças que passa pelo seu direito ao desenvolvimento no seio da família. Através dos resultados obtidos, observa-se, ainda, que nos casos em que a reunificação familiar se concretizou, nem todos são de sucesso, sendo que para esses casos começa-se a idealizar uma nova institucionalização. Ora, se não apostamos claramente neste trabalho de intervenção com afinco estaremos certamente a negar-lhe o direito a ter uma família e certamente a forjar o seu futuro. Sabendo, ainda, que a definição dos projectos de vida exige uma avaliação cuidada, eficaz e rápida, pois o prolongamento do acolhimento, ou as sucessivas institucionalizações em pouco ou nada salvaguardam a promoção dos direitos da criança, nomeadamente ao direito a uma família. O prolongamento do acolhimento e as sucessivas institucionalizações privam a criança de crescer na família e podem comprometer o futuro com uma nova família. Assim, a decisão de institucionalização deve, então, ser o finalizar de um percurso complexo vivenciado pelas famílias e pelas crianças e não o início duma narrativa linear e assistencialista
- A intervenção do enfermeiro na educação parental na doença oncológica pediátrica: uma scoping reviewPublication . Monteiro, Juliana; Carvalho, Fernanda MariaO diagnóstico de cancro num filho implica a aquisição de um conjunto de conhecimentos e habilidades que permita aos pais cuidarem do filho em casa com segurança. É neste processo de educação parental que o enfermeiro tem um papel crucial, contribuindo para o desempenho de um papel parental complexo efetivo. Objetivo: mapear e resumir a evidência científica assente na intervenção do enfermeiro na educação parental na doença oncológica pediátrica. Metodologia: Scoping Review desenvolvida segundo orientações do Joanna Briggs Institute®. Numa primeira pesquisa não foi encontrada nenhuma revisão sistemática sobre a temática. A pesquisa foi realizada em 33 fontes de evidência, englobando bases de dados científicas, literatura cinzenta e pesquisa manual. Não foi aplicado limite temporal à pesquisa, e foi utilizado o software EndNote® para gestão dos recursos bibliográficos. O processo metodológico seguiu o protocolo definido a priori, do qual constam as etapas de triagem, extração e análise de dados bem como os instrumentos adaptados para o efeito. Duas investigadoras independentes realizaram a pesquisa, triagem, extração e síntese dos dados. Resultados: A pesquisa resultou em 1039 publicações, tendo 48 cumprido os critérios de elegibilidade e integrado a revisão. Os resultados foram apresentados de forma esquematizada, organizada na tríade de resultados da pesquisa, resultados da extração de dados e resultados da revisão. Os resultados de revisão foram aglutinados nas categorias de recomendações e orientações transversais, tópicos a abordar, linha cronológica e estratégias de educação parental, com subcategorias inerentes quando relevante. As recomendações e orientações transversais enquadram a atenção à linguagem e ao discurso, a promoção de um ambiente tranquilo e o incentivo à disponibilidade dos pais. Os tópicos essenciais – survival skills – assentam sobretudo no diagnóstico, plano de tratamento, febre, efeitos laterais do tratamento, quem/como pedir ajuda, regime medicamentoso e cuidados ao CVC, devendo ser abordados até à primeira alta hospitalar. Além do momento do diagnóstico existem outras fronteiras cronológicas orientadoras como o primeiro regresso a casa, um mês após o diagnóstico e o fim do tratamento. As estratégias de educação parental estabelecem-se em vários domínios complementares, desde recursos verbais, escritos, audiovisuais e tecnológicos à otimização da aquisição de habilidades e à partilha de experiências e opiniões. Conclusões: O enfermeiro tem uma intervenção nuclear na educação parental, que deve ser alicerçada na evidência demonstrada nesta revisão, visando uma atuação sistematizada e personalizada que se traduza num papel parental efetivo e saudável.
