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Abstract(s)
A pandemia da SIDA já matou cerca de 36 milhões de pessoas em todo o mundo e, hoje em dia, mais de 35.3 milhões vivem com HIV. A HAART tornou, desde a sua implementação, esta doença incurável e devastadora, numa doença crónica gerível.
No entanto, o plano terapêutico para a HAART nem sempre é bem sucedido e indivíduos sob esta terapia são obrigados a descontinuar o tratamento ou devido a uma baixa eficácia ou a uma elevada toxicidade levando, potencialmente, a reações de hipersensibilidade severas ou mesmo fatais. Estas diferenças interindividuais residem, em grande parte, no genoma de cada paciente, sendo este o maior responsável pelas grandes variações na resposta terapêutica.
A farmacogenética tenta investigar estas relações genéticas com o objetivo de costumizar individualmente cada terapia ainda na sua fase de planeamento, levando assim à escolha da combinação ideal de fármacos antirretrovirais para cada paciente tendo em vista o aumento máximo da eficácia terapêutica com o mínimo de toxicidade.
Este trabalho baseia-se numa análise bibliográfica que tem como objetivo relacionar a farmacogenética e a terapia do HIV, abordando os diferentes tipos de fármacos na terapia antirretroviral: os inibidores nucleosídeos da transcriptase reversa, os inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa e os inibidores da protease, e a forma como as variações em diversos genes modificam a resposta terapêutica. Esta análise debruça-se então sobre as principais isoformas de algumas proteínas de metabolização e a influência destas sobre os principais fármacos utilizados atualmente como parte da HAART. É ainda feita uma, mais breve, menção às três novas classes de antirretrovirais: os inibidores de fusão, os antagonistas CCR5 e os inibidores da integrase. São delineadas as investigações passadas e os mais recentes avanços, bem como quais as possíveis avenidas a percorrer em investigações futuras.
Description
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
Keywords
HIV Farmacogenética Toxicidade Eficácia