Publicação
Arte e natureza em oposição a pretexto da crise climática
| datacite.subject.fos | Humanidades | |
| dc.contributor.author | Sousa Basto, Rui | |
| dc.date.accessioned | 2026-02-02T15:20:45Z | |
| dc.date.available | 2026-02-02T15:20:45Z | |
| dc.date.issued | 2024-07-17 | |
| dc.description | Comunicação apresentada no IV Encontro Internacional Lusófono Todas as Artes | Todos os Nomes, evento anual organizado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, teve como tema geral: Desconstruindo o Antropoceno: Arte, Política e Natureza. | |
| dc.description.abstract | No boletim de maio de 2000 do International Geosphere-Biosphere Programme, o Antropoceno ganhou vida própria quando Crutzen e Stoermer aairmaram que seria um conceito mais adequado do que o Holoceno para descrever a atual Época geológica. Transformado num fetiche de moda na exposição Welcome to the Anthropocene, organizada pelo Deutsches Museum entre dezembro de 2014 e setembro de 2016, sob o slogan “The Earth in Our Hands”, o Antropoceno regressaria aos museus, mas dessa vez como palco de ações disruptivas perpetradas quase sempre por jovens ativistas climáticos. Tinta negra, sopa de tomate ou puré de batata foram arremessados a obras-primas de Goya, da Vinci, Monet, Van Gogh e outros mestres da pintura, em espaços museológicos de várias cidades europeias. Estas ações pretenderam sensibilizar o grande público, através dos media, para a culpa pela crise climática do modelo económico extrativista, baseado no carvão e nos combustíveis fósseis. Os ativistas argumentam que optaram pela desobediência civil por terem esgotado os canais formais de comunicação com o poder económico e político. Todavia, as autoridades têm tratado estas iniciativas como atos de desobediência criminal, condenando-os nos tribunais. Estaremos, assim, diante de uma guerra entre a geração que é vítima potencial do apocalipse anunciado para daqui a poucas décadas e os decisores de cabelos grisalhos que nessa altura não estarão cá para prestar contas? A não-violência, linha que separa a desobediência civil da criminal, deverá continuar a ser observada no aparente estado atual de acrasia coletiva? Será legítimo opor arte e natureza a pretexto da crise climática? | por |
| dc.identifier.doi | https://doi.org/10.21747/978-989-9193-08-6/liv | |
| dc.identifier.isbn | 978-989-9193-08-6 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.26/61376 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.peerreviewed | n/a | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ | |
| dc.subject | Acrasia coletiva | |
| dc.subject | Ativismo climático | |
| dc.subject | Arte e Natureza | |
| dc.subject | Desobediência civil | |
| dc.subject | Violência e não violência | |
| dc.title | Arte e natureza em oposição a pretexto da crise climática | por |
| dc.type | conference object | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| oaire.citation.conferencePlace | Porto, Portugal | |
| oaire.citation.title | IV Encontro Internacional Lusófono Todas as Artes | Todos os Nomes Desconstruindo o Antropoceno: Arte, Política e Natureza | |
| oaire.version | http://purl.org/coar/version/c_970fb48d4fbd8a85 | |
| person.familyName | Sousa Basto | |
| person.givenName | Rui | |
| person.identifier.orcid | 0009-0007-9681-1615 | |
| relation.isAuthorOfPublication | 7064c4e3-403f-4593-bf2b-21e9c242e7a5 | |
| relation.isAuthorOfPublication.latestForDiscovery | 7064c4e3-403f-4593-bf2b-21e9c242e7a5 |
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