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Lotações Rotativas para as Unidades Navais

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Este trabalho de investigação estuda a moda da rotação de guarnições que varre muitas marinhas, assumindo, porém, diversas facetas, variando conforme o tipo de navio, a sua missão, o quantitativo de elementos em causa, etc. No fundo pretende-se tirar o maior partido do bem “navio de guerra”. Como se pode pô-lo a navegar quase continuamente? Partindo da equação: “Navio de guerra = guarnição (quantidade, perícias e treino) x (vezes) sistemas (armas, propulsão, sensores, comunicações, etc)”, a solução para o nosso problema tem a ver com a guarnição, os sistemas ou ambos. Não é humanamente possível ir para o mar 300 dias por ano com a mesma guarnição, como seria o caso de marinhas como a nossa que ainda operam os seus navios em regime de guarnições fixas. Existem vários modelos de rotação de guarnições em uso em marinhas que abriram o caminho ás que agora as seguem. Isto significa que já há um manancial grátis de lições aprendidas, que podem levar ao evitar de muitos erros de percurso. Foram identificados os seguintes factores como motivos que podem, sozinhos ou agrupados, levar a organização da Marinha ou o poder político a optar por um dos esquemas de rotação de guarnições: (i) – obviar a grandes derrotas entre a base e o local de destacamento; (ii) pagar menos por uma esquadrilha de navios; (iii) colocar um navio no mar 250 ou mais dias; (iv) evitar as quebras de “performance” aquando das rendições tradicionais de pessoal; e (v) obviar ao facto de se não dispor dos meios necessários para executar determinada missão em determinado local. Em que navios da esquadra se deve utilizar um esquema de rotação? Que esquema serve, na perfeição, aos navios portugueses? Portugal o mais longe que manda navios é aos Açores, a dois dias de caminho; com a SNMG não se fala em rotações, logo não se anteveêm grandes trânsitos. Os dois factores seguintes podem-se aplicar a qualquer marinha; Portugal não será excepção. O quarto factor é real e merecem ser ponderados os prós e os contras nas guarnições e nos navios. O quinto factor é, regra geral, uma medida de recurso do comandante operacional. Portugal poderá ter que tomar essa medida em breve, em relação a missões de tempo de paz tais como a fiscalização das pescas e as pesquisas oceanográficas. A concepção e construção de novos navios deverá prever a sua operação por guarnições rotáveis. Conclui-se reafirmando que a Marinha pode recorrer às lições aprendidas doutras marinhas que já enveredaram à mais tempo por este tipo de transformação. A rotação de guarnições veio para ficar e mudará para sempre a nossa maneira de fazer as coisas. Abstract: This paper is the final product of the researches undergone on a trend – sea swap - that is due to last through many navies, assuming however many different ways depending on the type of ships, the mission, the size of the crew, etc. Basically the trend is about getting the most out of the naval assets, trying to keep them at sea almost all the time. What kind of solutions do we have at hand? Given the following equation: “Warship value = crew (amount, skills and training) x (times) systems (weaponry, machinery, sensors, comms, etc)”, the solution for our problem concerns either the crew or the systems or both. It´s unbearable to go to the sea, for instance 300 days per year, with the same crew, as it might happen within navies that operate their ships in the traditional way of just one crew attached to each ship. Single-crewing, multi-crewing, squadding, are all options for some navies that already paved the way for those others that are about to start. This means that a list of lessons learned are available for free, in order to prevent some of the beginner´s mistakes. Basically the following factors were identified as sources, simultaneously or not, for the option by a sea swap scheme: (i) - to avoid long transits of units deployed too far; (ii) to reduce the cost of building a capable fleet; (iii) to keep a ship 250 days a year or more at sea; (iv) to avoid the ups and downs in performance of the crew; and (v) to fill the gap of not having enough ships to perform a specific mission in a certain area. Which portuguese ships should undergo a sea swap scheme and which scheme suits better each class of ships? Portugal usually does not deploy ships to places too far. The Azores Islands are at two days sailing distance. SNMG is considered routine business, so, no long transits are foreseen in the short or medium term. The second and third factors listed might apply to every Navy; Portugal will not be an exception if they become a trend. The fourth factor is a reality we have to live with.; it has to be weighted alongside with the pros and cons (on the crews and on the ships). The fifth factor is usually a temporary measure of the operational commander. Portugal might need it soon, regarding specific peace missions such as fishery protection and oceanographic surveys. Also new ships must be conceived and built having the sea swap in mind. As a conclusion, one can say that the Portuguese Navy will get the benefits of the Lessons Learned of the Navies that are ahead of us using such transformational operating models. Sea swap came to stay and will change our way of doing many things forever.

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Comissão Dia Guarnição Guarda-costeira Manutenção Marinha Navio Patrulha Rotação Rotatividade Royal Australian Navy Royal Navy Destroyer

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