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A alimentação saudável em idade escolar: saber comer para melhor crescer

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A alimentação saudável constitui um fator fundamental para o desenvolvimento integral e harmonioso de todos os indivíduos e, em particular, das crianças. Os hábitos alimentares são adquiridos sobretudo na infância e tendem a manter-se durante a vida. A função da família é inultrapassável, mas a escola pode e deve dar um contributo significativo, transmitindo conceitos científicos e detetando erros que velhos ou novos hábitos vão integrando regularmente na vida familiar e coletiva. A enfermagem comunitária, focada na comunidade, encontra-se especialmente habilitada para capacitar as crianças e suas famílias, através da promoção da saúde, aumentando a resiliência e os fatores protetores. Este projeto teve como objetivo geral promover a capacitação das crianças e suas famílias para a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Foi realizado numa escola básica de Odivelas, com uma amostra de 60 crianças e respetivas famílias. As crianças tinham idades compreendidas entre os 9 e os 11 anos e frequentavam o 4º ano do 1º ciclo. Como metodologia, seguiu-se o Planeamento em Saúde, de acordo com Tavares, Imperatori e Giraldes, e, como referencial teórico, o Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender. No diagnóstico de situação, recorreu-se a uma abordagem quantitativa, com aplicação de duas técnicas de colheita de dados, o questionário Espiga e a grelha de observação dos lanches intercalares. Nos resultados foram identificadas as caraterísticas e experiências individuais que determinam os hábitos alimentares destas crianças. A educação para a saúde foi a estratégia utilizada para promover o processo de capacitação na autoeficácia percebida, otimizando os recursos interpessoais e situacionais. Conclui-se que a implementação deste projeto foi uma forma eficaz de aumentar os conhecimentos e iniciar o processo de mudança em relação a hábitos alimentares saudáveis. A sua realização contribuiu para o reconhecimento da importância da promoção da saúde e da capacitação das crianças e famílias na adoção de comportamentos promotores de saúde. Paralelamente propiciou, também, o desenvolvimento de competências especializadas em enfermagem comunitária.

Descrição

Mestrado, Enfermagem Comunitária, 2012, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

Palavras-chave

Enfermagem em saúde comunitária Educação alimentar e nutricional Crianças em idade escolar Educação em saúde Promoção da saúde Hábitos alimentares Serviços de saúde escolar

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

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