Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

The link between childhood experiences, personality, intimate partner violence, and non-consensual intimate image-sharing

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
Pereira, Ana Rita Antunes.pdf2.6 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Orientador(es)

Resumo(s)

Introduction: Childhood experiences, which include Adverse Childhood Experiences (ACEs) and Positive Childhood Experiences (PCEs), play a central role in shaping psychological development and interpersonal functioning throughout life. From a One Health perspective, which emphasizes the interconnectedness of individual, relational, and social well-being, it is essential to understand how early family environments influence vulnerability to victimization in adulthood, including intimate partner violence (IPV) and the non-consensual intimate image sharing (NCIIS). This dissertation examines the relationships between ACEs, PCEs, personality traits, and experiences of victimization in adulthood. Methods: The study included a sample of 382 Portuguese adults who completed self-report instruments to assess ACEs, PCEs, personality traits, IPV, and NCIIS. Data were analyzed using correlational analyses, between-group comparisons, and linear regression models to examine associations among variables and identify predictors of personality and victimization. Results: The results consistently show that ACEs are associated with more maladaptive personality profiles, characterized by higher neuroticism and lower extraversion, agreeableness, and conscientiousness. ACEs also emerged as significant risk factors for victimization by IPV and NCIIS, suggesting that early adversity may contribute to greater vulnerability to forms of victimization in adulthood. On the other hand, positive childhood experiences (PCEs) may play a protective role, as they are associated with greater emotional stability, higher levels of extraversion and agreeableness, and lower levels of neuroticism, even among individuals exposed to adversity. The results also indicated a significant overlap between different forms of victimization in adulthood, suggesting cumulative and interconnected trajectories of revictimization across the life course. Conclusions: ACEs and PCEs interact in personality development and influence vulnerability to IPV and NCIIS. These results highlight the importance of preventive and intervention strategies that reduce childhood adversity and actively promote positive relational contexts, with potential long-term benefits for mental health.
Introdução: As experiências na infância, englobam Experiências Adversas na Infância (ACEs) e Experiências Positivas na Infância (PCEs) e desempenham um papel central na formação do desenvolvimento psicológico e do funcionamento interpessoal ao longo da vida. Numa perspetiva de One Health, que enfatiza a interligação entre o bem-estar individual, relacional e social, torna-se essencial compreender de que forma os ambientes familiares precoces influenciam a vulnerabilidade à vitimização na adultícia, incluindo a violência nas relações de intimidade (VRI) e a disseminação não consentida de imagens íntimas (NCIIS). Esta dissertação examina as relações entre ACEs, PCEs, traços de personalidade e experiências de vitimização na idade adulta. Métodos: A investigação incluiu uma amostra de 382 adultos portugueses que responderam a instrumentos de autorrelato para avaliar ACEs, PCEs, traços de personalidade, VRI e NCIIS. Os dados foram analisados através de análises de correlação, comparações entre grupos e modelos de regressão linear, de forma a examinar as associações entre variáveis e identificar preditores da personalidade e da vitimação. Resultados: Os resultados mostram de forma consistente que as ACEs estão associadas a perfis de personalidade mais mal adaptativos, caracterizados por níveis mais elevados de neuroticismo e níveis mais baixos de extroversão, amabilidade e conscienciosidade. As ACEs emergiram também como fatores de risco significativos para a vitimização por VRI e NCIIS, sugerindo que a adversidade precoce pode contribuir para uma maior vulnerabilidade a formas de vitimização na idade adulta. Por outro lado, as PCEs podem desempenhar um papel protetor, estando associadas a maior estabilidade emocional, maior extroversão e amabilidade e menor neuroticismo, mesmo em indivíduos expostos à adversidade. Os resultados indicaram ainda uma sobreposição significativa entre diferentes formas de vitimização na idade adulta, sugerindo trajetórias cumulativas e interligadas de revitimização ao longo do ciclo de vida. Conclusões: As ACEs e as PCEs interagem na formação da personalidade e influenciam a vulnerabilidade face à VRI e à NCIIS. Estes resultados destacam a importância de estratégias preventivas e de intervenção que reduzam a adversidade na infância e promovam ativamente contextos relacionais positivos, com potenciais benefícios a longo prazo para a saúde mental.

Descrição

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz

Palavras-chave

Adverse childhood experiences Positive childhood experiences Personality Intimate partner violence Non-consensual intimate image-sharing

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Licença CC

Sem licença CC