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Impacte de um programa de exercício físico na capacidade funcional de idosos institucionalizados

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Enquadramento: A implementação de ações preventivas, de promoção e de reabilitação, capazes de promover melhoria na capacidade funcional dos idosos, através da prática de exercício físico, em Estruturas Residenciais tem demonstrado benefícios psicológicos e fisiológicos, pelo que a sua implementação é de primordial importância. Objetivos: Avaliar o impacte de um programa de exercício físico na capacidade funcional de idosos institucionalizados. Metodologia: Estudo de natureza quantitativa com desenho de investigação quase-experimental sem grupo de controlo com avaliação pré e pós-intervenção. Decorreu num ERPI do norte do país com uma amostra de conveniência de 23 idosos. O instrumento de recolha de dados utilizado foi o formulário, que integrou variáveis outcome e variáveis independentes. Resultados: Da amostra analisada, a maioria é do sexo feminino (60.9%) com uma média de idade de 82.4 anos. Apurou-se uma elevada prevalência da doença cerebrovascular (91.3%), da doença osteoarticular (73.9%) e da osteoporose (60.9%). Verificou-se que ¾ da amostra (74%) está polimedicada, com pelo menos quatro medicamentos. A ocorrência de quedas nos últimos 12 meses teve uma expressão baixa (13%). No presente estudo a amplitude articular, a força muscular, a força de preensão palmar, o equilíbrio, o risco de queda e a capacidade para o autocuidado, foram as variáveis outcome selecionadas para avaliar o impacte do programa, tendo por base dois momentos avaliativos: antes do programa e após o seu término. O programa de exercício físico conduziu a uma melhoria significativa ao nível da amplitude articular e força muscular em todos os movimentos, de todas as articulações dos membros superiores e inferiores. Na força de preensão palmar, verificou-se melhorias em ambas as mãos. Também se observou um melhor desempenho na execução do POMA I, no final do programa. Quanto ao risco de queda, o número de idosos sem risco de queda e alto risco de queda aumentou. A repercussão das melhorias observadas nas variáveis outcome na capacidade dos idosos para realizar os autocuidados não se revelou eficaz em alguns domínios do autocuidado. No entanto, os scores médios obtidos, em certos domínios, mostraram uma ligeira tendência de melhoria, no final do programa. Dos efeitos psicossociais, percecionados pelos idosos e resultantes da participação no programa de exercício físico, verificou-se uma concordância máxima em 60.9% dos participantes para a melhoria da saúde e do humor. Conclusão: O programa de exercício físico implementado a idosos institucionalizados, sem défice cognitivo, contribuiu para a melhoria da capacidade funcional e psicossocial percecionada.

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Exercício físico Idoso institucionalizado

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