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Publicação

As pinturas do abrigo do Tchitundu-hulu Mucai

dc.contributor.advisorOosterbeek, Luís Miguel
dc.contributor.advisorGiraldo, Hipolito Collado
dc.contributor.authorFernandes, José Benjamim Caema
dc.date.accessioned2015-04-14T15:00:59Z
dc.date.available2015-04-14T15:00:59Z
dc.date.issued2014
dc.date.submitted2015-04-14
dc.description.abstractOs estudos ligados à Arqueologia angolana, levados a cabo por vários estudiosos ao longo dos últimos sessenta anos, em várias regiões do território angolano, revelaram o grande potencial arqueológico que o país possui. A província do Namibe revelou e ainda tem estado a revelar uma grande riqueza no campo arqueológico, com várias estações de indústria lítica e arte rupestre espalhadas em quase toda a extensão da província, desde o limite norte ao limite sul, facto que comprova a antropização deste território, desde tempos muito recuados. Importa realçar que, na actual fase de estudos da arte rupestre, o Namibe é das províncias de Angola que maior número de sítios revelou. A estação do Tchitundu-hulu compreende 4 sítios: Tchitundu-hulu Mulume (gravuras expostas ao longo da superfície rochosa, bem como um abrigo com pinturas no alto do morro), Tchitundu-hulu Mucai (pinturas no interior do abrigo e gravuras no cimo do morro), Pedra da Zebra e Pedra da Lagoa (ambas com gravuras). As dificuldades impostas pelo rigor do clima desértico, nomeadamente a escassez de água em grande parte da extensão do território e a existência (de forma temporária) desse recurso, assim como de uma rica fauna e flora na região, teriam sido, provavelmente, algumas das razões que atraíam para o local diversos grupos humanos que terão interagido culturalmente durante séculos ou mesmo milénios. Mas esta possibilidade apenas poderia ser comprovada mediante rigorosos estudos arqueológicos com recurso, de entre outros, à estudos polínicos. Por outro lado a geomorfologia da região, caracterizada pela existência de várias formações rochosas e abrigos sob rocha terá sido, provavelmente, outro dos factores que contribuiu para que os gravadores e pintores deixassem suas marcas naquela paisagem. Ao longo de vários séculos este território terá sido, provavelmente, palco de vários eventos de natureza política, social e cultural, resultantes da mobilidade de grupos humanos que aí confluíram. iv Assim sendo, as pinturas do Tchitundu-hulu Mucai podem reflectir, de certa forma, manifestações culturais de determinada comunidade humana ou resultado da interacção entre grupos culturalmente distintos que teriam usado o abrigo em diferentes períodos de tempo, tendo deixado marcas que hoje podem reflectir aspectos ligados à vida, história e à aspectos etnológicos destas mesmas comunidades. O clima desértico, caracterizado pelas variações extremas de temperatura, a exposição ao sol e às demais intempéries, infiltrações das águas da chuva, assim como a acção humana, têm sido apontados como prováveis factores na base da degradação que se assiste nas pinturas e gravuras. É necessário que medidas de protecção e conservação sejam implementadas no sentido de retardar cada vez mais, ou mesmo eliminar os factores de degradação da arte rupestre, de modos que este bem seja usufruído, não apenas pela actual geração, mas também pelas gerações vindouras. Por outro lado, é necessária a definição de acções que tornem a arte rupestre rentável sob ponto de vista económico, através da exploração do turismo cultural, tendo em consideração os benefícios económicos e sociais para as comunidades locais. Mas a exploração do sítio no âmbito do turismo cultural, poderia acarretar certos riscos para a integridade das pinturas ou mesmo para integridade cultural das comunidades que, no essencial, continuam a viver da mesma forma que seus antepassados. Para tal, torna-se imperioso a construção de um plano de gestão, no âmbito da consciencialização, que assegure o equilíbrio entre a fruição e a protecção da arte rupestre, de modos a garantir a sua conservação para as futuras gerações.por
dc.description.sponsorshipInstituto Politécnico de Tomar, Departamento de Território, Arqueologia e Património do IPT. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Departamento de Geologia da UTADpor
dc.identifier.tid201822784
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.26/8309
dc.language.isoporpor
dc.subjectArte rupestrepor
dc.subjectHistóriapor
dc.subjectArqueologiapor
dc.titleAs pinturas do abrigo do Tchitundu-hulu Mucaipor
dc.title.alternativeUm contributo para o conhecimento da arte rupestre da regiãopor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typemasterThesispor
thesis.degree.levelMestrepor
thesis.degree.nameMestrado em Arqueologia Pré-História e Arte Rupestrepor

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