| Name: | Description: | Size: | Format: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.26 MB | Adobe PDF |
Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
As biguanidas são fármacos existentes desde 1950, a metformina é a terapêutica mais utilizada em todo o mundo e a terapêutica de 1ª linha para a diabetes mellitus tipo 2 (DM2), em indivíduos obesos. Esta terapêutica produz respostas a nível de vários órgãos, de modo a permitir o controlo glicémico, diminuir a resistência insulínica, melhorar perfil lipídico, prevenir doenças cardiovasculares, sem aumentar o peso corporal e o risco de hipoglicemia. No entanto, esta terapêutica apresenta algumas desvantagens como efeitos adversos intestinais, acidose lática e deficiência de vitamina B12. Novas abordagens terapêuticas como os moduladores de incretina e inibidores do co-transportador de sódio e glucose 2 (SGLT2), surgiram com o intuito de diminuir a incidência dos efeitos adversos da metformina.
Os moduladores de incretina, como inibidores da dipeptil-peptidase-4 e os análogos glucagon-like-1 (GLP-1), são fármacos que aumentam o efeito das hormonas incretinas, péptidos que controlam a saciedade, a glicémia e realizam respostas metabólicas. Os inibidores SGLT2, atuam no rim, independentemente da secreção de insulina, inibindo o processo de reabsorção da glucose no túbulo proximal, promovendo a excreção da glucose, originando glicosúria.
Ambos os grupos de fármacos são alternativas à terapêutica de 1ª linha, uma vez que, apresentam igual eficácia à metformina, todavia são mais vantajosos, pois podem ser administrados em insuficientes renais, sem provocarem acidose lática. Para além disso, são fármacos bem tolerados pelo organismo e seguros, que apresentam benefícios terapêuticos, não só em termos de glicemia, mas também em relação a outras patologias.
Description
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
Keywords
Diabetes mellitus tipo 2 Metformina Novas abordagens
