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Factores sociodemográficos que influenciam a resiliência : estudo comparativo com pais de crianças com e sem doença

dc.contributor.authorSantos, Sara Isabel
dc.date.accessioned2015-07-16T14:02:05Z
dc.date.available2015-07-16T14:02:05Z
dc.date.issued2012
dc.description.abstractEste estudo de origem quantitativa teve como objectivo comparar a capacidade de resiliência dos pais de crianças na faixa etária dos 3 aos 5 anos sem doença, com a dos pais de crianças internadas num serviço de pediatria, na mesma faixa etária. A Resiliência é a capacidade do indivíduo/família/comunidade, face às adversidades da vida, sair vencedor de uma experiência que poderia ser traumática. A nível familiar, diz respeito ao conjunto de características que a família possui e lhe permite ultrapassar situações traumáticas, restabelecendo o bom funcionamento e desenvolvendo algumas das suas capacidades. Os dados foram recolhidos recorrendo a um questionário aplicado a 120 pais. O questionário contemplava um conjunto de dados sociodemográficos (sexo, idade, estado civil, profissão, escolaridade e número de filhos) e o Questionário de Resiliência, Stress, Ajustamento e Adaptação Familiar de McCubbin, M. e McCubbin, H. (1993). Este último permite avaliar o Perfil de Resiliência Familiar (PRF) e contempla a Coerência Familiar, Flexibilidade Familiar, Envolvimento Familiar e Suporte Social. A análise estatística dos dados foi realizada utilizando o SPSS. Relativamente ao sexo, apenas existem diferenças estatísticas a nível da Coerência Familiar (p=0,018), as mães deste estudo demonstraram ter uma maior Coerência Familiar que os pais. No que concerne ao estado civil verificaram-se diferenças estatísticas (p=0,008) sobretudo entre os pais casados e divorciados, em que estes últimos mostram menor Envolvimento Familiar quando comparados com os primeiros. Podemos ainda verificar que os pais viúvos apresentam médias de valores relativos ao Envolvimento mais elevados. A escolaridade correlacionou-se negativamente com a Coerência Familiar, e associa-se directamente ao Envolvimento Familiar e ao Suporte Social da família. As famílias com maior número de filhos apresentam menos Flexibilidade Familiar. Na amostra estudada é visível que a maioria dos pais de crianças com doença crónica apresenta uma alta Flexibilidade Familiar, uma razoável Coerência e Envolvimento Familiar, mas um baixo Suporte Social. Relativamente aos pais de crianças com doença aguda, a sua maioria apresenta uma alta Flexibilidade Familiar, uma razoável Coerência Familiar, mas um baixo Envolvimento e Suporte Social. Relativamente aos pais de crianças sem doença é visível que a maioria apresenta uma alta Flexibilidade e Envolvimento Familiar, uma razoável Coerência Familiar e um baixo Suporte Social. Verificamos ainda que existem diferenças estatísticas entre os grupos estudados, a nível da Coerência Familiar (p=0,002) apresentando os pais das crianças com doença aguda uma maior Coerência Familiar do que os pais de crianças saudáveis ou com doença crónica. É importante fomentar desde cedo, em cada elemento da família, em especial nas crianças, comportamentos que os tornem mais capazes de enfrentar as adversidades da vida, por isso é importante que o enfermeiro se aproxime das famílias e as estimule a desenvolver as suas características a nível da Coerência Familiar, Flexibilidade Familiar, Envolvimento Familiar e Suporte Social da Família. No entanto, a aplicação prática dos conceitos relacionados com a resiliência Familiar e a promoção da mesma continuam a ser um enorme desafio para a enfermagem em Saúde Infantil e Pediatria.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.26/9373
dc.language.isoporpor
dc.subjectFamíliapor
dc.subjectResiliência familiarpor
dc.subjectCriançapor
dc.titleFactores sociodemográficos que influenciam a resiliência : estudo comparativo com pais de crianças com e sem doençapor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typemasterThesispor
thesis.degree.levelmestrepor
thesis.degree.nameEnfermagem de Saúde Infantil e Pediatriapor

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