ESSA - Departamento de Fisioterapia
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Percorrer ESSA - Departamento de Fisioterapia por orientador "Batista, Isabel Baleia"
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- Efeito do treino de marcha com Dispositivos Robóticos Motorizados Móveis, associado à Fisioterapia Convencional, na marcha e no equilíbrio em indivíduos na fase subaguda após Acidente Vascular CerebralPublication . Duarte, Gonçalo Daniel da Paz; Batista, Isabel Baleia; Brandão, Rita Filipe AlmeidaIntrodução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade, frequentemente associado a défices de marcha e de equilíbrio que comprometem a autonomia funcional. A utilização de Dispositivos Robóticos Motorizados Móveis (DRMM) tem emergido como uma estratégia promissora na reabilitação da marcha, por permitir treino intensivo, repetitivo e orientado para a tarefa em ambiente funcional. No entanto, os resultados reportados na literatura relativamente aos efeitos destes dispositivos no equilíbrio e no padrão de marcha não são consistentes, persistindo dúvidas sobre o seu impacto efetivo quando integrados na fisioterapia convencional (FC). Objetivo: Analisar o efeito do treino de marcha com DRMM, como complemento à FC, na marcha e no equilíbrio de indivíduos em fase subaguda após AVC. Métodos: Seis indivíduos do sexo masculino (idade média 55,8 ± 10,5 anos; tempo após AVC 3 ± 0 meses) em fase subaguda de recuperação participaram no estudo. Todos realizaram um protocolo de quatro semanas, composto por 12 sessões de 45 minutos de treino de marcha assistido por um DRMM, em combinação com 20 sessões de 90 minutos de FC, que incluía exercício terapêutico e treino específico de tarefas. Foram avaliadas, antes e após o protocolo, a mobilidade funcional (TUG), a velocidade da marcha (TM10M), a endurance (TM6M), o padrão de marcha (G.A.I.T.) e o equilíbrio (Escala de Equilíbrio de Berg e posturografia). A análise estatística foi realizada através do teste de Wilcoxon (p < 0,05). Resultados: Observaram-se melhorias estatisticamente significativas na mobilidade funcional (TUG: 25,8 ± 24,6 s para 21,2 ± 22,6 s; p = 0,042; r = 0,83), na velocidade da marcha (TM10M: 0,58 ± 0,27 m/s para 0,82 ± 0,41 m/s; p = 0,028; r = 0,99), na endurance (TM6M: 181,7 ± 89,3 m para 290,3 ± 169,2 m; p = 0,028; r = 0,90), no padrão de marcha (G.A.I.T.: 39,3 ± 8,3 para 24,8 ± 12,3; p = 0,027; r = 0,90) e no equilíbrio clínico (EEB: 47,2 ± 10,8 para 52,5 ± 6,1; p = 0,042; r = 0,83). Não se observaram diferenças significativas no equilíbrio laboratorial avaliado por posturografia (p > 0,05). Conclusão: Apesar do reduzido tamanho amostral e da ausência de grupo controlo, os resultados sugerem que a integração do treino com DRMM na FC pode potenciar ganhos na mobilidade funcional, velocidade e endurance da marcha, bem como melhorias qualitativas no padrão de marcha em indivíduos com AVC subagudo. Embora não tenham sido observadas diferenças significativas no equilíbrio avaliado por posturografia, verificaram-se tendências de melhoria nas medidas clínicas. Estes resultados sugerem que a integração do DRMM na FC pode potenciar ganhos funcionais, justificando estudos futuros com amostras maiores e seguimento a longo prazo.
- Treino de marcha no solo com suspensão de peso na marcha de utentes com doenças neurológicasPublication . Luís, Adriana Mateus Seco; Batista, Isabel Baleia; Brandão, RitaIntrodução: As doenças neurológicas representam uma das principais causas de incapacidade a nível global, frequentemente associadas a alterações da marcha com impacto na funcionalidade e qualidade de vida. O treino de marcha com suporte de peso corporal tem vindo a ganhar relevância na fisioterapia neurológica, sendo o treino ao nível do solo ainda pouco explorado. Objetivo: Mapear e sintetizar a evidência existente sobre a aplicação desta intervenção em populações neurológicas, descrevendo protocolos, resultados e lacunas na literatura. Metodologia: Pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed, PEDro, CENTRAL, EBSCO e Web of Science, sem restrição de data. Incluíram-se estudos que analisassem o treino de marcha ao nível do solo com suporte de peso corporal em pessoas com doenças neurológicas. A seleção e extração de dados foram realizadas por revisores independentes, e a qualidade metodológica dos estudos foi avaliada com as ferramentas de avaliação crítica do Joanna Briggs Institute (JBI), de acordo com o desenho de cada estudo. Resultados: Foram incluídos sete estudos metodologicamente heterogéneos, envolvendo participantes com acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral (PC), lesão medular (LM) e doença de Parkinson (DP). No AVC, o treino no solo com suporte de peso promoveu melhorias na independência, velocidade, tolerância ao esforço e simetria da marcha. Na PC destacou-se por ganhos superiores em velocidade, cadência e função motora. Na DP reduziu a severidade, o risco de queda e o freezing, aumentando a tolerância ao esforço. Na LM mostrou efeitos positivos na marcha e força muscular, sem diferenças face ao treino em passadeira. Conclusão: A evidência sobre esta intervenção é escassa, heterogénea e metodologicamente limitada. Apesar dos ganhos observados em diferentes patologias a diversidade de protocolos, amostras reduzidas e outcomes pouco uniformes impedem conclusões robustas. Assim, são necessários ensaios clínicos randomizados de elevada qualidade metodológica, com amostras de maior dimensão, critérios de inclusão e protocolos padronizados, que comparem o treino no solo com suporte de peso corporal com outras modalidades habitualmente utilizadas (como treino em passadeira ou marcha convencional), de forma a consolidar a evidência e clarificar o papel desta intervenção na reabilitação da marcha em neurologia.
