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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O processo de integração de um novo elemento numa organização
assume um papel determinante, quer para a adaptação do profissional,
quer para o sucesso produtivo dessa organização, com o mínimo de custos.
Este processo de integração ganha ainda maior relevo, para os novos
docentes de enfermagem, dado que a sua formação académica é ancorada
na enfermagem e não nas competências, que dão corpo ao exercício da
docência.
A evidência científica advoga benefícios, no que concerne à
planificação e implementação de um processo de integração, com o intuito
de preparar, com a maior eficácia possível um profissional docente,
promovendo a qualidade do ensino-aprendizagem e por conseguinte uma
melhor conceção e prática de enfermagem.
A necessidade de refletir sobre a preparação dos enfermeiros, para
exercer funções de docência, na Escola Superior de Enfermagem do Porto
(ESEP), deu origem ao presente estudo de investigação. Este estudo teve
como finalidade contribuir para a melhoria do processo de integração dos
assistentes na ESEP, com vista à otimização do processo ensino /
aprendizagem dos estudantes.
Os objetivos esboçados passam por analisar a opinião dos assistentes
sobre a sua integração na ESEP; analisar os fatores facilitadores e
dificultadores deste processo de integração; compreender em que medida a
formação em supervisão clínica em enfermagem é entendida pelos
assistentes, como um contributo para a sua preparação para funções de
XIV
docente e analisar a opinião destes, sobre os aspetos fundamentais que
deveriam alicerçar um plano de integração de novos elementos.
Trata-se de um estudo de cariz qualitativo, de caráter descritivo e
exploratório, em que o instrumento de colheita de dados, foi um guião de
entrevista semiestruturada, tendo sido aplicado a uma amostra não
probabilística, por escolha racional, a dez assistentes da ESEP.
Para o tratamento dos dados foi utilizada a análise de conteúdo,
segundo Bardin (2014), tendo emergido dois domínios: “Processo de
Integração” e “Plano de Integração”, e as respetivas categorias e
subcategorias.
Os resultados obtidos permitiram constatar, que os assistentes da
ESEP identificam a planificação e a implementação de um processo de
integração, para o exercício das novas funções de docência, como sendo
uma necessidade emergente e percecionam a supervisão como o
fundamental contributo para essa preparação. A supervisão é perspetivada
como uma mais-valia, quer a nível de formação ministrada sobre a
temática, quer a nível da implementação de um processo supervisivo,
através de um docente mais experiente, para auxiliar no seu
desenvolvimento como ser docente.
O reconhecimento de fatores facilitadores e dificultadores deste
processo, bem como sugestões facultadas pelos participantes, permitiram
desenhar um plano de integração para novos assistentes da ESEP,
alicerçado também pelas evidências científicas emanadas.
Descrição
Palavras-chave
Supervisão Clínica em Enfermagem Formação de enfermeiros
