Percorrer por autor "Barradas, Maria Filomena"
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- O Independente perante Portugal: identidades em formação e reavaliação no final do século XXPublication . Barradas, Maria Filomena
- Independentes e Independências: formas de construção do anti-iberismo?Publication . Barradas, Maria Filomena
- A invenção do escândalo político n'O Independente: o caso da casa de CadilhePublication . Barradas, Maria FilomenaNo final dos anos 80, o regime democrático português era já uma certeza. O discurso oficial exaltava as virtudes dos governantes e maiorias obtidas pelo PSD, liderado por Cavaco Silva, provavam a confiança dos eleitores. No entanto, este cenário foi perturbado quando O Independente noticiou que o ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, tinha lesado o Estado num negócio imobiliário, lançando a suspeita na (virtuosa) governação cavaquista. Analisando o modo como este escândalo se foi construindo nas páginas d’ O Independente, a presente comunicação visa reflectir sobre o papel dos escândalos políticos mediáticos nas sociedades democráticas e, em especial, na sociedade portuguesa, nos últimos vinte anos.
- IV Congresso Internacional de Cultura Lusófona Contemporânea 2021 CrónicaPublication . Barradas, Maria Filomena; Guimarães, Adriana; Cardoso, Luís; Mendes, Teresa; Henriques, Luís; Oliveira, Teresa; Instituto Politecnico de PortalegreEm 2021, o IV Congresso Internacional de Cultura Lusófona Contemporânea (CICLC 2020) uniu-se às celebrações do 25o aniversário da licenciatura em Jornalismo e Comunicação da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais / Instituto Politécnico de Portalegre (ESECS/IPP), ao escolher como tema a crónica. Etimologicamente derivada de chronos – tempo -, a crónica confundiu-se com a historiografia até ao século XIX, quando a expansão da imprensa e do jornalismo a reinventam e a fazem renascer com a feição que hoje lhe conhecemos. Ao afirmar que a “crónica é como que a conversa íntima, indolente, desleixada, do jornal com os que o leem”, Eça de Queirós cunha, no Distrito d’ Évora (1867), uma das primeiras definições da crónica moderna. Antes, Machado de Assis (1859) atribuíra ao folhetinista, o antecessor imediato do cronista moderno, a capacidade da “fusão admirável do útil e do fútil”. Contemporaneamente, o termo “crónica” parece ser um termo guarda-chuva, que recobre uma panóplia de curtos textos de autor, cuja divulgação é feita através dos media, mas cujos objetivos e funções são muito diversas. Assim, a crónica é opinião e argumentação; é comentário da atualidade; é esclarecimento; é divertimento; é relato; é exercício literário; é experimentação artística; é séria; é divertida; informa; ensina; convence; é esquecida; é lembrada. Não admira que, face à plasticidade que manifesta, a crónica continue a ser um problema para os seus cultores. Manuel António Pina, por exemplo, numa das suas crónicas interroga-se: “E o que é isto de crónicas? Se me perguntam (...) não sei o que é, se me não me perguntam, sei”. António Lobo Antunes chama-lhes “prosinhas”, “literatura alimentar”, lamentando que a escrita da crónica lhe roube tempo da escrita do livro, essa tarefa maior do escritor. Também no espaço lusófono se acumulam exemplos de cronistas consagrados. Machado de Assis, Clarice Lispector, Rubem Braga, Luís Fernando Veríssimo, no Brasil; José Eduardo Agualusa em Angola; Mia Couto em Moçambique são apenas alguns dos nomes que podem ser apresentados como exemplo de cronistas. A notoriedade da forma, atestada pela sua prevalência nos media tradicionais, pela migração da forma para plataformas online, a par da fortuna que goza no mercado editorial, parece ir ao encontro de uma nova máxima popular: a lusofonia é uma nação de cronistas.
- Miguel Esteves Cardoso - desacordando a ortografia, defendendo a lusofoniaPublication . Barradas, Maria FilomenaRefletindo sobre vários tópicos, Miguel Esteves Cardoso ganhou visibilidade, ainda durante as décadas de 80 e 90 do século passado, sobretudo graças às crónicas que publicou nos semanários Expresso e O Independente, do qual foi também diretor. A rápida reunião em volume desses textos garantiu que eles não caíssem no olvido,permitindo ao leitor atual confrontar-se com uma visão acerca da identidade portuguesa que é, em simultâneo, conservadora, divertida e disruptiva. Crendo que Miguel Esteves Cardoso é um dos mais originais pensadores contemporâneos da portugalidade, a sua perspetiva relativamente à lusofonia não pode ser desprezada. Nunca negando que a língua é património comum entre Portugal e os territórios outrora colonizados, Esteves Cardoso manifestará a sua desconfiança relativamente ao projeto do Acordo Ortográfico, desde que ele começa a ser delineado. No entanto, como se procurará mostrar, tal ceticismo configura uma forma de defesa da língua e da sua diversidade.
- Miguel Esteves Cardoso - o cronista apaixonadoPublication . Barradas, Maria Filomena
- "As minhas aventuras na república portuguesa" ou Portugal como ele éPublication . Barradas, Maria FilomenaEntre 1988 e 1990, Miguel Esteves Cardoso, director do semanário O Independente, escreveu e publicou nesse jornal a série de crónicas “As minhas aventuras na república portuguesa”. A reunião destes textos em volume homónimo, ainda durante 1990 e antes do fim da série no jornal, mostra bem a popularidade de que gozavam. “As minhas aventuras na república portuguesa” são um olhar distanciado, crítico e divertido sobre o Portugal recém-entrado na CEE. Contra o discurso efusivo do “Portugal na CEE” e contra o discurso da crise, que tende a mitificar o passado glorioso, estas crónicas pedem ao leitor que corrija o seu olhar face à realidade e aceite Portugal tal como é.
- A nação na Europa - a perspectiva de O IndependentePublication . Barradas, Maria Filomena
- Um projeto em discussão e em busca de parcerias: o distrito de Portalegre na fronteira - do contrabando ao desenvolvimento industrialPublication . Henriques, Helder; Barradas, Maria FilomenaA comunicação pretende apresentar o projeto de investigação “O distrito de Portalegre na fronteira – do contrabando ao desenvolvimento industrial”. Ainda numa fase embrionária, o projeto pretende estudar o contrabando no distrito de Portalegre, tendo sido proposto à Associação para o Desenvolvimento em Espaço Rural do Norte Alentejo (ADER-AL). Visando o reconhecimento da importância e da riqueza da atividade de contrabando para o desenvolvimento económico do distrito de Portalegre, procurar-se-á valorizar o património histórico, cultural e económico associado a esta temática como motores para o desenvolvimento local. Serão utilizadas metodologias de natureza quantitativa e qualitativa e recorrer-se-á a testemunhos orais, através de técnicas próprias da História Oral. O projeto, que nasce de uma parceria entre a ESE, ESTG e o C3i, procurará envolver um conjunto alargado de docentes e alunos do IPP, bem como associações locais, procurando ainda outros parceiros que pretendam envolver-se nestas questões.
