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Advisor(s)
Abstract(s)
Apesar da gestão de carreiras ser uma preocupação recente no quadro da gestão das
relações de trabalho, é hoje evidente a crise em que se encontra a forma tradicional de
abordagem desta problemática. Tendo nascido para assegurar a satisfação das
necessidades de quadros superiores e intermédios com que as empresas se deparavam
no âmbito de um sistema de relações de trabalho dualista e fortemente hierarquizado, a
carreira profissional era concebida como um processo cumulativo através do qual se
ascendia na estrutura hierárquica das organizações, à imagem das tradicionais
concepções evolucionistas da vida social.
Contudo, as transformações em curso nas sociedades "desenvolvidas" têm vindo a fazer
com que estejamos hoje confrontados com a necessidade de questionar esta abordagem
evolucionista. Para essas transformações tem vindo a contribuir um conjunto diversificado
de factores dos quais salientamos:
· factores de natureza organizacional que se prendem com o crescente achatamento e
emagrecimento das estruturas e com o recurso ao outsourcing diminuindo, desta forma, o
número de oportunidades de progressão vertical;
· factores de natureza ambiental que resultam do aumento do desemprego, da importância
da formação contínua e do dinamismo do mercado de trabalho que fazem com que as
carreiras profissionais sejam cada vez mais atravessadas por ciclos de emprego,
desemprego e formação gerando descontinuidades permanentes.
É a partir desta encruzilhada que nos posicionamos para questionar não só a pertinência
do conceito de carreira profissional, mas também as diferentes abordagens a partir das
quais podemos perspectivar o futuro por forma a discutir os novos caminhos que se
abrem às relações de trabalho.
Description
Comunicação apresentada no IV Congresso Português de Sociologia