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Abstract(s)
Este estudo de origem quantitativa teve como objectivo comparar a capacidade de resiliência dos pais de crianças na faixa etária dos 3 aos 5 anos sem doença, com a dos pais de crianças internadas num serviço de pediatria, na mesma faixa etária. A Resiliência é a capacidade do indivíduo/família/comunidade, face às adversidades da vida, sair vencedor de uma experiência que poderia ser traumática. A nível familiar, diz respeito ao conjunto de características que a família possui e lhe permite ultrapassar situações traumáticas, restabelecendo o bom funcionamento e desenvolvendo algumas das suas capacidades.
Os dados foram recolhidos recorrendo a um questionário aplicado a 120 pais. O questionário contemplava um conjunto de dados sociodemográficos (sexo, idade, estado civil, profissão, escolaridade e número de filhos) e o Questionário de Resiliência, Stress, Ajustamento e Adaptação Familiar de McCubbin, M. e McCubbin, H. (1993). Este último permite avaliar o Perfil de Resiliência Familiar (PRF) e contempla a Coerência Familiar, Flexibilidade Familiar, Envolvimento Familiar e Suporte Social.
A análise estatística dos dados foi realizada utilizando o SPSS. Relativamente ao sexo, apenas existem diferenças estatísticas a nível da Coerência Familiar (p=0,018), as mães deste estudo demonstraram ter uma maior Coerência Familiar que os pais. No que concerne ao estado civil verificaram-se diferenças estatísticas (p=0,008) sobretudo entre os pais casados e divorciados, em que estes últimos mostram menor Envolvimento Familiar quando comparados com os primeiros. Podemos ainda verificar que os pais viúvos apresentam médias de valores relativos ao Envolvimento mais elevados. A escolaridade correlacionou-se negativamente com a Coerência Familiar, e associa-se directamente ao Envolvimento Familiar e ao Suporte Social da família. As famílias com maior número de filhos apresentam menos Flexibilidade Familiar.
Na amostra estudada é visível que a maioria dos pais de crianças com doença crónica apresenta uma alta Flexibilidade Familiar, uma razoável Coerência e Envolvimento Familiar, mas um baixo Suporte Social. Relativamente aos pais de crianças com doença aguda, a sua maioria apresenta uma alta Flexibilidade Familiar, uma razoável Coerência Familiar, mas um baixo Envolvimento e Suporte Social. Relativamente aos pais de crianças sem doença é visível que a maioria apresenta uma alta Flexibilidade e Envolvimento Familiar, uma razoável Coerência Familiar e um baixo Suporte Social.
Verificamos ainda que existem diferenças estatísticas entre os grupos estudados, a nível da Coerência Familiar (p=0,002) apresentando os pais das crianças com doença aguda uma maior Coerência Familiar do que os pais de crianças saudáveis ou com doença crónica.
É importante fomentar desde cedo, em cada elemento da família, em especial nas crianças, comportamentos que os tornem mais capazes de enfrentar as adversidades da vida, por isso é importante que o enfermeiro se aproxime das famílias e as estimule a desenvolver as suas características a nível da Coerência Familiar, Flexibilidade Familiar, Envolvimento Familiar e Suporte Social da Família.
No entanto, a aplicação prática dos conceitos relacionados com a resiliência Familiar e a promoção da mesma continuam a ser um enorme desafio para a enfermagem em Saúde Infantil e Pediatria.
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Família Resiliência familiar Criança
