| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 9.4 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Com o decorrer dos anos a sinistralidade rodoviária tem vindo a decrescer. Porém é
necessário continuar a apostar na melhoria dos indicadores.
O trabalho inicia-se com uma revisão bibliográfica de enquadramento, de modo a evidenciar
os aspetos relacionados com a avaliação da segurança rodoviária e as eventuais medidas
mitigadoras.
Determinaram-se alguns indicadores que foram utilizados para medir a sinistralidade
rodoviária em interseções em meio urbano, tendo-se como estudo de caso a rede da cidade de
Coimbra, de 2010 a 2012. Para isso, recorreu-se ao ArcGIS 10.0 que é um Sistema de
Informação Geográfica (SIG), utilizando a base de dados facultada pela Autoridade Nacional
de Segurança Rodoviária (ANSR), complementada com informação dos acidentes recolhidos
pela PSP de Coimbra.
Consideraram-se na análise as vias com 4 ou mais acidentes em pelo menos um ano. Após
georreferenciação dos acidentes rodoviários, o SIG permitiu visualizar a sua distribuição na
rede, bem como associar a cada um deles o esquema do acidente disponibilizado pela Polícia
de Segurança Pública.
Os procedimentos envolvidos nas análises dizem respeito ao Índice de Gravidade (IG) e ao
Valor Hierárquico do Local (VHL). Por se ter verificado que o VHL traduz melhor o
desempenho em termos de sinistralidade em meio urbano, foi este o parâmetro utilizado para
identificar as interseções sobre as quais deveria incidir a atenção da entidade gestora da rede.
O VHL é determinado com base no número de ocorrências, na gravidade dos acidentes e no
volume horário de tráfego, tendo-se considerado a informação de sinistralidade de duas
formas distintas: dados de forma agregada no triénio; e dados separados para cada um dos
anos.
De forma a comparar de forma simples o desempenho das interseções, fez-se a normalização
da variável VHL de modo a ser possível assinalar as interseções com níveis de desempenho
de 1, 2, 3, 4 ou 5. Nesta escala, 1 corresponde ao melhor desempenho e 5 refere-se ao pior
desempenho. As interseções identificadas com o nível 5 e 4 devem ter uma atenção
privilegiada por parte da entidade gestora por serem as que revelam pior desempenho.
A metodologia utilizada pode ser aplicada a redes viárias de aglomerados urbanos desde que
se disponha de dados de acidentes em três anos consecutivos e seja possível fazer a sua
georeferenciação, sendo também necessários dados de volumes horários de tráfego, os quais
podem ser obtidos por contagens em vários pontos da rede.
Descrição
Palavras-chave
Segurança rodoviária Meio urbano Interseções Sistema de Informação Geográfica (SIG) Índice de Gravidade (IG) Valor Hierárquico do Local (VHL)
