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Abstract(s)
De entre todas as patologias que afectam o Homem, as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte a nível mundial. Assim, é importante perceber a etiologia destas patologias bem como os mecanismos que lhes dão origem. Deste modo, e visto que muitos destes eventos não conseguem ser compreendidos pelos factores de risco tradicionais, novos factores têm surgido, como é o caso da hiperhomocisteinémia. Esta é uma condição que promove o aumento dos níveis de homocisteína em circulação, estando intimamente relacionada com o aparecimento precoce de doenças cardiovasculares. Contudo, o papel da hiperhomocisteinémia na promoção destas doenças não está totalmente estabelecido. Sabe-se que a homocisteína elevada está na génese de diversos mecanismos de lesão vascular, provocando, entre outros, disfunção endotelial. Este é um dos primeiros passos para a evolução da aterosclerose, uma patologia que origina distúrbios cardiovasculares, e que se caracteriza por ser um estado inflamatório crónico.
Deste modo, foi necessário o desenvolvimento de técnicas de detecção precoce que actuassem como medidas preventivas para o aparecimento de disfunções cardiovasculares. O diagnóstico e quantificação da homocisteína são, normalmente, feitos por meio de métodos cromatográficos dos quais se destaca a HPLC.
Quanto ao controlo dos níveis de homocisteína, é imprescindível o desenvolvimento de meios para o tratamento da hiperhomocisteinémia. Actualmente, este é feito por suplementação com ácido fólico, vitaminas B6 e B12. Porém, ainda permanecem dúvidas quanto ao papel da homocisteína, não se sabendo se esta é uma causa ou uma consequência das doenças cardiovasculares.
Description
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
Keywords
Hiperhomocisteinémia Doenças cardiovasculares Aterosclerose Ácido fólico
