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Cultura de segurança nas unidades de cuidados continuados integrados, na perspetiva do enfermeiro gestor

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Resumo(s)

A segurança do cliente, considerada mundialmente um grave problema de saúde pública, constitui uma problemática complexa que requer uma análise pormenorizada dos mecanismos e situações envolvidas neste processo. Esta é uma questão importante nas organizações, sendo internacionalmente reconhecida, como uma componente chave da qualidade dos cuidados. Aplicado à prestação de cuidados, a presença de uma cultura de segurança nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados (UCCI’s) é um conceito que tem que estar presente quando falamos na segurança do cliente. Em Portugal, existe ainda pouca investigação neste domínio, constituindo-se esta temática como uma preocupação urgente e global. Desta forma, reconhece-se a importância da criação e manutenção de uma cultura de segurança. Tendo por base estes pressupostos, a questão de partida que orienta o presente estudo é a seguinte: Qual a Cultura de Segurança das Unidades de Cuidados Continuados Integrados em Portugal? Dada a natureza da problemática, este estudo assenta num estudo quantitativo, observacional-descritivo e transversal, ao qual foi aplicado o questionário Nursing Home Survey on Patient Safety Culture (NHSPSC), desenvolvido pela Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ) para avaliar a Cultura de Segurança das Unidades de Cuidados Continuados Integrados. Por conseguinte pretende-se identificar os fatores que contribuem para o desenvolvimento da CS dos clientes nas UCCI’s; Caracterizar a CS percecionada pelos profissionais de saúde nas UCCI; Identificar os pontos fortes e as áreas de melhoria da CS do cliente nas UCCI’s. De forma, a contextualizar o estudo foi realizada uma revisão sistemática da literatura, assente nos conceitos a abordar, sendo os principais: Cultura de Segurança; Segurança do utente; Cuidados Continuados Integrados. Dos resultados conclui-se que os profissionais percecionam que os clientes são bem tratados nas UCCI’s em estudo, que as organizações reconhecem o erro, desenvolvem estratégias para a sua resolução e antecipam a ocorrência do mesmo antes que este cause dano ao cliente, garantindo que aprende com a experiência. No entanto, esta aprendizagem afigura-se ineficaz, pois a notificação do erro, ainda parece perpetuar num ambiente punitivo, onde alguns profissionais sentem que o erro está associado à culpabilização. Esta constitui uma barreira importante para o avanço de uma cultura de segurança e um sério desafio para a segurança do cliente.

Descrição

Mestrado, Gestão em Enfermagem, 2014, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

Palavras-chave

Segurança do doente Cuidados de enfermagem Unidade de cuidados

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

[s.n.]

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