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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Introdução: as pessoas para manterem estilos de vida saudáveis e se manterem ativas necessitam de ter acessibilidade ajustada mesmo quando o processo de envelhecimento lhes reduz a mobilidade. Por outro lado, o/a enfermeiro/a especialista em enfermagem de reabilitação tem na sua área de intervenção a integração das pessoas, particularmente quando ficam com deficiências ou somente mobilidade reduzida. Estas duas realidades determinam a necessidade de ter conhecimento das comunidades sobre a acessibilidade arquitetónica, não só no meio habitacional, mas também nos locais de desporto e lazer, porque a integração é social, económica, cultural e ambiental.
Objetivos: descrever as condições de acessibilidade dos recintos desportivos e culturais numa região e analisar se a tipologia do edifício, a localização e o índice de envelhecimento das freguesias onde estes se encontram determinam maior ou menor acessibilidade.
Metodologia: paradigma quantitativo de natureza descritiva, transversal. A amostra são 21 edifícios culturais, desportivos e instalações sanitárias públicos de um Município do Norte de Portugal. O instrumento de colheita de dados é uma grelha de observação das condições de acessibilidade construída a partir da legislação em vigor.
Resultados: o tratamento de dados fez-se com recurso a estatística descritiva simples e estatística inferencial. A amostra é representada por 31.8% edifícios culturais, 42.9% edifícios desportivos e 19% instalações sanitárias na via pública. Apenas 14.3% dos edifícios apresentam percurso acessível sem dificuldade até às portas de entrada e em 23,8% existem obstáculos à circulação de pessoas com mobilidade reduzida nos corredores.
Há relação de associação das condições de acessibilidade com a categorização dos edifícios por tipologia, localização geográfica e localização face ao índice de envelhecimento das freguesias onde estes se encontram.
Conclusão: o/a enfermeiro/a de reabilitação tem conhecimentos para identificar barreiras arquitetónicas, podendo posteriormente ajustar a orientação das pessoas idosas para edifícios acessíveis, ou emitir pareceres em comissões técnicas de acessibilidades urbanas, afim do ambiente se tornar mais amigável para a manutenção da saúde. Os dados determinam que os/as enfermeiros/as de reabilitação têm de ter conhecimento desta realidade para o encaminhamento e articulação específica de acordo com cada condição de saúde de cada pessoa que fica ao seu cuidado.
Descrição
Palavras-chave
Enfermagem em reabilitação Barreiras arquitetónicas Atividades de lazer Envelhecimento
