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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Childhood exposure to intrafamilial violence is associated with long-term emotional and relational difficulties, including challenges in emotion regulation and parenting. Numerous quantitative studies have documented these associations but less is known about how parents subjectively experience and make sense of these processes, particularly within social and medico-social service contexts. This qualitative study explores how parents supported by family services, who experienced intrafamilial violence during childhood, perceive and regulate their emotions and how they support their children’s emotional experiences. Semi-structured interviews were conducted with six participants, five women and one man, recruited from two Maisons des Solidarités et de la Vie Sociale in Eastern France. A reflexive thematic analysis identified five interconnected themes: (1) childhood intrafamilial violence through an emotional and relational climate; (2) emotional suppression, hypercontrol and emotional overflow; (3) parenting between vulnerability, repair and transmission; (4) parentification and emotional hyper-responsibility; and (5) intergenerational transmission, reflexive awareness and rupture. The findings suggest that emotional suppression, hypercontrol and hyper-responsibility often developed as adaptive responses to emotionally unsafe family environments. These strategies continued to influence participants’ relationships and parenting experiences in adulthood. At the same time, participants showed important capacities for reflection and intentional change, especially through their wish to offer their children different emotional experiences. By focusing on parent’s narratives, this study contribute to a better understanding of how childhood intrafamilial violence may shape emotional regulation, parenting and intergenerational transmission. It also highlights the clinical relevance of trauma-informed and emotion-focused interventions within family support services.
A exposição à violência intrafamiliar durante a infância está associada a dificuldades emocionais a relacionais persistentes, nomeadamente ao nível da regulação emocional e da parentalidade. Embora numerosos estudos quantitativos tenham documentado estas associações, ainda se sabe pouco sobre a forma como os pais experienciam subjetivamente estes processos e lhes atribuem significado, particularmente em contextos de apoio social e socioeducativo. Este estudo qualitativo explora a forma como pais acompanhados por serviços de apoio familiar, que vivenciaram violência intrafamiliar durante a infância, percecionam e regulam as suas emoções, bem como a forma como acompanham as experiências emocionais dos seus filhos. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com seis participantes, cinco mulheres e um homem, recrutados en duas Maisons de la Solidarités et de la Vie Sociale localizadas no leste de França. A análise temática reflexiva permitiu identificar cinco temas interligados : (1) a violência intrafamiliar na infância através de clima emocional e relacional; (2) a supressão emocional, o hipercontrolo e o transbordamento emocional; (3) a parentalidade entre vulnerabilidade, reparação e transmissão; (4) a parentificação e a hyper-responsabilidade emocional; e (5) a transmissão intergeracional, a consciência reflexiva e os processos de rutura. Os resultados sugerem que a supressão emocional, o hipercontrolo e a hiper-responsabilidade se desenvolveram frequentemente como respostas adaptativas a ambintes familiares emocionalmente inseguros. Estas estratégias continuaram a influenciar as relações interpessoais e as experiências parentais na idade adulta. Simultaneamente, os participantes demonstraram importantes capacidades de reflexão e mudança intencional, expressando o desejo de proporcionar aos seus filhos experiências emocionais diferentes das que viveram na sua própria infância. Ao centrar-se nas narrativas parentais, este estudo contribui para uma melhor compreensão da forma como a violência intrafamiliar na infância pode moldar a regulação emocional, a parentalidade e os processos de transmissão intergeracional. Os resultados evidenciam ainda a relevância clínica de intervenções informadas pelo trauma e centradas nas emoções nos serviços de apoio às famílias.
A exposição à violência intrafamiliar durante a infância está associada a dificuldades emocionais a relacionais persistentes, nomeadamente ao nível da regulação emocional e da parentalidade. Embora numerosos estudos quantitativos tenham documentado estas associações, ainda se sabe pouco sobre a forma como os pais experienciam subjetivamente estes processos e lhes atribuem significado, particularmente em contextos de apoio social e socioeducativo. Este estudo qualitativo explora a forma como pais acompanhados por serviços de apoio familiar, que vivenciaram violência intrafamiliar durante a infância, percecionam e regulam as suas emoções, bem como a forma como acompanham as experiências emocionais dos seus filhos. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com seis participantes, cinco mulheres e um homem, recrutados en duas Maisons de la Solidarités et de la Vie Sociale localizadas no leste de França. A análise temática reflexiva permitiu identificar cinco temas interligados : (1) a violência intrafamiliar na infância através de clima emocional e relacional; (2) a supressão emocional, o hipercontrolo e o transbordamento emocional; (3) a parentalidade entre vulnerabilidade, reparação e transmissão; (4) a parentificação e a hyper-responsabilidade emocional; e (5) a transmissão intergeracional, a consciência reflexiva e os processos de rutura. Os resultados sugerem que a supressão emocional, o hipercontrolo e a hiper-responsabilidade se desenvolveram frequentemente como respostas adaptativas a ambintes familiares emocionalmente inseguros. Estas estratégias continuaram a influenciar as relações interpessoais e as experiências parentais na idade adulta. Simultaneamente, os participantes demonstraram importantes capacidades de reflexão e mudança intencional, expressando o desejo de proporcionar aos seus filhos experiências emocionais diferentes das que viveram na sua própria infância. Ao centrar-se nas narrativas parentais, este estudo contribui para uma melhor compreensão da forma como a violência intrafamiliar na infância pode moldar a regulação emocional, a parentalidade e os processos de transmissão intergeracional. Os resultados evidenciam ainda a relevância clínica de intervenções informadas pelo trauma e centradas nas emoções nos serviços de apoio às famílias.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz
Palavras-chave
Emotional regulation Domestic violence Parenting Trauma transgenerational Childhood protection
