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A importância dos parâmetros farmacocinéticos na terapêutica individualizada

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Resumo(s)

A terapêutica individualizada é um procedimento que separa os pacientes em vários grupos, de acordo com as suas especificidades nas respostas farmacológicas. Com base nas particularidades destes grupos, é necessária a adaptação da terapêutica, podendo ser necessário o recurso a fármacos específicos. O desenvolvimento destas terapêuticas individualizadas necessita do aporte de várias áreas do saber, sendo as mais importantes a farmacogenética e a farmacocinética. No domínio da farmacocinética, os recentes avanços na área da modelação, nomeadamente com a implementação da PBPK, e a utilização desta aliada à estatística Bayesiana, tornam a análise e previsão de resposta à terapêutica mais acessível e precisa. Na área das doenças órfãs tem havido um grande avanço nos últimos 25 anos, no entanto, o elevado número de doenças sem atenção clínica continua a persistir. O desenvolvimento de tratamentos para uma doença rara engloba muitos desafios que não são observados numa patologia comum, sendo a escassez de pacientes para análise e o parco conhecimento dessas doenças, os mais comuns. É nesta área que mais se observa que uma mesma terapêutica não produz os mesmos efeitos em todos os indivíduos. Aqui, a utilização da modelação baseada em parâmetros fisiológicos e a simulação computacional através da estatística Bayesiana permitem o desenvolvimento /modificação de moléculas para patologias deste tipo e populações específicas, diminuindo o tempo com ensaios clínicos e aumentando a viabilidade económica. A indústria farmacêutica faz uso dos valores farmacocinéticos obtidos para selecionar as moléculas indicadas para determinada patologia e, selecionar os veículos e vias de administração mais adequados, bem como avaliar o potencial de associações de fármacos, com o intuito de se obter uma resposta terapêutica máxima, com um mínimo de toxicidade. Mesmo quando não existe um terapêutica indicada para certa patologia, o que é comum nas doenças órfãs, estes progressos mantêm o seu valor, na medida em que podem ser utilizados nas várias fases de desenvolvimento de um fármaco novo, permitindo selecionar os ensaios clínicos mais adequados e diminuindo drasticamente os custos associados.

Descrição

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

Palavras-chave

Terapêutica individualizada Farmacocinética PBPK Doenças órfãs

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