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Orientador(es)
Resumo(s)
A Inteligência Artificial tem vindo a assumir um papel crescente na transformação digital das organizações, representando uma oportunidade estratégica para aumentar a eficiência e a competitividade.
No entanto, a adoção destas tecnologias pelas pequenas e médias empresas continua a ser
um desafio, condicionado por fatores tecnológicos, organizacionais e ambientais.
O presente estudo tem como objetivo identificar e analisar os fatores que influenciam a adoção e utilização da Inteligência Artificial nas pequenas e médias empresas portuguesas,
com base no modelo Technology–Organization–Environment.
Para tal, foi enviado um questionário a milhares de empresas, tendo sido obtidas 511
respostas, e os dados foram analisados através do método de Partial Least Squares –
Structural Equation Modeling. Os resultados obtidos demonstraram que os fatores organizacionais são os principais determinantes da atitude face à Inteligência Artificial,
destacando-se o suporte da gestão e os sistemas de recompensas como variáveis significativas. Em contraste, os fatores tecnológicos e governamentais não revelaram influência relevante, enquanto os fatores de mercado e clientes apresentaram um efeito
reduzido, mas significativo.
O modelo apresentou um poder explicativo elevado (R² = 0,733 para a atitude; R² = 0,443
para a intenção de adoção; R² = 0,531 para a utilização), confirmando a adequação do
enquadramento teórico.
Os resultados reforçam que a adoção da Inteligência Artificial nas pequenas e médias empresas portuguesas é fortemente condicionada por fatores humanos e culturais, sendo a liderança, o reconhecimento e o envolvimento dos colaboradores elementos essenciais para o sucesso da transformação digital.
Descrição
Palavras-chave
Inteligência Artificial Adoção de tecnologia Pequenas e Médias Empresas Modelação de equações estruturais Portugal
