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Ambiente doméstico e risco de queda – avaliação das características do domicílio e educação sobre modificações individuais e/ou coletivas

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Resumo(s)

As quedas em ambiente domiciliar são um problema de saúde pública que impacta principalmente a população idosa e pode causar lesões graves e até mesmo levar à óbito. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 28% dos idosos acima de 65 anos sofrem quedas constantemente, sendo a maioria dessas quedas em ambiente domiciliar. Dessa forma, torna-se importante avaliar as características do ambiente doméstico e educar sobre modificações individuais e/ou coletivas para prevenir esse problema. Objetivo: O objetivo geral deste trabalho foi analisar o ambiente onde cada indivíduo tem seu convívio diário (sua habitação), com intuito de orientar sobre os riscos que podem causar acidentes domésticos, nomeadamente quedas, em idosos. Metodologia: Este trabalho está inserido no projeto “Promoção da saúde com recurso ao modelo Quiosque do bem-estar/Saúde”, aprovado pelo parecer favorável da comissão de Ética do Instituto Politécnico de Coimbra (Nº169 CEIPC/2022). A metodologia escolhida foi mista, qualitativa, quantitativa e descritiva, associada a uma abordagem bibliográfica, que objetivou avaliar, selecionar e sintetizar as evidências de estudos empíricos sobre riscos e como minimizá-los. Relativamente a verificação do risco ambiental domiciliário, esta foi realizada com base na Checklist para Avaliação da Segurança em Casa e Risco e Queda, validada para a população portuguesa. Público-alvo: Idosos que se encontram em situação de vulnerabilidade social, residentes no Bairro da Rosa, um bairro social no município de Coimbra. Intervenções: Analisar as modificações ambientais, por comparação, entre a avaliação antes e após a implementação de um plano educacional, cuja responsabilidade esteja ao cargo da pessoa; elaborar um relatório dos riscos habitacionais a entregar ao Centro Comunitário S. José da Cáritas Diocesana de Coimbra. No que tange a procedimentos relacionados com a avaliação de necessidades, foram realizadas entrevistas visitas domiciliárias para verificação dos riscos de queda para, posteriormente implementar um plano educacional orientado pelo manual Prevenir Quedas – Um desafio ao seu alcance (Silva, Andrade e Martins, 2015). Com base neste manual, foram realizadas quatro sessões de 50 minutos (10 minutos de teoria e 40 minutos de prática) em pequenos grupos (8 a 10 pessoas) no Centro Comunitário S. José. Durante as sessões, foram desenvolvidas várias atividades com o propósito de orientar relativamente a prevenção contra quedas em todos os ambientes domésticos. Em grupo, discutimos medidas preventivas para a sala de estar, quarto, cozinha e banheiro, locais com mais riscos de incidências de acidentes. Utilizamos vídeos com dicas de prevenção e mostramos figuras ilustrativas para identificar os riscos. Resultados: Ao final de cada sessão, observou-se uma interação positiva por parte dos idosos, demonstrando um retorno bastante forte em relação às atividades realizadas. Juntamente com os idosos, identificámos os riscos e eles tiveram a possibilidade de mudar suas práticas para prevenção e fazer as adaptações necessárias em suas salas de estar, quarto, cozinha e casa de banho. Para além disso, ocorreu uma movimentação em conjunto para implementar medidas preventivas nas áreas comuns. Entretanto, nos ambientes em que os idosos não podiam interferir diretamente nas melhorias, como as áreas externas e escadas, foi necessário solicitar o apoio da Caritas, juntamente com a Câmara Municipal de Coimbra, de modo a viabilizarem as melhorias nestes ambientes de modo a assegurar o bem-estar e segurança dos idosos. O relatório enviado às instituições citadas encontra-se no anexo deste trabalho. Conclusões: Durante as sessões, os idosos mostraram progresso significativo, adquirindo novos conhecimentos e conscientização sobre a prevenção de quedas e os riscos no ambiente doméstico. Compreenderam os objetivos do projeto e a importância da participação própria e de seus familiares. As discussões sobre os riscos identificados nos questionários fortaleceram o conhecimento e a compreensão da segurança domiciliar. A análise de risco em equipe aprofundou ainda mais a compreensão dos ambientes problemáticos e resultou em propostas concretas para soluções. Os participantes presentes nas sessões demonstraram alta satisfação, alcançando 100% de acertos nas atividades e avaliando positivamente o conhecimento adquirido. Esses resultados confirmam a eficácia e a satisfação dos participantes com as atividades.

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Palavras-chave

Idosos Riscos de Quedas Domicílio Prevenção Educação Para a Saúde

Contexto Educativo

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