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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este artigo analisa o papel da esperança na medicina, distinguindo-a do otimismo e caracterizando-a como uma expectativa realista, orientada para objetivos e apoiada na capacidade de ação. Apresenta evidências da sua associação a melhores resultados de saúde física e mental, maior adesão terapêutica e maior resiliência perante a doença. Examina também os mecanismos psicobiológicos e anatómicos envolvidos, nomeadamente os sistemas de recompensa, a ação de neurotransmissores e o efeito placebo. Defende-se a integração da esperança nos cuidados de saúde, através da identificação dos objetivos e receios do doente e da definição de percursos realistas. Por fim, abordam-se os desafios bioéticos do equilíbrio entre a comunicação da verdade, o respeito pela autonomia e a preservação de uma esperança realista.
