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Extrafibrillar demineralization technique on the interfacial quality of dentin restored with self-adhesive composites

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Resumo(s)

Objectives: To evaluate whether an extrafibrillar demineralization technique can provide a dentin substrate capable of supporting the formation of a stable hybrid layer when restored with selfadhesive flowable resin composites (SAFRCs), potentially overcoming their limitations. Materials and Methods: Eighteen sound human molars were sectioned (Accutom-50, 0.350 mm/s, Struers, Denmark) and allocated into six groups (n=3), combining two SAFRCs (Vertise™ Flow, Kerr; Constic, DMG) with three pretreatments: 37.5% phosphoric acid (control; OPA) for 15 s, glycol-chitosan methacrylate (GQ), and poly(amidoamine) dendrimers (PAMAM) for 60 s with active rubbing. Restorations were performed using the respective SAFRCs, applying a 0.5 mm layer and light-curing for 20 s (LED unit, 450–470 nm, ~950 mW/cm²). After 24 h in distilled water at 37 °C, each tooth was sectioned into 2 mm slices and randomly assigned to Raman microspectroscopy or Masson’s Trichrome staining. Chemical Transition Width (CTW, μm), defined as the 25–75% rise of the Raman ratio profile, was calculated to assess interface abruptness. Data were analyzed using non-parametric statistics (α=0.05). Results: Both pretreatment and SAFRC type influenced the dentin–resin interface. Raman analysis showed that PAMAM generated the narrowest and most abrupt chemical transitions (CTW ≈2.3 μm for VF; 1.1 μm for CC), whereas GQ produced broader interphases with persistent amide-rich residues (CTW≈1.9 μm for VF; 0.8 μm for CC). OPA resulted in irregular profiles (CTW ≈ 2.5 μm for VF; 0.6 μm for CC). Despite no statistically significant group differences (p=0.147), PAMAM yielded cleaner interfaces with minimal collagen exposure, while GQ showed more red bands, especially with Constic. Conclusions: Extrafibrillar demineralization influenced the dentin substrate by modulating collagen exposure and interfacial organization, but it did not overcome the intrinsic limitations of SAFRCs. Refinement of pretreatment approaches and composite development is required to achieve predictable and durable adhesion.
Objetivos: Avaliar se uma técnica de desmineralização extrafibrilar consegue proporcionar um substrato de dentina capaz de suportar a formação de uma camada híbrida estável, quando restaurado com resinas compostas fluidas auto-adesivas (SAFRCs), superando as suas limitações. Materiais e métodos: Foram seccionados dezoito molares humanos hígidos (Accutom-50, 0.350 mm/s, Struers, Dinamarca) e distribuídos em seis grupos (n=3), combinando dois SAFRCs (Vertise™ Flow, Kerr; Constic, DMG) com três pré-tratamentos: ácido fosfórico a 37,5% (controlo; OPA) durante 15 s, quitosano-metacrilato de glicol (GQ) e dendrímeros de poli(amidoamina) (PAMAM) durante 60 s com fricção ativa. As restaurações foram realizadas com aplicação de uma camada de 0,5 mm de SAFRC, seguida de fotopolimerização durante 20 s (LED, 450–470 nm, ~950 mW/cm²). Após 24 h em água destilada a 37 °C, os dentes foram cortados em fatias de 2 mm e aleatoriamente atribuídos à microespectroscopia Raman ou coloração tricrómica de Masson. A largura de transição química (CTW, μm), definida como a variação de 25–75% no perfil de razão Raman, foi calculada para avaliar a abruptidade da interface. Os dados foram analisados com estatística não paramétrica (α=0,05). Resultados: O tipo de pré-tratamento e de compósito influenciou a interface dentina–resina. A análise Raman revelou que o PAMAM produziu transições químicas mais abruptas (CTW ≈2,3 μm para VF; 1,1 μm para CC), enquanto o GQ gerou interfaces mais amplas e com resíduos ricos em amidas (CTW≈1,9 μm para VF; 0,8 μm para CC). OPA apresentou perfis irregulares (CTW≈2,5 μm para VF; 0,6 μm para CC). Apesar de não haver diferenças estatisticamente significativas entre grupos (p=0,147), o PAMAM resultou em interfaces mais limpas e com menor exposição de colagénio, ao contrário do GQ. Conclusões: A desmineralização extrafibrilar influenciou a exposição de colagénio e a organização interfacial, mas não superou as limitações dos SAFRCs. São necessários avanços nos pré-tratamentos e nos compósitos para adesão previsível e duradouro.

Descrição

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz

Palavras-chave

Extrafibrillar demineralization Dentin Self-adhesive resin composites Adhesion

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