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Resumo(s)
A dissertação analisa o modelo de negócio das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo (CCAM) em Portugal, através da comparação da sua situação nos anos de 2010 e 2024, com o objetivo de avaliar de que forma a dimensão institucional, a estrutura de custos e o enquadramento regulatório condicionam a eficiência, rendibilidade e sustentabilidade.
A escolha de 2010 justifica-se por corresponder a um período exigente para o sistema financeiro português, marcado pela crise da dívida soberana e por um contexto de crescente exigência prudencial; enquanto 2024 representa o último exercício, permitindo uma análise comparativa entre dois contextos económicos e regulatórios distintos.
Partindo da especificidade do modelo cooperativo — assente na proximidade territorial e na criação de valor para a comunidade — o estudo enquadra-se na literatura sobre banca cooperativa, teoria da agência, teoria das partes interessadas e supervisão prudencial, com especial enfoque no princípio da proporcionalidade consagrado pelas orientações da European Banking Authority e no âmbito do Mecanismo Único de Supervisão coordenado pelo Banco Central Europeu.
Adota-se uma metodologia quantitativa comparativa, analisando as dez CCAM de maior dimensão e as dez de menor dimensão em cada um dos períodos considerados. São examinados indicadores como produto bancário, custos administrativos, rácio de eficiência, produtividade, CET1 e ROA.
Os resultados evidenciam que a dimensão influencia a capacidade de diluição de custos fixos e a estabilidade dos indicadores de desempenho. As instituições de maior dimensão apresentam maior homogeneidade na eficiência e rendibilidade, enquanto as de menor dimensão revelam maior volatilidade e maior pressão relativa dos custos administrativos, apesar de níveis médios de capitalização elevados.
Em 2010 e em 2024, em média, as instituições de menor dimensão exibem melhores indicadores de solvabilidade (CET1), algo que deve ter respaldo pela estabilidade dos resultados operacionais. Conclui-se que os custos de funcionamento e a crescente complexidade regulatória condicionam estruturalmente o modelo de negócio das instituições de menor dimensão, reforçando a importância da proporcionalidade regulatória e partilha de recursos para atestar a sustentabilidade do modelo cooperativo.
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Palavras-chave
Modelo de Negócio Proporcionalidade Custos de Funcionamento Eficiência Supervisão
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