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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade, frequentemente associado a défices de marcha e de equilíbrio que comprometem a autonomia funcional. A utilização de Dispositivos Robóticos Motorizados Móveis (DRMM) tem emergido como uma estratégia promissora na reabilitação da marcha, por permitir treino intensivo, repetitivo e orientado para a tarefa em ambiente funcional. No entanto, os resultados reportados na literatura relativamente aos efeitos destes dispositivos no equilíbrio e no padrão de marcha não são consistentes, persistindo dúvidas sobre o seu impacto efetivo quando integrados na fisioterapia convencional (FC). Objetivo: Analisar o efeito do treino de marcha com DRMM, como complemento à FC, na marcha e no equilíbrio de indivíduos em fase subaguda após AVC. Métodos: Seis indivíduos do sexo masculino (idade média 55,8 ± 10,5 anos; tempo após AVC 3 ± 0 meses) em fase subaguda de recuperação participaram no estudo. Todos realizaram um protocolo de quatro semanas, composto por 12 sessões de 45 minutos de treino de marcha assistido por um DRMM, em combinação com 20 sessões de 90 minutos de FC, que incluía exercício terapêutico e treino específico de tarefas. Foram avaliadas, antes e após o protocolo, a mobilidade funcional (TUG), a velocidade da marcha (TM10M), a endurance (TM6M), o padrão de marcha (G.A.I.T.) e o equilíbrio (Escala de Equilíbrio de Berg e posturografia). A análise estatística foi realizada através do teste de Wilcoxon (p < 0,05). Resultados: Observaram-se melhorias estatisticamente significativas na mobilidade funcional (TUG: 25,8 ± 24,6 s para 21,2 ± 22,6 s; p = 0,042; r = 0,83), na velocidade da marcha (TM10M: 0,58 ± 0,27 m/s para 0,82 ± 0,41 m/s; p = 0,028; r = 0,99), na endurance (TM6M: 181,7 ± 89,3 m para 290,3 ± 169,2 m; p = 0,028; r = 0,90), no padrão de marcha (G.A.I.T.: 39,3 ± 8,3 para 24,8 ± 12,3; p = 0,027; r = 0,90) e no equilíbrio clínico (EEB: 47,2 ± 10,8 para 52,5 ± 6,1; p = 0,042; r = 0,83). Não se observaram diferenças significativas no equilíbrio laboratorial avaliado por posturografia (p > 0,05). Conclusão: Apesar do reduzido tamanho amostral e da ausência de grupo controlo, os resultados sugerem que a integração do treino com DRMM na FC pode potenciar ganhos na mobilidade funcional, velocidade e endurance da marcha, bem como melhorias qualitativas no padrão de marcha em indivíduos com AVC subagudo. Embora não tenham sido observadas diferenças significativas no equilíbrio avaliado por posturografia, verificaram-se tendências de melhoria nas medidas clínicas. Estes resultados sugerem que a integração do DRMM na FC pode potenciar ganhos funcionais, justificando estudos futuros com amostras maiores e seguimento a longo prazo.
Descrição
Palavras-chave
Acidente Vascular Cerebral Marcha Equilíbrio Controlo postural Dispositivos Robóticos Móveis
