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A representação dos cuidados de enfermagem nos Sistemas de Informação: estudo à escala do serviço de medicina intensiva de um Hospital do norte de Portugal

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Abstract(s)

INTRODUÇÃO: O desenvolvimento tecnológico que se verificou nos últimos anos, acompanhado dos avanços verificados na área da saúde, tem trazido múltiplas oportunidades, mas também múltiplos desafios. No âmbito dos Sistemas de Informação de Enfermagem, a proliferação das customizações locais produziu uma diversidade de diagnósticos e intervenções de enfermagem que impossibilita a interoperabilidade semântica da informação gerada por estes profissionais e limita a produção nacional de indicadores de saúde em enfermagem, nomeadamente na área do doente crítico. Para dar resposta a esta problemática, a Ordem dos Enfermeiros, juntamente com a Escola Superior de Enfermagem do Porto, tem estado envolvida no desenvolvimento e disponibilização de uma Ontologia de Enfermagem como referencial, para funcionar no backend dos sistemas de informação. OBJETIVO: Contribuir para a melhoria da estrutura de conteúdos clínicos disponíveis, à escala do Serviço de Medicina Intensiva, para efeitos da documentação dos cuidados de enfermagem, tomando como matriz referencial a Ontologia de Enfermagem aprovada pela Ordem dos Enfermeiros. METODOLOGIA: Para a realização da presente investigação, optamos por usar uma metodologia do tipo construtivista. Tendo em conta os objetivos delineados, a recolha e a análise de dados resultam de duas fases; uma primeira, em que se realizou uma análise à customização em uso, efetuando um mapeamento cruzado, com recurso à norma ISO/TR 12300/2016, entre as entidades em uso nos sistemas de informação do serviço de medicina intensiva e a Ontologia de Enfermagem; uma segunda fase, em que recorremos a um focus group para efeitos de validação do mapeamento realizado e também com o objetivo de ampliar a estrutura de conteúdos para eventuais aspetos que pudessem estar omissos na atual customização. RESULTADOS: Foram submetidas a mapeamento cruzado 659 entidades que se encontram em uso na customização do sistema de informação do serviço de medicina intensiva. Após a análise, emergiu, desde logo, a noção que a grande maioria estavam representadas na Ontologia de Enfermagem. A discussão gerada no focus group permitiu confirmar os princípios utilizados no mapeamento realizado e, por outro lado, o grande potencial que a Ontologia de Enfermagem tem em responder às necessidades de documentação dos enfermeiros do serviço de medicina intensiva. CONCLUSÕES: A nossa investigação sugere que a “Enfermagem” que atualmente está representada nos sistemas de informação no serviço de medicina intensiva são conteúdos passíveis de ser representados com a Ontologia de Enfermagem.
INTRODUCTION: The technological development that has taken place in recent years, accompanied by the development in the health sector, has brought multiple opportunities, but also multiple challenges. For more than a century, nurses have been concerned about recording the care they provide, and to this end they have created their own language (ICNP), which has made it possible to document nursing care. However, the proliferation of local customizations has produced a diversity of nursing diagnoses and interventions that makes it impossible to interoperate the information generated by these professionals and limits the national production of nursing health indicators, particularly in the domain of critically ill patient. To respond to this problem, the Ordem dos Enfermeiros together with Nursing School of Porto, have been involved in the development and creating availabilities of a Nursing Ontology as a reference, to work in the backend of the information systems. OBJECTIVE: To help improve the structure of clinical content available in the Intensive Care Unit for the purposes of nursing care documentation, using the Nursing Ontology approved by the Ordem dos Enfermeiros as a reference matrix. METHODOLOGY: To carry out this research, we chose to use a constructivist methodology. Considering the outlined objectives, data collection and analysis resulted from two phases; the first phase involved an analyze of the actual customization in use, carrying out a cross mapping using the ISO/TR 12300/2016 standards, between the entities in use in intensive care unit information systems and the Nursing Ontology. In the second phase we used a group focus to validate the mapping carried out and with the aim of extending the content structure for any aspects that might be missing from the current customization. RESULTS: All 659 entities that were found in the actual customization of the intensive care unit information systems were submitted to cross mapping. It was found that the vast majority were represented in the nursing ontology. The discussion in the focus group confirmed that the mapping had been carried out appropriately and on the other hand that Nursing Ontology has great potential to meet the documentation needs of nurses in intensive care unit. CONCLUSIONS: Our research suggests that the "Nursing" that is currently represented in the information systems of the intensive care unit are contents that can be represented by using the Nursing Ontology.

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Sistemas de Informação em Enfermagem Unidades de Cuidados Intensivos Ontologia de Enfermagem Interoperabilidade Semântica Relatório de estágio

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