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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Background: Adverse childhood experiences (ACEs) have negative consequences for individuals and significantly contribute to prolonged internet exposure. Additionally, the rapid evolution of the internet has led to the emergence of new types of online victimization, such as cyberstalking. Cyberstalking, in turn, tends to have a significant impact on the victim’s life, on the victim’s emotional regulation abilities, and mental health. Objective: This study aims to analyze the relationships among ACEs, internet use habits, cyberstalking in adulthood, emotion regulation difficulties, and symptomatology.
It also sought to compare victims and non-victims of cyberstalking regarding these variables and identify the predictors of depression and anxiety. Participants: The sample consists of 248 participants aged 18-70 years (M = 33.97, SD = 13.33), including 101 non-victims and 147 victims of cyberstalking. Method: A sociodemographic questionnaire, the Adverse Childhood Experiences Scale (ACEs), a checklist that assesses internet usage habits, the Cyber Obsessional Pursuit, the Difficulties in Emotional Regulation Scale – Short Form (DERS-SF), and the Brief Symptom Inventory 18 (BSI-18) were administered. Results: Statistically significant correlations were found between all instruments, except between ACEs and internet usage habits. When comparing the groups of cyberstalking victims and non-victims, the former presented higher levels of ACEs, internet usage habits, difficulties in emotion regulation, as well as depression and anxiety symptoms. In addition, the regression analyses allowed us to conclude that lack of emotional awareness, restricted access to effective emotion regulation strategies, and anxiety are predictors of depression. In contrast, sex and depression predicted higher levels of anxiety. Conclusion: The study concluded that childhood adversity is associated with online victimization. It also found that cyberstalking has consequences for victims in terms of symptomatology. In this sense, this study emphasizes the need to develop prevention and intervention strategies for cyberstalking victims to mitigate the consequences of this type of victimization.
Enquadramento: As experiências adversas na infância apresentam consequências negativas para o indivíduo e contribuem para a utilização prolongada da internet. Adicionalmente, a rápida evolução da internet permitiu o surgimento de novas tipologias de crime perpetradas online, como o cyberstalking. O cyberstalking, por sua vez, tende a ter um impacto significativo na vida da vítima, em particular na sua capacidade de regulação emocional e de saúde mental. Objetivos: Este estudo pretendeu analisar a relação entre as experiências adversas na infância (ACEs - adverse childhood experiences), os hábitos de uso de internet, a vitimação por cyberstalking na vida adulta, as dificuldades de regulação emocional e a sintomatologia. Comparou vítimas e não vítimas quanto a estas variáveis e identificou os preditores da depressão e da ansiedade. Participantes: A amostra foi constituída por 248 participantes com idades entre os 18 e os 70 anos (M = 33.97, DP = 13.33), 101 não vítimas e 147 vítimas de cyberstalking. Metodologia: Foi administrado um questionário sociodemográfico, o Adverse Childhood Experiences Scale (ACEs), uma checklist que avalia os hábitos de uso de internet, o Cyber Obsessional Pursuit, o Difficulties in Emotional Regulation Scale- Short Form (DERSSF) e o Brief Symptom Inventory 18 (BSI-18). Resultados: Verificou-se a existência de correlações estatisticamente significativas entre todos os instrumentos, exceto entre ACEs e hábitos de uso de internet. Quando comparados os grupos de vítimas e não vítimas de cyberstalking, as primeiras apresentam níveis mais elevados de ACEs, hábitos de uso de internet, dificuldades de regulação emocional e sintomatologia depressiva e ansiosa. As análises de regressão linear permitiram concluir que a falta de sensibilidade, o acesso restrito a estratégias eficazes de regulação emocional e a ansiedade são preditores da depressão, enquanto o sexo e a depressão predizem maiores níveis de ansiedade. Conclusão: O estudo permitiu concluir que a adversidade na infância está associada à vitimação online. Verificou-se ainda que o cyberstalking apresenta consequências para as vítimas ao nível da sintomatologia. Neste sentido, este estudo enfatiza a necessidade de desenvolver estratégias de prevenção de ACE e de intervenção com vítimas de cyberstalking, de forma a mitigar as consequências decorrentes deste tipo de vitimação.
Enquadramento: As experiências adversas na infância apresentam consequências negativas para o indivíduo e contribuem para a utilização prolongada da internet. Adicionalmente, a rápida evolução da internet permitiu o surgimento de novas tipologias de crime perpetradas online, como o cyberstalking. O cyberstalking, por sua vez, tende a ter um impacto significativo na vida da vítima, em particular na sua capacidade de regulação emocional e de saúde mental. Objetivos: Este estudo pretendeu analisar a relação entre as experiências adversas na infância (ACEs - adverse childhood experiences), os hábitos de uso de internet, a vitimação por cyberstalking na vida adulta, as dificuldades de regulação emocional e a sintomatologia. Comparou vítimas e não vítimas quanto a estas variáveis e identificou os preditores da depressão e da ansiedade. Participantes: A amostra foi constituída por 248 participantes com idades entre os 18 e os 70 anos (M = 33.97, DP = 13.33), 101 não vítimas e 147 vítimas de cyberstalking. Metodologia: Foi administrado um questionário sociodemográfico, o Adverse Childhood Experiences Scale (ACEs), uma checklist que avalia os hábitos de uso de internet, o Cyber Obsessional Pursuit, o Difficulties in Emotional Regulation Scale- Short Form (DERSSF) e o Brief Symptom Inventory 18 (BSI-18). Resultados: Verificou-se a existência de correlações estatisticamente significativas entre todos os instrumentos, exceto entre ACEs e hábitos de uso de internet. Quando comparados os grupos de vítimas e não vítimas de cyberstalking, as primeiras apresentam níveis mais elevados de ACEs, hábitos de uso de internet, dificuldades de regulação emocional e sintomatologia depressiva e ansiosa. As análises de regressão linear permitiram concluir que a falta de sensibilidade, o acesso restrito a estratégias eficazes de regulação emocional e a ansiedade são preditores da depressão, enquanto o sexo e a depressão predizem maiores níveis de ansiedade. Conclusão: O estudo permitiu concluir que a adversidade na infância está associada à vitimação online. Verificou-se ainda que o cyberstalking apresenta consequências para as vítimas ao nível da sintomatologia. Neste sentido, este estudo enfatiza a necessidade de desenvolver estratégias de prevenção de ACE e de intervenção com vítimas de cyberstalking, de forma a mitigar as consequências decorrentes deste tipo de vitimação.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz
Palavras-chave
Childhood adversity Internet usage habits Cyberstalking Emotional regulation Symptomatology
