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Orientador(es)
Resumo(s)
A problemática da criança exposta excessivamente a ecrãs surge como um
problema grave da nossa sociedade. Existe um grande impacto da utilização excessiva
de ecrãs ao nível das dimensões física, cognitiva, emocional e social da criança na
segunda infância. Ligadas aos ecrãs, as crianças não exploram a aprendizagem de ler
as pistas do contexto, treinar comportamentos desajustados para serem mediados e de
aprenderem estratégias para melhor adequar o seu comportamento. Esta é certamente
uma das áreas de intervenção mais importantes para a Enfermagem de Saúde Mental e
Psiquiátrica, nomeadamente em pedopsiquiatria. Fazem parte dos objetivos deste
projeto de intervenção a caracterização do padrão de utilização de ecrãs nas crianças
em acompanhamento por alteração do comportamento e a implementação de um
programa de intervenção com recurso a técnicas de dramatização para crianças de 8-
12 anos de idade, que poderá facilitar como estratégia para o abandono dos
comportamentos associados à exposição excessiva a ecrãs e contribuir para o processo
de consciencialização e motivação da criança e família para a mudança. Para este
projeto de intervenção, procedemos à planificação e implementação de sessões de
âmbito psicoeducativo, com a intenção de tentarmos promover na criança/família a
tomada de consciência a nível emocional, cognitivo, físico e social do uso/abuso dos
ecrãs e podermos servir de estímulo à criação de estratégias adequadas para a
mudança. Estas intervenções permitiram-nos desenvolver competências na prática de
cuidados de enfermagem especializados, no âmbito psicoterapêutico de grupo no que
respeita às abordagens com mediadores expressivo-artísticos, nomeadamente, a
dramatização.
Descrição
Palavras-chave
Enfermagem psiquiátrica Dramatização Criança Screen times
